segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Agora está mais fácil criar uma reserva particular

Está mais fácil criar uma reserva federal. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está utilizando sistema informatizado que permite o interessado em transformar uma propriedade em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) preencher o requerimento inicial on-line. Acesse aqui o sistema, em funcionamento desde novembro.

No Brasil há 532 RPPNs. Pernambuco é um dos Estados com menos reservas particulares do País: 11. Circundada por mangue e restinga, a de Nossa Senhora do Outeiro (foto), em Maracaípe, é uma delas.

Para ser transformada numa RPPN, a área deve ser significativa para a proteção da diversidade biológica, possuir paisagens de grande beleza ou reunir condições que justifiquem ações de recuperação ambiental capazes de promover a conservação de ecossistemas frágeis ou ameaçados. Pessoas físicas, empresas de todos os portes, assim como entidades civis e religiosas podem requerer a criação de uma RPPN.

Entre os benefícios assegurados com a criação da RPPN estão o direito de propriedade preservado, isenção do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) referente à área de RPPN e prioridade na análise dos projetos pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA). O município que abriga uma reserva particular, em Pernambuco, também é beneficiado, aumentando sua cota no ICMS Verde. (blog ciência e meio ambiente)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Google irá mostrar o desmatamento na amazônia

Breve, qualquer um com um computador e uma conexão de internet vai poder monitorar o desmatamento da Amazônia. Rebecca Vonada , responsável pelo uso social do Google Earth, acabou de apresentar na COP15 um protótipo de ferramenta potencialmente revolucionária. Funcionará como uma camada do programa Google Earth. Com alguns toques, qualquer pessoa terá acesso às imagens e aos números de desmatamento em qualquer pedaço da Amazônia (foto ao lado).

Os dados serão permanentemente atualizados. É uma parceria do Google com o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz há alguns anos um monitoramento paralelo do desmatamento, usando os dados dos mesmos satélites que fazem os dados oficiais do Ministério do Meio Ambiente. “Nosso objetivo é contribuir para a democratização da informação dessa região”, diz Rebecca.

Mediterrâneo foi inundado pelo oceano atlântico há 5 milhões de anos

Há 5,33 milhões de anos, o Mar Mediterrâneo se encheu em menos de dois anos com as águas do Oceano Atlântico que atravessaram o estreito de Gibraltar com um volume mais de mil vezes superior ao caudal do Amazonas, segundo estudo publicado na última edição da revista Nature.

Antes, durante uma crise que se estendeu entre 50.000 e 400.000 anos, o Mediterrâneo ficou isolado do oceano e o estreito de Gibraltar se viu transformado em istmo. As águas marinhas se evaporaram em sua maior parte e deixaram um lago muito salinizado, cuja superfície era de entre 1.500 metros e 2.700 metros abaixo do nível atual dos mares.

A cheia do Mediterrâneo aconteceu de forma abrupta, após o desaparecimento do istmo que unia a África e a Europa, segundo Daniel García-Castellanos, membro do grupo de pesquisa do Instituto de Ciências da Terra Jaume Almera, de Barcelona.

"Quase 90% do total da água passou do Atlântico para o Mediterrâneo num lapso de tempo compreendido entre vários meses e dois anos", segundo os pesquisadores catalães. "Essa cheia repentina implicou elevações do nível do Mar Mediterrâneo de mais de dez metros diários", calcularam especialistas.

Estudos anteriores baseados na profundidade do estreito naquela época calcularam que a cheia do Mediterrâneo durou entre dez anos e vários milênios. Os trabalhos publicados agora pela Nature utilizaram técnicas de estudo dos trechos dos sedimentos para chegar às suas conclusões.

A cheia rápida coincide com as indicações sobre a biodiversidade contidas nos sedimentos, que mostram uma mudança entre o episódio da crise do excesso de sal, marcada por uma grande pobreza da fauna marinha, e o imediatamente posterior, caracterizado por um grande número de espécies.

Segundo a explicação dos cientistas, durante a cheia do Mediterrâneo, "o principal canal começava a algumas dezenas de quilômetros dentro do Atlântico e prosseguia, perdendo gradualmente sua altitude, até o centro do Mar de Alboran (parte ocidental do Mediterrâneo, entre a Espanha e Marrocos)". "A velocidade do leito ultrapassou os 300km/h", afirmou García-Castellanos. Da Agência France Press.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Portugueses do sol nascente

No auge de seu império, Portugal teve colônias na costa da África, em ilhas do Atlântico, no Oriente Médio, na Índia, na China, no Sudeste Asiático e no Brasil. Mas um outro país também foi ocupado: o Japão. Ainda que essa história seja pouco conhecida, a presença portuguesa na terra do sol nascente deixou marcas permanentes na cultura local.

