terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Azulejos que matam bactérias


Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma técnica que permite a fabricação de azulejos e cerâmicas com proteção contra bactérias durante toda a vida útil do material.

Da graduação ao doutorado

A pesquisa começou como um projeto de iniciação científica, uma pesquisa feita por estudantes de graduação, antes mesmo que eles se formem, cujo principal objetivo é justamente a formação de novos pesquisadores.

Thiago Sequinel, então estudante na Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paraná, orientado pelo professor Sérgio Mazurek Tebcherani, desenvolveu um método para a obtenção de nanopartículas de óxido de titânio, partículas com dimensões na faixa dos nanômetros - bilionésimos de metro - com reconhecidas propriedades bactericidas.

Depois da graduação, já no mestrado, Sequinel conseguiu que as nanopartículas individuais fossem agrupadas para formar um filme finíssimo.

Agora no doutorado, o pesquisador desenvolveu um processo para que essa película de nanopartículas de titânio interagisse com o substrato, ou seja, com a cerâmica, aderindo de forma permanente a azulejos, ladrilhos e pisos.

Azulejos bactericidas

O resultado final da pesquisa são peças de revestimento cerâmico cobertas com material bactericida, o óxido de titânio.

"Por meio de alta pressão e uma temperatura de cerca de 480º C, o filme interagiu com o material", disse Sequinel, ressaltando que técnicas anteriores necessitavam de mais de 700º C para promover a aderência dos óxidos.

Com isso, pisos e azulejos ganham o óxido de titânio que, ao se incorporar à cerâmica, lhes confere proteção contra bactérias durante toda a vida útil da peça.

"É muito forte o apelo comercial do produto para a área da saúde", disse Sequinel. Ele destaca que pisos e azulejos com óxido de titânio podem ser empregados em hospitais, restaurantes industriais, indústrias alimentícias e qualquer lugar que necessite de um alto grau de assepsia.

Da ideia ao produto

O reconhecimento veio rápido, dando uma ideia da importância da inovação. Em 2008, o projeto da cerâmica bactericida venceu a etapa continental de uma competição internacional que avalia produtos desenvolvidos por estudantes e que ainda não tenham participação de empresas.

Agora, Sequinel conquistou o primeiro lugar etapa mundial do Idea to Product Competition 2009 (I2P). O pesquisador integrou a equipe Nanoita, junto com Tebcherani e mais dois professores, René Rodrigues Fernandes, da Fundação Getúlio Vargas, e José Arana Varela, seu atual orientador de doutorado na Unesp.

O principal objetivo do I2P é incentivar que ideias com bom potencial de comercialização ganhem o mercado. Por isso, o primeiro prêmio envolve a quantia de US$ 10 mil a fim de dar o impulso inicial ao novo negócio.

"Estamos negociando o licenciamento de fabricação com três grandes empresas cerâmicas", disse Sequinel.

"Oceanos" junta imagens e emoção numa nova visão do Planeta Água

OCEANOS, longa-metragem produzido pelo cineasta Jacques Perrin, questiona a marca impressa pelo homem sobre a vida selvagem e responde com imagens e emoção às perguntas: "Oceano? O que é o Oceano?".

A Agência Espacial Europeia (ESA) apoiou ativamente a produção deste filme, oferecendo a consultoria dos seus maiores especialistas na observação da Terra, em particular dos oceanos, e ainda de uma visita detalhada ao centro espacial europeu em Kourou, na Guiana.

Além disso, as imagens inéditas dos mares, obtidas pelo satélite da ESA Envisat, deverão ajudar a sensibilizar o público para a problemática de como o homem deve encarar e lidar com os oceanos.

Passado e futuro da humanidade

"A imagem é insubstituível para agitar as mentes. As que Jacques Perrin reuniu no seu filme são um hino à vida e ao oceano, fonte de vida, regulador do clima, guardião da diversidade. O espaço é um meio privilegiado para observar, compreender, verificar a evolução dos oceanos à escala planetária. O oceano e o espaço, duas dimensões ainda largamente desconhecidas, são, ao mesmo tempo, as nossas origens e o nosso futuro," lembra Jean-Jacques Dordain, diretor-geral da ESA.

