CITAÇÃO : "Imaginar é mais importante do que saber. O conhecimento é limitado. A imaginação abarca o universo." Albert Einstein
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Imagens do natal 2009 e do tsunami de 2004 na Ásia
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Atlas de pressões e ameaças às Terras Indigenas na Amazônia brasileira
A publicação organizada pelo Instituto Socioambiental (ISA) traz 25 mapas, além de textos de contextualização e casos emblemáticos, tabelas, gráficos e fotos sobre temas como: estradas, hidrelétricas, desmatamento, agropecuária, queimadas, mineração, exploração madeireira, garimpo, petróleo e gás, população, saneamento básico, urbanização e projetos do PAC. A quase totalidade dos dados foi colhida em instituições que subsidiam pesquisas, políticas e indicadores oficiais, como o IBGE, o Inpe e a Aneel.
Mapa revela cadeia de montanhas escondida na Antártida
Cientistas que mapearam as mais enigmáticas cadeias de montanhas da Terra anunciaram algumas de suas descobertas em uma conferência realizada esta semana nos Estados Unidos.A equipe internacional de pesquisadores passou dois meses entre 2008 e 2009 estudando as montanhas Gamburtsevs, uma cordilheira com picos que ultrapassam os 2.500 metros de altitude escondida sob a neve na Antártida.
Longa e rugosa
Os especialistas revelaram, por exemplo, que o contorno das montanhas é mais rugoso do que se acreditava, e que elas estão agrupadas de forma linear, ao contrário do que se pensava.
A formação linear é importante porque indica a possível origem das montanhas, cuja existência intriga cientistas desde que a cordilheira foi descoberta por pesquisadores soviéticos há 50 anos.
Um dos integrantes da equipe, o cientista Michael Studinger, do Lamont-Doherty Earth Observatory (LDEO) da Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque, disse que a estrutura linear torna as Gamburtsevs comparáveis aos Alpes ou aos Montes Apalaches.
"São cadeias de montanhas que se formaram pela colisão de placas tectônicas", disse Studinger à BBC.
O especialista fez suas declarações durante o encontro de outono da União Geofísica Americana, em São Francisco, na Califórnia.
Ele enfatizou que a análise das informações coletadas ainda é bastante incipiente e que uma avaliação final deverá ser publicada mais adiante.
Segredos sob o gelo
Quando foram detectadas em 1957 pelos soviéticos, as montanhas surpreenderam a comunidade científica internacional porque, até aquele período, acreditava-se que a superfície rochosa no centro do continente antártico era relativamente plana.
A cordilheira tem despertado o fascínio de cientistas desde então, porque acredita-se que, há 30 milhões de anos, ela tenha sido um ponto que originou as gigantescas camadas de neve que hoje cobrem a Antártida.
Ou seja, se as montanhas não estivessem ali, no meio do continente antártico, o lençol de gelo que existe no local talvez não tivesse se formado da maneira como ocorreu.
Clima de outro mundo
Estudar as Gamburtsevs, no entanto, é extremamente difícil. As temperaturas no local podem cair abaixo de - 80ºC.
Para este estudo, duas aeronaves Twin-Otter sobrevoaram os picos escondidos sob a neve, percorrendo um total de 120 mil km.
Elas coletaram informações sobre a espessura do gelo, obtiveram imagens feitas por radar da base rochosa submersa e das diferentes camadas de gelo que a encobrem e ainda fizeram um mapa da superfície gelada com um equipamento a laser.
"Chegamos a um ponto no processamento das informações que nos permite iniciar o trabalho científico com os dados", disse Studinger.
Evolução climática do planeta
A camada de gelo que cobre as montanhas varia entre algumas centenas de metros, nos pontos menos espessos, até cerca de 4.800 metros.
A análise dos dados revela também um perfil rugoso com altos picos e vales profundos, escavados por rios e gelo em um passado longínquo.
Estudar o que aconteceu nesses vales pode trazer pistas sobre quão rapidamente as Gamburtsevs foram encobertas pelo gelo - e sobre a evolução climática do planeta.
Os dados indicam ainda que existem bolsões de água na base do gelo.