Segundo o tratado Teppo-ki ("Crônica da espingarda"), de 1606, os lusos chegaram ao Japão em 1543. Não por acaso, esse registro está contido em uma obra histórica sobre a introdução da arma de fogo no país. A colonização europeia foi apoiada em armamentos, no comércio e na divulgação do cristianismo.

A princípio, cada navio ocidental chegava carregado com pólvora, seda e porcelana, trazidos da China, e especiarias da Índia. Rapidamente, o objetivo comercial somou-se à intenção de propagar a fé cristã. "O binômio missionário-comerciante é constante na história da presença portuguesa no Japão", afirma Madalena Ribeiro, pesquisadora da Universidade Nova de Lisboa.

Em 1582, já havia 150 mil cristãos no Japão e 200 igrejas, além de 20 padres. No auge, o número chegou a 200 mil, distribuídos principalmente no sul do país, em Kagoshima e Nagasaki. Mas a intromissão estrangeira em um país em fase de unificação incomodou as autoridades locais. A partir de 1587, os cristãos começaram a ser reprimidos. Os que não recuaram se tornaram kakure kirishitan, ou "cristãos ocultos". Com o tempo, a falta de contato com sacerdotes católicos fez com que alguns rituais fossem adaptados. Nas missas, a hóstia e o vinho passaram a ser substituídos por sashimi, arroz e saquê. Em 1859, quando chegaram ao Japão, missionários franceses descobriram que cerca de 60 mil japoneses praticavam o cristianismo na clandestinidade. As comunidades kirishitan existem até hoje. Muitas ainda têm orações como pai-nosso e ave-maria, recitadas (sem serem compreendidas) em uma mistura de japonês, latim e português do século 16.

Além da religião, a influência portuguesa marcou a medicina, as ciências náuticas e a astronomia. Os arquitetos japoneses aprenderam técnicas para fortificação de castelos. Outros campos do pensamento ocidental também influenciaram os orientais. "A chegada dos portugueses permitiu uma alteração na maneira de pensar dos japoneses, por influência de ideias como o racionalismo e o liberalismo", diz Ikunori Sumida, diretor do Departamento de Estudos Luso-Brasileiros da Universidade de Estudos Estrangeiros de Kioto. "Foi uma mudança invisível, ao contrário da introdução das espingardas e da religião."

Fé de berço

A maior parte dos japoneses que se mudaram para o Brasil a partir do fim do século 19 conheceu o catolicismo no nosso país. Mas uma pequena parcela descendia dos cristãos escondidos, os kakure kirishitan. "Esse grupo foi importantíssimo para a conversão dos japoneses e nikkei brasileiros ao cristianismo. Eles ofereceram um tipo de catolicismo com o qual os japoneses puderam se identificar", diz Rafael Shoji, do Instituto para Religião e Cultura da Universidade Nanzan, em Nagoia, Japão.

Entre os cristãos que chegavam por aqui estava um missionário católico, o monsenhor Domingos Nakamura. Nascido no arquipélago de Goto, ele conhecia as famílias que atendia, no Paraná e em São Paulo, por causa de seu trabalho anterior, na paróquia de Kagoshima. Madalena Hashimoto Cordaro, 51, professora de Literatura Japonesa na USP, também descende de "cristãos ocultos". "Meu pai contava histórias sobre perseguições ocorridas no passado e crucificações na praia."

Glossário luso-nipônico

Palavras japonesas de origem portuguesa
Padre - bateren
Bênção - bensan
Vidro - bïdoro
Botão - botan
Jesus - Esu
Carta de jogar - karuta
Pão - pan
Tabaco - tabako

Sustentabilidade


Parece um terminal de aeroporto. Mas é um galinheiro. O projeto da empresa israelense Agrotop prevê cataventos solares no teto, energia solar, reciclagem da água e até travesseiro para as aves. As fezes das galinhas serão usadas para gerar combustível. O projeto deve atender as futuras exigências da União Européia validas a partir de 2012.

O galinheiro vai gerar energia suficiente para seu próprio consumo e ainda produzirá um excedente para ser vendido na rede elétrica do país.

