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domingo, 9 de dezembro de 2012

A evolução do desmatamento na Amazônia

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Desmatamento da Amazônia representa 1,5% das emissões de CO2 do mundo

O Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), órgão que monitora a Amazônia por satélite, divulgou nesta sexta-feira (10) as primeiras estimativas oficiais da quantidade de gases de efeito estudo emitida pelo desmatamento da Amazônia.
O cálculo mostra que o desmate da Amazônia representa 1,5% de todo o carbono emitido pela ação humana na atmosfera no mundo...CONTINUE LENDO


terça-feira, 26 de junho de 2012

InfoAmazonia mostra a grande floresta como você nunca viu

Com seus 6,7 milhões de quilômetros quadrados que se espalham por 9 países, o bioma amazônico é um dos mais biodiversos do mundo. A maneira mais incisiva de visualizar sua grandeza e problemas é através de mapas. OInfoAmazonia oferece mapas interativos para mostrar exatamente onde se passam as histórias jornalísticas sobre a região e georeferenciar bancos de dados sobre desmatamentos, incêndios, extração de petróleo e mineração. Assim como((o))eco Amazônia, o novo site publica seu conteúdo em 3 línguas: português, espanhol e inglês...CONTINUE LENDO

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Imagens da Amazônia

Encontro das águas escuras do rio negro com as águas barrentas do rio solinões. Por diferença de densidade, temperatura e ph, as águas não se misturam - by Ricardo Oliveira
No livro “Amazônia – Olhares”, o fotógrafo manauara Ricardo Oliveira reúne fotografias que mostram a fauna, flora e cotidiano da população amazônica. O singular desta obra, que será lançada nesta sexta-feira (11) pela Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas), está em revelar a Amazônia sob olhar de alguém da própria região, geralmente documentada em imagens de grandes fotojornalistas estrangeiros...CONTINUE LENDO

segunda-feira, 29 de março de 2010

Geoglifos na Amazônia

...Círculos, quadrados e octógonos gigantes feitos há pelo menos mil anos marcam o chão do Acre. Desde a década de 1970, quando foram descobertos, eles intrigam os arqueólogos, que ainda não conseguiram entender para que eram usadas essas estruturas, chamadas de geoglifos...Formas geométricas, na maior parte círculos e quadrados, desenhadas no chão... continue lendo

domingo, 27 de dezembro de 2009

Tecnologia bancária na Amazônia flutuante

Com previsão de atendimento de 11 municípios e cerca de 50 comunidades ribeirinhas do Amazonas, o Bradesco anunciou a inauguração da primeira agência bancária flutuante do Brasil nesta terça-feira.

O estabelecimento funcionará no barco Voyager III, um supermercado flutuante que atende a uma população de 210 mil pessoas e percorre um trajeto de aproximadamente 1.600 quilômetros, entre os municípios de Manaus e Tabatinga.

Segundo comunicado do banco, na agência flutuante é possível abrir contas, consultar saldos, realizar saques, depósitos, transferências e pagamentos de contas, solicitar empréstimos, fazer recarga de celular, obter cartão de crédito, além de contar com um terminal de autoatendimento da rede Bradesco Dia&Noite, conectado via satélite. O atendimento ao publico é realizado dentro da embarcação por uma gerente do Bradesco.

BB

O Banco do Brasil inaugurou o primeiro ponto de atendimento eletrônico (caixa automático), no município de Japurá (AM), na fronteira com a Colômbia. A cidade tem 600 habitantes e a agência mais próxima fica em Tabatinga, distante dois dias e meio de barco. (américa economia)

sábado, 26 de dezembro de 2009

Aumenta desmatamento na Amazônia Legal

Depois do fracasso de Copenhague, mais uma notícia ruim para o meio ambiente. O desmatamento está aumentando na Amazônia.

Em novembro, os fazendeiros destruíram 75 km² de florestas da Amazônia Legal, o que representou um aumento de 21% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o homem derrubou 61 km² quadrados da floresta, segundo dados do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), ong que usa os mesmos radares do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), utilizados pelo governo para acompanhar a situação do desmatamento na região.

