quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Estudos sobre a vitivinicultura no Vale do São Francisco serão apresentados durante evento

Na próxima semana, dias 16 e 17 de outubro, em Petrolina (PE), serão conhecidos os resultados de projeto de pesquisa realizado desde 2013, que teve como objetivo conhecer e organizar as informações dos vinhos finos do Vale do São Francisco, produzidos há mais de 30 anos no semiárido do Nordeste brasileiro. As contribuições do projeto constituirão o processo para a solicitação do reconhecimento da Indicação de Procedência.
O evento reunirá a equipe de pesquisadores e professores de diversas Instituições do Brasil (veja lista completa no programa abaixo), que colaboraram para o desenvolvimento de pesquisas e na caracterização dos fatores naturais da região, dos vinhedos e dos vinhos do Vale do São Francisco. Como resultado, em breve, o Vinhovasf solicitará no próximo ano, junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a Indicação de Procedência (IP) para vinhos e espumantes da região.
“Nosso objetivo foi conhecer a vitivinicultura da região, gerar tecnologias e estruturar a Indicação de Procedência dos vinhos finos tranquilos e espumantes tropicais do Vale do São Francisco”, informa Giuliano Elias Pereira, pesquisador da Embrapa e coordenador do projeto. Ele comenta que o projeto contou com importante financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com aporte superior a R$ 1 milhão. “A ação atende a uma demanda do Instituto do Vinho do Vale do São Francisco (Vinhovasf), que agrupa os viticultores e a participação de sete vinícolas da região, tendo como presidente o produtor José Gualberto de Freitas Almeida, que é pioneiro na elaboração de vinhos na região”, contexualiza Pereira...continue lendo aqui

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Vinhos franceses: a ameaça do aquecimento global


Antes das oito horas da manhã, em meados de agosto, o sol já queimava a pele dos colhedores de uva. Como as uvas estragam se forem colhidas no calor, a jornada de trabalho nesta vinícola na região do Languedoc acabou bem antes do meio-dia. Na cidade de Murviel-lès-Montpellier, onde o termômetro geralmente excede os 30°C em agosto, antes as colheitas precoces eram exceção e hoje são a nova regra. Para Joël Anthérieu e Edith Bez, donos da vinícola do Clos d’Isidore este ano a safra começou no dia 17 de agosto — bem antes do esperado.

“Normalmente, colhemos no início de setembro”, diz Edith. “Mas este ano se tivéssemos esperado não haveria mais nada além de suco de uva”, diz. Não muito longe dali, na vinícola de Régis Sudre, a mesma situação aconteceu. “Este ano colhemos quinze dias à frente do que pensávamos que faríamos. As temperaturas altas melhoram a qualidade das uvas, mas só até certo ponto. Depois estraga”, diz o dono do Domaine Saint Julia. Essa mudança no ciclo de produção tem como causa , segundo produtores, analistas e o governo francês, algo que o presidente americano Donald Trump tenta negar: extremos climáticos provocados pelo aquecimento global.Em outros lugares do Languedoc, algumas vinícolas colheram o Muscat a partir de 3 de agosto, e a colheita para o vinho branco começou oficialmente na região no dia 9 de agosto. Datas nunca vistas antes. Nem mesmo em 2003, quando as temperaturas na Europa passaram dos 50°C — uma das mais fortes ondas de calor da história do Hemisfério Norte — as datas da colheita foram tão antecipadas.

E o Languedoc não é a única região afetada. Praticamente em toda a França, passando pela Alsácia, Borgonha, Bordeaux, Jura, Vale do Loire, Vale do Ródano… em todas as regiões viticultoras as uvas se adiantaram. Em algumas comunas de Champanhe a colheita começou em 26 de agosto ao invés do esperado 8 de setembro...CONTINUE LENDO

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A força do enoturismo no setor vitivinícola gaúcho

A Serra Gaúcha é um roteiro enoturistico importante para a Região Sul do país, e atrai turistas de todo o Brasil ávidos pelo clima frio, vinhedos, gastronomia e as exuberantes paisagens  com suas montanhas, cânions e as inconfundíveis  araucárias.