De acordo com as exigências européias, o galinheiro oferecerá o dobro de espaço para cada galinha nas gaiolas. O suficiente para que se movimentem livremente, tenham ar fresco e iluminação natural. Até espaço para bater as asas. As gaiolas terão grama natural ou artificial, ou capim, para simular o ambiente natural do terreiro. E cada gaiola terá um material macio, uma espécie de travesseiro, para as galinhas descansarem. (época)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O aquecimento global e o futuro do vinho

O impacto do aquecimento global trará muitas mudanças para a indústria do vinho. Positivas em alguns casos, desastrosas em outros. Temperaturas acima da média causarão mudanças na fisiologia da videira, o que por sua vez deve impactar a viticultura e a vinificação. O aquecimento global forçará mudanças a ponto de garantir a sustentabilidade das regiões viticultoras mais quentes atualmente. Ele, potencialmente, alterará o estilo dos vinhos, melhorando regiões produtoras mais frias, e criando novas áreas para a vitivinicultura. Ele pode até afetar o comportamento do consumidor. Todos esses fatores terão impacto direto na indústria do vinho.

A viticultura foi introduzida na Europa pelos romanos no século III e coincidiu com um período de aquecimento. Desde então, o planeta sofreu séries de ciclos de calor e frio. No século VIII, houve uma época de aquecimento. Por outro lado, no século XIV, ocorreu uma queda brusca na temperatura. Alguns cientistas acreditam que o atual aumento na média das temperaturas é um ciclo pelo qual estamos passando e que as temperaturas logo voltarão a baixar. Outros estudiosos ainda advertem sobre a possibilidade de o planeta experimentar perigosas quedas de temperatura que podem nos levar a uma mini era do gelo, similar a que ocorreu de 1660 a 1830. Entretanto, muitos especialistas acreditam que a ameaça do aquecimento global é real.

Aquecimento global é uma teoria apresentada por cientistas e climatologistas que diz que o planeta está se aquecendo rapidamente por causa da poluição industrial. O principal centro de pesquisas cientificas da Austrália, a CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation) estima um aumento de temperatura média entre 0,3o e 1,7oC em 2030, e entre 0,8o e 5,2oC em 2070. De acordo com o instituto de meteorologia britânico, os níveis atmosféricos de dióxido de carbono aumentaram em 20% nos últimos 50 anos. Fontes do Greenpeace sugerem que se as mudanças climáticas continuarem na velocidade atual, as temperaturas na França podem aumentar em 6oC até o fim do século.

Alteração na videira

A vinha é uma planta extremamente resistente, capaz de suportar uma ampla variação de temperatura - de -20oC para mais de 40oC. Ela facilmente se adapta a uma variedade de condições e alguns especialistas apontam que o aquecimento global simplesmente forçará a planta a mudar sua fisiologia. A vinha será capaz de lidar com isso fechando seus estômatos (estruturas celulares cuja função é realizar as trocas gasosas entre as plantas e o meio) quando a temperatura se tornar excessivamente quente,para se adaptar ao novo desafio. Isso resultará em um processo respiratório mais eficiente e diminuirá a necessidade de água. Outros acreditam que a maturação fenólica e fisiológica serão ampliadas nas regiões de maior aquecimento. Isso fará com que se tenha vinhos com níveis alcoólicos mais altos se colhidos com fenóis mais maduros, ou sabores herbáceos se colhidos mais cedo para evitar o álcool em excesso.

A vinha é uma planta extremamente resistente, capaz de suportar uma ampla variação de temperatura e se adapta facilmente a uma variedade de condições

Congelamentos, secas e chuvas

Invernos mais quentes podem reduzir a ameaça de geadas. Isso beneficiaria regiões mais frias como Champagne ou também Washington, que têm sofrido regularmente com isso, como em 1985, 1991, 1996 e 2004. Pode ocorrer uma modificação no ciclo anual da videira devido a um clima mais quente, o que pode contribuir para o surgimento dos brotos mais cedo, e consequente floração e maturação precoces. Colheitas precoces seriam bem-vindas em certas regiões como Bordeaux e Loire, porque iriam permitir aos produtores colher antes das chuvas de outono.

Na Borgonha, entre 1988 e 2006, as uvas foram colhidas em média 13 dias antes se comparadas com o período de 1973 a 1987. Um clima mais quente durante a colheita pode forçar produtores a optar por colheita mecanizada durante a noite para preservar a integridade dos sabores da fruta e evitar a oxidação.

Padrões climáticos em geral ficarão mais tropicais, com longos períodos de seca seguidos de chuvas fortes. As secas podem aumentar a pressão sobre as necessidades de água e isso já é um problema em determinadas partes da Austrália. As chuvas fortes trarão a ameaça de erosão do solo, especialmente em vinhas plantadas em encostas. Pode ser necessário mudar as práticas de manejo do solo para incorporar rotação de culturas para evitar deslizamentos e erosão.