De acordo com pesquisadores do Imazon, o aumento do desmatamento tem sido estimulado pelo afrouxamento das medidas de punição aos devastadores. Depois das operações de apreensões de bois que estavam sendo criados ilegamente em áreas devastadas na Amazônia, em operaçãoes como "Boi Pirata" e "Arco do Desmatamento", no Pará, houve uma forte pressão dos fazendeiros contra essas ações do governo.

Muitos juizes, sobretudo da região de Santarém, acabaram concedendo liminares em favor dos fazendeiros, permitindo que eles pudessem continuar criando o gado nas áreas devastadas. Isso deu força aos desmatadores — disse ao GLOBO, por telefone, Sanae Hayashi, pesquisadora do Imazon no Pará.

O aumento nas áreas desmatadas pode ser constatado em qualquer comparativo de dados deste ano com relação aos do ano passado. De janeiro a julho deste ano, a área devastada foi de 1.681 kms quadrados, enquanto que em igual período de 2008 o desmatamento atingiu uma área de 1.597 kms quadrados. De agosto a novembro deste ano, o desmate atingiu uma área de 757 kms quadrados, o que representou um aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano passado, que atingiu uma área de desmate de 586 kms quadrados.

— Além das decisões favoráveis dos juizes, beneficiando os produtores rurais ilegais, houve uma grande pressão dos pecuaristas também sobre os governos dos Estados e o governo federal, que recuaram nas punições aos fazendeiros. Até as listas com os nomes dos fazendeiros ilegais pararam de ser divulgadas — disse a pesquisadora do Imazon.

— E nós achamos que agora, com o fracasso de Copenhague, o desmatamento vai continuar crescendo — acrescentou Sanae Hayashi.

O Pará, novamente, está entre os estados que mais desmatam na Amazônia. Em novembro, o Pará desmatou 51 kms quadrados, equivalente a 69% dos 75 kms quadrados desmatados em toda a Amazônia Legal. Em segundo lugar, aparece o Estado do Amazonas, que cortou 8 kms quadrados de matas (11% do total). Depois vem o Mato Grosso, com o desmate de 5 kms quadrados (6% do total).

Além das áreas desmatadas, o Imazon observou um total de 29 kms quadrados de área degradada, ou seja, em processo de desmate. Por causa das nuvens na região, os radares só puderam observar 68% da região, pois o resto estava coberto por nuvens, o que é comum nesta época de chuvas na região.

Os números do Imazon são similares aos do Inpe, que só divulgará seus dados relativos a novembro no início do ano que vem. Segundo o Inpe, de agosto de 2008 a julho de 2009, a Amazônia Legal perdeu 7.008 kms quadrados em florestas.

Texto de Germano Oliveira. (agência globo)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Google irá mostrar o desmatamento na amazônia

Breve, qualquer um com um computador e uma conexão de internet vai poder monitorar o desmatamento da Amazônia. Rebecca Vonada , responsável pelo uso social do Google Earth, acabou de apresentar na COP15 um protótipo de ferramenta potencialmente revolucionária. Funcionará como uma camada do programa Google Earth. Com alguns toques, qualquer pessoa terá acesso às imagens e aos números de desmatamento em qualquer pedaço da Amazônia (foto ao lado).

Os dados serão permanentemente atualizados. É uma parceria do Google com o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz há alguns anos um monitoramento paralelo do desmatamento, usando os dados dos mesmos satélites que fazem os dados oficiais do Ministério do Meio Ambiente. “Nosso objetivo é contribuir para a democratização da informação dessa região”, diz Rebecca.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Emissão de CO2 na Amazônia

Da Amazônia foram lançadas na atmosfera uma média de 800 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano entre 1998 e 2008, apenas com desmatamento. A margem de erro é de 15%, para cima e para baixo. A taxa chega perto ao crescimento das emissões dos Estados Unidos entre 1990 e 2007 - 830 milhões de toneladas de CO2 equivalente - conforme dados das Nações Unidas (ver aqui). As emissões globais de CO2, juntando as “mudanças no uso da terra”, como desmatamento e agricultura, com a queima de combustíveis fósseis é de 32 bilhões de toneladas anuais.

Isso posiciona a contribuição do bioma entre 1,1% e 1,9% das emissões globais e representa entre 16% e 20% das emissões brasileiras de todos os setores, em 2008. As estimativas foram apresentadas hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em Brasília. Pará, Mato Grosso e Rondônia, estados campeões de desmatamento neste período, são as unidades da Federação que mais contribuíram com as emissões brasileiras.