"Estamos entusiasmados com a ideia de usar essas informações para ver como os vales escavados pelos rios e depois cobertos pelo gelo estão agora conduzindo a água sob o lençol de gelo", disse Robin Bell, outro integrante do LDEO.
Outro pesquisador, Fausto Ferraccioli, do centro de pesquisas British Antarctic Survey, disse que é possível que os cientistas encontrem um ponto onde o gelo possa ser perfurado para que se obtenham informações sobre o clima da Antártida há milhões de anos.
"Pode existir gelo mais antigo do que 1,2 milhões de anos - entre 1,2 e 1,5 milhões", disse Ferraccioli à BBC News. (inovação e tecnologia)
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Data Center à energia eólica
Em Woodstock, Illinois, foi inaugurado o primeiro data center no mundo que tem sua alimentação elétrica gerada a base dos ventos. O projeto formado por uma turbina de 131" pode gerar 1.2 milhões de KW anualmente, mais do que o dobro da demanda necessária. Sem sombra de dúvidas um avanço e tanto em épocas de uma COP15 fracassada. Conheça mais aqui, o projeto.Por falar em COP15, o ítem mais importante para o Brasil seria os mecanismos de financiamento compensatórios à derubada das florestas, em nada avançou. Deve ter ficado para a próxima "COPA".
Brasil terá o verão mais quente dos últimos anos
O verão brasileiro, que começou na tarde de segunda-feira, 21 de dezembro, terá temperaturas acima das registradas nos últimos anos. Nas regiões Sul e Sudeste, a tendência é que continue a chover na mesma intensidade que vem sendo registrada. A informação é do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A excepcionalidade se deve ao fenômeno atmosférico-oceânico El Niño e ao aquecimento global. O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais no Oceano Pacífico Tropical. A ocorrência afeta o clima regional e global e muda os padrões de vento, além do regime de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias. No Brasil, o fenômeno causa mais chuva na região Sul e seca no Norte.
De acordo com especialistas do CPTec, em 2008 houve aumento de 0,36 graus Celsius na temperatura do planeta, em comparação aos registros de 1961. A previsão de um verão mais quente, porém, não representa uma mudança climática definitiva. Para considerar a variação como fixa seria necessário analisar um período de 50 a 100 anos.
A previsão climática para o trimestre que vai de janeiro a março de 2010 indica chuvas abaixo da média histórica no norte das regiões Norte e Nordeste do Brasil, mas o efeito será contrário no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, onde a tendência é chover bastante. As regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Norte deverão ter temperaturas superiores a média histórica, enquanto a tendência no Sul é pela manutenção da temperatura habitual dos últimos anos. (eco4planet)
A excepcionalidade se deve ao fenômeno atmosférico-oceânico El Niño e ao aquecimento global. O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais no Oceano Pacífico Tropical. A ocorrência afeta o clima regional e global e muda os padrões de vento, além do regime de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias. No Brasil, o fenômeno causa mais chuva na região Sul e seca no Norte.
De acordo com especialistas do CPTec, em 2008 houve aumento de 0,36 graus Celsius na temperatura do planeta, em comparação aos registros de 1961. A previsão de um verão mais quente, porém, não representa uma mudança climática definitiva. Para considerar a variação como fixa seria necessário analisar um período de 50 a 100 anos.
A previsão climática para o trimestre que vai de janeiro a março de 2010 indica chuvas abaixo da média histórica no norte das regiões Norte e Nordeste do Brasil, mas o efeito será contrário no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, onde a tendência é chover bastante. As regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Norte deverão ter temperaturas superiores a média histórica, enquanto a tendência no Sul é pela manutenção da temperatura habitual dos últimos anos. (eco4planet)
domingo, 27 de dezembro de 2009
Imagens da neve no solstício no hemisfério norte
21 de dezembro, em pleno solstício de inverno, o dia mais curto do ano no hemisfério norte, The Big Picture, coletou diversas cenas do inverno, mais precisamente da neve. Mais uma interessante seleção de imagens em diversos locas mundo afora.
Novo motor diesel é tão limpo que é difícil medir suas emissões
Pesquisadores da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, apresentaram o protótipo de um novo motor diesel que, em comparação com os atuais, pode ser considerado praticamente isento de emissões.É o primeiro motor diesel a atender às severas especificações de nível 6 da União Europeia, que somente entrarão em 2014 e, ainda assim, apenas para os veículos novos.