A partir de "O Povo Migrador", os cineastas franceses Jacques Perrin e Jacques Cluzaud cativaram o público graças a técnicas de filmagem inéditas, com cenas captadas desde os bancos de gelo polares aos trópicos e do coração dos oceanos e das suas tempestades, à descoberta de criaturas marinhas desconhecidas e até então ignoradas pela ciência.

"Penetrar a 10 nós no coração de um cardume de atuns à caça, acompanhar os golfinhos nas suas loucas cavalgadas, nadar com o grande tubarão branco agarrado à barbatana - o filme OCEANOS é ser peixe entre os peixes," explica Jacques Perrin, mostrando todo o seu entusiasmo com o novo filme.

Como os satélites observam os oceanos

Devido à extensão das áreas a serem estudadas e à sua inerente inacessibilidade, os satélites representam muitas vezes, para a comunidade de oceanógrafos, o único meio de coleta de dados regulares e confiáveis sobre as propriedades e características dos oceanos e os processos associados.

Desde o lançamento, em 1991, do satélite ERS-1, a ESA ofereceu à comunidade marítima um conjunto de dados incomparáveis, entre os quais medidas de profundidade e de temperatura da superfície do mar - essenciais para uma melhor compreensão do ecossistema da Terra. Estas informações contribuem para melhor compreender diversos processos em escala regional e planetária.

Além da sua contribuição para a compreensão fundamental dos processos oceânicos, os satélites desempenham um papel importante na segurança marítima, na proteção do ambiente marítimo e no respeito pela aplicação das leis nacionais e internacionais.

Por exemplo, os satélites da ESA fazem parte de um sistema operacional de detecção de descargas ilegais nas águas europeias. Eles facilitam a tarefa das administrações nacionais na monitoração da qualidade das águas costeiras. As observações e medições que efetuam servem para estabelecer mapas oficiais dos icebergues para as expedições polares, além de monitorar as principais correntes marítimas e até mesmo prever certas condições extremas.

Novos satélites de observação da Terra

Com o lançamento do Envisat em 2002, o conjunto de informações disponíveis ampliou-se, passando a contar com a inclusão de medições da cor do oceano - o que permite uma caracterização avançada dos processos bioquímicos globais.

A ESA está trabalhando com uma série de novos satélites destinados a aprofundar o nosso conhecimento do sistema Terra, fornecendo informações sobre a salinidade dos oceanos, a profundidade do mar e a extensão das calotas polares.

O satélite GOCE, por exemplo, fornecerá dados sobre a topologia da Terra, uma informação essencial para avaliar a alteração do nível do mar e a circulação dos oceanos.

O satélite SMOS (Missão para o estudo da umidade dos solos e da salinidade dos oceanos), segundo satélite da série de missões de exploração da Terra da ESA, foi lançado no último dia 2 de Novembro. O SMOS será o primeiro satélite do mundo com a tarefa de cartografar a salinidade da superfície dos oceanos e, ao mesmo tempo, monitorar a umidade dos solos do nosso planeta.

O filme Oceanos estreia na França, Bélgica e Suíça no final de Janeiro de 2010. Vários outros países europeus se seguirão entre Fevereiro e Maio de 2010. Ainda não há data prevista para a chegada do longa-metragem ao Brasil.

Dicas de Sites/Blogs

FOODISTA - A Wikipedia da gastronomia, conheça e insira suas próprias receitas gastronômicas.

Clicker - Um guia de TV para internet

Cuecas na cozinha - Blog que trata de forma bem humorada sobre gastronomia e a arte de receber amigos em volta de um fogão.

Cidades e lugares - A intenção desse site é publicar informações sobre cidades e lugares e demais assuntos referentes a essa temática. Formando, assim, um banco de dados capaz de atender a curiosidade e colaborar com o conhecimento daqueles que gostam desses assuntos.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Homem processava grãos há 100 mil anos

Há mais de 100 mil anos o homem já processava grãos e consumia cereais. A conclusão é de um estudo publicado na última edição na revista Science, de autoria de um pesquisador canadense.