Para que o Brasil atinja sua meta de chegar em 2020 com um corte nacional de até 40% nas emissões, a contribuição anual da Amazônia deverá passar dos 800 milhões de toneladas anuais de CO2 medidas naquela década para 200 milhões de toneladas anuais. A taxa de sete mil quilômetros quadrados desmatados entre 2007 e este ano passado é importante, mas é preciso manter as derrubadas sob controle, mesmo com crescimento da economia. Anos eleitorais, como o que chega, registram picos históricos de desflorestamento.

O trabalho realizado em dois meses sob a batuta da pesquisadora Ana Paula Dutra de Aguiar (Inpe) estimou em 210 toneladas por hectare a biomassa das áreas desmatadas na região. Cerca da metade desse material se transforma em CO2. Outras áreas da Amazônia são ainda mais ricas em biomassa, informou a especialista.

O levantamento também mostra que um quarto da área desmatada ganha novo verde com o crescimento da chamada “vegetação secundária”. No Pará, Mato Grosso e Rondônia a área regenerada somada chegaria ao tamanho do estado do Rio de Janeiro. No entanto, metade desta nova floresta é novamente derrubada. “Não se pode contar de novo essas emissões, se não inflacionaríamos a conta nacional”, disse Jean Pierre Ometto, do Inpe. Ele também alertou que o Cerrado é grande contribuinte para as emissões brasileiras, mesmo com o crescimento da fatia verificada em outros setores, como indústria.
Por isso, quando o monitoramento sobre desmates chegar a todos os outros biomas - no Cerrado começou há cerca de um ano - será possível apontar com mais precisão as emissões brasileiras por perdas de vegetação nativa. Por enquanto, é feito com base em mapas não oficiais e grande dose de estimativas. “O que não aparece não quer dizer que não exista”, lembrou José Marengo, do Inpe.

Novo inventário

Na apresentação dos dados, Sérgio Rezende, ministro de Ciência e Tecnologia, disse que 70% do trabalho para o novo inventário nacional de emissões está concluído e já serve de base para as metas brasileiras que serão apresentadas em Copenhague. “Estamos mais otimistas agora do que há um mês sobre os resultados de Copenhague. Pela mobilização de outros países e porque o Brasil está fazendo essa ponte entre países desenvolvidos e em desenvolvimento”, comentou o ministro Carlos Minc.

Ainda segundo ele, o inventário começou a ser trabalhado de forma expressa há dois meses e abarcará emissões de todos os setores até 2005. Uma primeira versão deve ser lançada no início do ano que vem, com versão definitiva no segundo semestre. As metas nacionais devem ser aprovadas no Congresso, como lei. “Dados de alguns biomas ainda não são levados em conta com a devida precisão”, comentou.

Também foi instalado hoje o painel brasileiro de cientistas sobre mudanças do clima, primeiro do tipo criado em um país em desenvolvimento. A direção ficou por conta de Carlos Nobre (Inpe) e Suzana Kahn, secretária do Ministério do Meio Ambiente, ambos ligados ao painel das Nações Unidas sobre alterações climáticas, o IPCC. O grupo tem representantes de órgãos de governo e academia. Seu trabalho não será remunerado, mas recursos virão dos ministérios da Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente para viabilizar suas reuniões.

De acordo com Carlos Nobre (Inpe), o painel movimentará a comunidade científica brasileira para produzir e publicar novas e melhores informações sobre as mudanças do clima, com dedicação especial à adaptação a seus efeitos. “Passamos do ponto para evitar aumento de temperatura”, ressaltou.

Segundo Suzana Kahn, o Brasil é carente em literatura científica sobre mudanças do clima e, com o funcionamento do painel, será possível até influenciar os próximos relatórios do IPCC, inserindo visões regionais sobre efeitos e combate aos destemperos climáticos no documento. “Quanto mais conhecimento tivermos sobre vulnerabilidade, mitigação e formas de adaptação, mais influenciaremos os relatórios e melhor desenharemos políticas públicas. Além de colocar o Brasil em melhor posição no cenário internacional”, disse. (oeco)

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