O valoroso patrimônio cultural e gastronômico trazidos pelos imigrantes italianos no final do século XIV, transformou a região em um polo atrativo importante, e é perceptível o investimento dos empresários do setor  para atrair  o público mais exigente do enoturismo...CONTINUE LENDO

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Aprenda a reconhecer os principais aromas do vinho

Você conhece laranjas, certo? Tanto que provavelmente já serviu suco de laranja-lima para as crianças pequenas (pois é mais doce e menos ácido). Talvez goste quando, na padaria, o suco de laranja-pêra está bem fresco. Ou ainda peça sua caipirinha com saquê e lima-da-pérsia. Quiçá aprecie a chegada do verão e, com ele, as laranjas-bahia, grandes, suculentas, de casca grossa e umbigo de fora.
Você percebeu que, mesmo sendo todas laranjas, cada uma tem sabor singular, acidez única e um aroma particular. Com as uvas, é a mesma coisa. Algumas são boas para comer (Rubi, Itália, Thompson), outras são boas para fazer suco (Isabel, Bordô) e outras ainda são ideais para fazer vinho, como a Merlot, a Cabernet Sauvignon, a Chardonnay e a Pinot Noir.
Infelizmente, poucos assuntos complicam mais a vida de quem aprecia vinhos do que entender os cheiros (também chamados de aroma e buquê). Tanto que algumas pessoas chegam a rotular quem reconhece algo além do cheiro de álcool e de uva de enochato...CONTINUE LENDO AQUI

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A história do vinho no Brasil: conheça a trajetória da bebida em território nacional

Em outra ocasião, fizemos aqui no blog um passeio pela história do vinho no mundo, da antiguidade aos dias de hoje, mas você por acaso já ficou curioso para saber como se deu a trajetória do vinho aqui, no nosso país?
Do primeiro viticultor do Brasil, lá em 1532, passando pelos diversos obstáculos à qualidade do vinho brasileiro até chegar aos desafios impostos nas nossas terras pelo ainda baixo consumo de vinho na atualidade, hoje vamos levar você em mais uma viagem histórica tão cheia de reviravoltas que mais parece roteiro de filme de aventura!...CONTINUE LENDO AQUI e AQUI

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Vinhos tropicais: um desafio à tradição

O sol é escaldante o ano inteiro. Clima seco, altas temperaturas e pouca chuva. Um cenário improvável para a produção de vinhos, tradicionalmente oriundos de regiões mais frias. A tarefa, se não impossível, é, no mínimo, desafiante. E como tal é cumprida no Vale do Submédio São Francisco, na região semiárida do Nordeste brasileiro, onde as características naturais são aliadas a tecnologias, incluída a irrigação. Dessa forma, é possível colher uvas e elaborar vinhos tranquilos (sem borbulhas) e espumantes (com borbulhas), brancos, tintos e rosés, nos 365 dias do ano.
Isso porque, no Vale, o momento da colheita é definido pelo produtor, que consegue escalonar a produção de uvas de forma ininterrupta. Diferentemente das demais regiões vitivinícolas, em que os estágios das plantas são determinados pelo clima característico de cada época do ano, no Semiárido, onde não há grande variação climática de janeiro a dezembro, os ciclos vegetativos são induzidos pelo estresse ou oferta de água e pelas podas nos períodos desejados...CONTINUE LENDO AQUI

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

10 novíssimos filmes sobre VINHO

O cinema descobriu o vinho e o vinho descobriu o cinema. Até o início dos anos 2000 o vinho era apenas um coadjuvante no cinema, aparecendo em algumas cenas, mas raramente como tema central do filme. A primeira leva de filmes onde o vinho era a estrela veio com sucessos como Sideways – Entre umas e outras (Sideways, EUA, 2004) e Um bom ano (A good year, EUA, 2006), para citar apenas dois exemplos. Para alegria dos enófilos, depois destes seguiram-se muitos!  Na matéria de hoje elencamos nada menos que 10 produções recentes onde o vinho é o tema principal CONTINUE LENDO AQUI

sábado, 19 de agosto de 2017

Exportações brasileiras de vinhos crescem 37% em volume no primeiro semestre

A partir de agosto, 10 novas vinícolas passarão por qualificação para atuar no mercado internacional, somando 40 empresas integrantes do Wines of Brasil
O ingresso de 10 novas vinícolas no projeto Wines of Brasil entre abril e agosto desse ano, ampliando o grupo para 40 empresas, deve ajudar a fortalecer o desempenho das exportações do setor. O primeiro semestre de 2017 registrou desempenho positivo de 37% em volume e 24% em valor nas vendas de vinhos e espumantes para o mercado externo, na comparação com o mesmo período do ano anterior. No total, foram exportados 1,14 milhão de litros, contabilizando US$ 2,74 milhões. Realizado em parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Wines of Brasil atua na promoção dos vinhos brasileiros no mercado internacional, e as empresas associadas ao projeto respondem por 90% das exportações da bebida.    
“São números a serem comemorados, mesmo representando um percentual pequeno da produção nacional, pois mostram a maturidade do setor e, principalmente, a qualidade de nossos produtos. Estamos exportando para países bastante concorridos no mercado internacional, que recebem vinhos do mundo todo e estamos, aos poucos, ampliando nosso espaço”, observa o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá. ...CONTINUE LENDO AQUI

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