O objetivo dos pesquisadores é atender às novas normas sem nem mesmo precisar utilizar um conversor catalítico - o conhecido catalisador usado em todos os automóveis.
Norma europeia para motores diesel
A norma Euro 6, que deverá entrar em vigor em 2014, é um padrão difícil de alcançar sob qualquer critério. A diretiva estabelece níveis de emissão que são até mesmo difíceis de quantificar.
Um motor diesel, por exemplo, poderá emitir meros 5 miligramas de partículas de fuligem e 80 miligramas de óxidos de nitrogênio por quilômetro. Isto é um quinto dos particulados e um quarto dos óxidos Nox permitidos pela norma Euro 4, que era válida até meados de 2009. Atualmente está em vigor a norma Euro 5 - o novo motor emite menos da metade dos óxidos NOx permitidos por ela.
Fumaça e óxidos de nitrogênio
A redução das emissões dos motores diesel é complicada pelo fato de que os óxidos NOx e a fuligem, ou material particulado, não podem ser reduzidos de forma independente um do outro.
Os óxidos de nitrogênio são formados quando o diesel queima na presença do ar contido na câmara de combustão. O ar é composto por 21 por cento de oxigênio e 78 por cento de nitrogênio. O diesel reage com o oxigênio, produzindo dióxido de carbono e água. Isso acontece em uma reação muito rápida, resultando em temperaturas na câmara de combustão tão altas que o oxigênio também começa a reagir com o nitrogênio do ar, formando óxidos de nitrogênio.
Para combater este efeito, os motores diesel modernos recirculam parte dos gases de escape, levando-os de volta à câmara de combustão depois de resfriá-los, juntamente com uma porção de ar fresco. Nessa mistura, o dióxido de carbono e a água dos gases de escape moderam o processo de combustão, mantendo a temperatura em níveis mais amenos. Como resultado, formam-se menos óxidos de nitrogênio, embora ao custo de produzir mais particulados - mais fumaça - uma vez que a proporção de oxigênio na mistura ar-exaustão é menor.
Motor diesel de alta pressão
Os engenheiros alemães projetaram seu novo motor de tal forma que a mistura ar-gases de escapamento seja injetada na câmara de combustão sob alta pressão. A turbina do motor comprime a mistura até 10 vezes a pressão atmosférica - mais do que o dobro da pressão que os motores atuais conseguem suportar. Assim comprimida, a mistura ar-gases de escapamento contém oxigênio suficiente para queimar o diesel completamente.
Eles juntaram esta inovação com uma outra melhoria, esta no bico que injeta o diesel na câmara de combustão. O novo bico pulveriza o combustível em gotículas microscópicas, permitindo que ele queime mais completamente.
Nas gotas maiores, produzidas pelos bicos injetores convencionais, apenas a camada externa de moléculas de combustível é queimada - é como se cada gota fosse uma cebola, onde somente a primeira camada é "descascada," ou seja, queima de fato. A fuligem dessa queima envelopa o restante da gota, impedindo que ela entre em contato com o oxigênio. O resultado é uma maior formação de fumaça e uma queima mais pobre do combustível.
Futuro dos motores diesel
Os engenheiros afirmam que não estão satisfeitos com o atendimento da norma Euro 6 e que não há motivos para parar os desenvolvimentos. Eles querem descobrir exatamente como a fumaça se forma nos milésimos de segundo quando as gotículas de diesel queimam.
Mas colocar um sensor no interior da câmara de combustão atrapalharia o próprio processo de combustão. Para resolver o problema, eles desenvolveram um novo sensor que é inserido no interior da câmara para coletar uma amostra e novamente retirado de lá - tudo em um milésimo de segundo.
Com esta nova sonda, até 13 amostras podem ser coletadas durante uma única explosão no interior de um cilindro - uma situação ideal para estudar o nascimento das partículas de fuligem que fazem tanto mal ao ar das cidades e à saúde das pessoas.
Os pesquisadores já estão trabalhando em cima dos novos dados, o que significa que motores diesel cada vez mais limpos são uma questão de tempo.
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