Julio Mercader, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Calgary, descobriu resíduos de sorgo em ferramentas feitas de pedra em uma caverna em Moçambique. O achado indica a utilização de grãos em um momento em que se achava que os humanos baseavam a agricultura em itens mais facilmente cultiváveis, como frutas.

Trata-se da mais antiga utilização extensiva de cereais na dieta de que se tem notícia. Dezenas de ferramentas de pedra foram encontradas em uma caverna profunda e apontam que o sorgo selvagem, antecessor do principal grão consumido atualmente na África subsaariana em farinhas, pães e bebidas alcoólicas, fazia parte da dispensa dos primeiros Homo sapiens.

O estudo apresenta a primeira evidência direta do uso de cereais pré-domesticados no mundo. “Os resultados expandem a linha do tempo para o uso de sementes de gramíneas pela nossa espécie e são prova de uma dieta ampla e sofisticada em um momento muito anterior ao que se estimava”, disse Mercader.

“Isso ocorreu durante o Paleolítico Médio, em um momento no qual a coleta de grãos selvagens era vista convencionalmente como uma atividade irrelevante e não tão importante como a coleta de raízes ou frutos”, afirmou.

Em 2007, o pesquisador canadense e colegas da Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique, escavaram uma caverna sedimentária próxima ao lago Niassa, que foi usada por indivíduos que coletavam alimentos durante mais de 60 mil anos.

No fundo da caverna os cientistas descobriram as ferramentas feitas de pedra, ao lado de ossos de animais e de resíduos de vegetais, indicando práticas dietéticas pré-históricas. Em seguida, descobriram dezenas de milhares de grãos de amido, indicando que o sorgo selvagem era trazido e processado sistematicamente no local.

“Há hipóteses de que o uso de amido representa um passo fundamental na evolução humana ao melhorar a qualidade da dieta nas savanas e matas africanas, onde as primeiras linhagens humanas evoluíram. Essa nossa descoberta pode ser considerada um dos primeiros exemplos dessa transformação na dieta humana”, disse Mercader.

“A inclusão de cereais em nossa dieta é um passo importante na evolução por causa da complexidade técnica e da manipulação culinária que são exigidas para transformar grãos em artigos para consumo”, destacou. (fapesp)

Memória Flash de plástico é totalmente flexível

Um grupo internacional de cientistas conseguiu fabricar a primeira memória Flash flexível, a partir da chamada eletrônica orgânica, que utiliza compostos à base de carbono e técnicas de fabricação semelhantes à impressão jato de tinta.

Nos últimos anos, a fabricação de componentes eletrônicos - de células solares e LEDs até circuitos eletrônicos completos - tem sido facilitada pela utilização de semicondutores orgânicos. Ao contrário do silício, esses semicondutores podem ser processados a baixas temperaturas.

Vantagens da eletrônica orgânica

Uma das principais vantagens da eletrônica orgânica é a possibilidade de fabricação de componentes e circuitos em grandes áreas, enquanto os chips de silício são restritos à área de pastilhas circulares de tamanhos limitados.

A maior dessas vantagens, contudo, certamente é o fato de que os circuitos eletrônicos orgânicos podem ser fabricados sobre substratos plásticos, finos e flexíveis.

Apenas o transístor de memória Flash, o componente de silício encontrado nos pen-drives, nas câmeras digitais e nos tocadores de MP3, continuava resistindo aos benefícios do plástico.

Agora, Tsuyoshi Sekitani e seus colegas alemães e austríacos construíram os primeiros transistores orgânicos de memória Flash em plástico.

Pulseiras tocadoras de MP3

Para demonstrar o funcionamento do novo componente, os pesquisadores criaram um protótipo de memória Flash fino e flexível e o utilizaram para armazenar arquivos digitais de fotos comuns. A memória Flash orgânica demonstrou ser capaz de, a exemplo de sua antecessora de silício, manter os dados mesmo na ausência de energia.

As memórias Flash tiveram grande aceitação no mercado justamente porque elas não precisam de energia para manter o conteúdo da memória, ao contrário da memória de acesso aleatório (RAM), que "esquece" tudo quando a energia é desligada.