Poda e doenças

No vinhedo, o gerenciamento da poda talvez precise ser revisto. Por exemplo, o produtor pode decidir mudar de Guyot para lira para oferecer uma cobertura de folhas extra para a videira. Temperaturas mais elevadas e um ambiente mais seco podem diminuir a ameaça de botrytis. Em contrapartida, a maior umidade combinada com a temperatura mais elevada aumenta a ameaça de oídio. Há ainda a ameaça da migração de uma praga para novos climas mais quentes. Por exemplo, Xylella Fastidiosa, a bactéria que causa a doença de Pierce, é extremamente dependente da temperatura e raramente sobrevive a temperaturas inferiores a 1,1oC. O maior calor poderia colocar regiões como Oregon e Canadá sob ameaça.
Além do perigo de extinsão de certos vinhos, o consumidor terá que aceitar mudanças no estilo dos vinhos

Acidez, experiências e novas técnicas

Algumas pesquisas apontam para temperaturas mais altas durante a noite devido ao aumento das nuvens. Isso resultaria em uvas com menores níveis de acidez. O produtor teria a opção entre o replantio de variedades de uvas - como a Tempranillo, que retêm mais acidez em climas mais quentes - ou acidificar o mosto. Na Austrália, existem dezenas de produtores que estão testando a Tempranillo, ao passo que os produtores de áreas clássicas do Velho Mundo, tais como Alsácia, secretamente realizam experimentos com variedades alternativas, como a Syrah. Além de acidificação, o produtor pode ter que buscar outras opções em sua "caixa de ferramentas" e buscar leveduras que são menos eficazes na conversão de álcool, ou utilizar técnicas modernas para diminuir os níveis de álcool, como a osmose reversa ou colunas de destilação de cone rotativo - uma tecnologia norte-americana em que o vinho passa por uma coluna cujo sistema de cones rotativos separa frações voláteis, incluindo o álcool, através de força centrífuga e vácuo. Muitas dessas técnicas terão de ser utilizadas a fim de garantir a sustentabilidade das aquecidas regiões vitivinícolas atuais.

No Novo Mundo, boa parte dessas técnicas são legais e muitas vezes utilizadas. Entretanto, a legislação europeia terá de ser alterada para aceitar certas práticas. O aquecimento global já forçou a União Europeia a relaxar sua legislação sobre irrigação. Embora a flexibilidade e as novas alterações se tornem certamente necessárias para garantir a sustentabilidade de muitas regiões vitivinícolas, isso por si só não garante que vinhedos famosos, como Urtziger Wurtzgarten ou Le Montrachet, ainda serão considerados como tendo alguns dos melhores "terroir" no mundo.

Efeitos em novas e antigas regiões

O aquecimento global também terá um lado positivo em regiões que atualmente sofrem com o amadurecimento de uvas. Locais como o Canadá e Inglaterra possivelmente atingirão níveis mais elevados de qualidade e experimentarão maior consistência na colheita - daí a notícia de que os produtores de Champagne tenham manifestado interesse em investir em vinhedos do Reino Unido. Podemos até ver a aparição de novas regiões produtoras de vinho em lugares remotos, como a Suécia ou a Terra del Fuego, uma das regiões meridionais da América do Sul.

Por outro lado, alguns estilos de vinho se tornarão mais difíceis de serem produzidos, como o delicado Kabinnet ou Eiswein. O aquecimento global fará com que o nível dos oceanos subam. Regiões perto do mar, como o Swan District no leste da Austrália, ou Pays Nantais na França, sofrerão mudanças significativas; outras áreas como Colares, em Portugal, poderão enfrentar a extinção, como também as vinhas das regiões mais baixas de Bordeaux, incluindo famosos Châteaux Cru Classé.

Novos vinhos

Além do perigo da extinção de certos vinhos, o consumidor terá que aceitar mudanças no estilo dos vinhos. Temperaturas mais elevadas resultarão em vinhos mais ricos, completos e alcoólicos. Talvez Chablis parecerá mais com um Chardonnay feito em Maconnais, e Muscadet se tornará um vinho rico e frutado com menores níveis de acidez. Em vez de pagar mais por vinhos de safras mais quentes como a de 2000 em Bordeaux, o consumidor poderá valorizar mais os vinhos de anos mais frios.

O aquecimento global pode alterar a forma da indústria do vinho. Além disso, um clima mais quente pode levar a mudanças nas tendências de consumo e, possivelmente, aumentar a demanda por vinhos brancos e rosados - sendo assim possível alterar o equilíbrio atual na produção de uvas brancas versus tintas. Esses fatores deveriam ser os mais relevantes nas mentes das pessoas que entram na indústria ou consideram replantio. Todas estas questões combinadas fazem do aquecimento global o fator mais importante que afetará a indústria do vinho durante as próximas décadas. (Adega)

De Jaboatão para o mundo

Temporada de big waves no Hawaii

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