Mas os dispositivos portáteis exigem memórias mais robustas. E, quanto mais finas e mais leves, melhor, o que torna as memórias Flash orgânicas muito promissoras - agora já dá para pensar em pulseiras MP3, por exemplo, assim como qualquer outro dispositivo eletrônico portátil. (inovação e tecnologia)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Imagens da primeira década do século XXI


Chega ao fim a primeira década do século XXI. O tempo e voa e the big picture continua nos presenteando com os seus registros fotográficos marcantes do nosso dia-a-dia. Vale conferir as 50 imagens selecionadas dos acontecimentos desses 10 anos do segundo milênio.

Dubai prendeu mais de 6 mil pessoas na praia neste ano.

A polícia de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, anunciou ter prendido 6.385 pessoas nas praias da cidade nos primeiros dez meses deste ano.

Segundo informações do jornal Gulf News, as infrações variam desde atos de atentado ao pudor até o consumo de álcool e nadar com roupas, algo considerado uma ameaça à segurança.

Segundo os registros da polícia, 4.596 das prisões foram de pessoas nadando vestidas e 427 foram de pessoas nadando apenas de roupas íntimas.

Segundo o Centro de Polícia dos Portos, que patrulha as praias, 978 homens também foram presos por ficar olhando de forma provocadora para as mulheres e outros 348 foram detidos por tentar fotografá-las sem que elas soubessem.

Assédio

Dubai começou a patrulhar suas praias regularmente em 2004 e, no ano passado, foram registradas 7.320 contravenções.

Neste ano, dois homens também foram presos por assediar sexualmente duas policiais que trabalhavam disfarçadas. Um dos casos ocorreu no mês passado, diz o jornal, e o suspeito era um europeu de 38 anos.

De acordo com a polícia, no entanto, paquistaneses, bengaleses e indianos foram os que mais cometeram crimes nas praias do emirado em 2009.

A polícia ainda prendeu 15 suspeitos de ter cometido crimes mais sérios e que agora enfrentam processos judiciais, entre eles 11 casos de consumo de álcool, oito casos de roubo, dois casos de homossexualismo, um caso de indecência e um de consumo de drogas.

Entre atos de indecência estariam beijos íntimos entre casais e casais tocando um ao outro ou a si próprios de maneira inapropriada, afirmou o coronel Jasem Al Za’abi, diretor do Centro de Polícia dos Portos.

Perigo

No ano passado, um casal de britânicos que mora no emirado foi preso acusado de manter relações sexuais na praia.

O caso ressaltou o perigo para os estrangeiros que moram em Dubai e se comportam em desacordo com a cultura local.

Atualmente, mais de 3 milhões de estrangeiros vivem no emirado, que também atrai milhões de turistas em busca dos hotéis de luxo, de compras baratas e sol o ano todo.

Apesar disso, Dubai continua sendo um país islâmico conservador, onde beber álcool, praticar sexo fora do casamento e o homossexualismo são proibidos, e o comportamento dos estrangeiros começa a ser um incômodo para alguns dos moradores locais.

Segundo o coronel Za’abi, o objetivo da operação policial é, com o aumento do fluxo de turistas nas praias de Dubai, “fazer com que os frequentadores das praias se sintam confortáveis e protegidos de grupos de homens repulsivos”. (bbc)

Colômbia pede a países ricos compensação ambiental pelo consumo de cocaína

A Colômbia, maior produtor de cocaína do mundo, pediu em Copenhague aos países industrializados compensações econômicas com o argumento de que cada grama de pó consumida destrói quatro metros quadrados de suas florestas, um das mais ricas do planeta.

O presidente Alvaro Uribe, que participou da cúpula do clima da ONU na capital dinamarquesa, disse aos representantes dos países ricos que há uma "responsabilidade compartilhada" na destruição da floresta colombiana por traficantes.

"A posição colombiana é clara: as políticas de prevenção e consumo nesses países fracassam e a produção ilegal de cocaína cresce aqui, com danos irreparáveis a nosso meio ambiente. Portanto, há uma cota de responsabilidade e eles devem pagar", disse uma fonte da vice-presidência colombiana.

Uribe denunciou que, "para cada hectare de coca plantada, três hectares de floresta são derrubados", segundo a mesma fonte. A Colômbia é um dos dez países com maior diversidade natural do planeta. (France Press)

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