sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Uma imagem de paz para o carnaval

*imagem de autor desconhecido

Carnaval de Pernambuco - O Frevo

FREVO

Claudia M. de Assis Rocha Lima
Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco

Histórico - o carnaval recifense possui uma música e uma dança carnavalesca própria e original, nascida do povo. De origem urbana, surgiu nas ruas do Recife nos fins do século XIX e começo do século XX. O frevo nasceu das marchas, maxixes e dobrados; as bandas militares do século passado teriam dado sua contribuição na formação do frevo, bem como as quadrilhas de origem européia. Deduz-se que a música apoiou-se desde o início nas fanfarras constituídas por instrumentos de metal, pela velha tradição bandística do povo pernambucano.

A palavra é: FREVO! - A palavra frevo vem de ferver, por corruptela, frever, dando origem a palavra frevo, que passou a designar: "Efervecência, agitação, confusão, rebuliço; apertão nas reuniões de grande massa popular no seu vai-e-vem em direções opostas como pelo Carnaval", de acordo com o Vocabulário Pernambucano de Pereira da Costa. Divulgando o que a boca anônima do povo já espalhava, o Jornal Pequeno, vespertino do Recife, que mantinha a melhor secção carnavalesca da época, na edição de 12 de fevereiro de 1908, faz a primeira referência a palavra frevo.

O Frevo música - Pode-se afirmar que o frevo é uma criação de compositores de música ligeira, feita para o carnaval. Os músicos pensaram em dar ao povo mais animação nos folguedos de carnaval, e a gente de pé no chão, queria música barulhenta e animada, que desse espaço para extravasar alegria dentro daquele improviso. No decorrer do tempo a música ganha características próprias acompanhada por um bailado inconfundível de passos soltos e acrobáticos. Nas suas origens o frevo sofreu várias influências ao longo do tempo, produzindo assim variedades. A década de trinta serve de base para a divisão do frevo em: Frevo-de-Rua, Frevo-Canção, Frevo-de-Bloco.

FREVO-DE-RUA - É o mais comumente identificado como simplesmente frevo, cujas características não se assemelham com nenhuma outra música brasileira, nem de outro país. O frevo-de-rua se diferencia dos outros tipos de frevo pela ausência completa de letra, pois é feito unicamente para ser dançado. Na música é possível distinguir-se três classes: o frevo-abafo ou de encontro, no qual predominam os instrumentos metálicos, principalmente pistões e trombones; o frevo-coqueiro, com notas agudas distanciando-se no pentagrama e o frevo-ventania, constituído pela introdução de semicolcheias. O frevo acaba, temporariamente, em um acorde longo e perfeito. Frevos-de-rua famosos Vassourinhas de Matias da Rocha, Último dia de Levino Ferreira, Trinca do 21 de Mexicano, Menino Bom de Eucário Barbosa, Corisco de Lorival Oliveira, Porta-bandeira de Guedes Peixoto, entre outros.

FREVO-CANÇÃO - Nos fins do século passado surgiram melodias bonitas, tais como A Marcha n° 1 do Vassourinhas, atualmente convertido no Hino do carnaval recifense, presente tanto nos bailes sociais como nas ruas, capaz de animar qualquer reunião e enlouquecer o passista. O frevo-canção ou marcha-canção tem vários aspectos semelhantes à marchinha carioca, um deles é que ambas possuem uma parte introdutória e outra cantada, começando ou acabando com estrebilhos. Frevos-canção famosos: Borboleta não é ave de Nelson Ferreira, Na mulher não se bate nem com uma flor de Capiba, Hino de Pitombeira de Alex Caldas, Hino de Elefante de Clídio Nigro, Vestibular de Gildo Moreno, entre outros.

FREVO-DE-BLOCO - Deve ter se originado de serenatas preparadas por agrupamentos de rapazes animados, que participavam simultaneamente, dos carnavais de rua da época, possivelmente, no início do presente século. Sua orquestra é composta de Pau e Corda: violões, banjos, cavaquinhos, etc. Nas últimas três décadas observou-se a introdução de clarinete, seguida da parte coral integrada por mulheres. Frevos-de-bloco famosos: Valores do Passado de Edgar Moraes, Marcha da Folia de Raul Moraes, Relembrando o Passado de João Santiago, Saudade dos Irmãos Valença, Evocação n° 1 de Nelson Ferreira, entre outros.

O Frevo dança - Vários elementos complementares básicos compõe toda dança, em especial no frevo os instrumentos musicais serviam como arma quando se chocavam agremiações rivais. A origem dos passistas são os capoeiras que vinham à frente das bandas, exibindo-se e praticando a capoeira no intuito de intimidar os grupos inimigos. Os golpes da luta viraram passos de dança, embalados inicialmente, pelas marchas e evoluindo junto com a música do frevo.

A SOMBRINHA - Outro elemento complementar da dança, o passista à conduz como símbolo do frevo e como auxílio em suas acrobacias. A sombrinha em sua origem não passava de um guarda-chuva conduzido pelos capoeiristas pela necessidade de ter na mão como arma para ataque e defesa, já que a prática da capoeira estava proibida.

Este argumento baseia-se no fato de que os primeiros frevistas, não conduziam guarda-chuvas em bom estado, valendo-se apenas da solidez da armação. Com o decorrer do tempo, esses guarda-chuvas, grandes, negros, velhos e rasgados se vêm transformados, acompanhando a evolução da dança, para converter-se, atualmente, em uma sombrinha pequena de 50 ou 60 centímetros de diâmetro.

O VESTUÁRIO - Também como elemento imprescindível em algumas danças folclóricas, o vestuário que se precisa para dançar o frevo, não exige roupa típica ou única. Geralmente a vestimenta é de uso cotidiano, sendo a camisa mais curta que o comum e justa ou amarrada à altura da cintura, a calça também de algodão fino, colada ao corpo, variando seu tamanho entre abaixo do joelho e acima do tornozelo, toda a roupa com predominância de cores fortes e estampada. A vestimenta feminina se diferencia pelo uso de um short sumário, com adornos que dele pendem ou mini-saias, que dão maior destaque no momento de dançar.

PASSOS DO FREVO - A dança do frevista é geralmente caracterizada pela sua individualidade na exibição dos passos. Os passos nasceram da improvisação individual dos dançarinos, com o correr dos anos, dessa improvisação se adotaram certos tipos ou arquétipos de passos. Existem atualmente um número incontável de passos ou evoluções com suas respectivas variantes. Os passos básicos elementares podem ser considerados os seguintes: dobradiça, tesoura, locomotiva, ferrolho, parafuso, pontilhado, ponta de pé e calcanhar, saci-pererê, abanando, caindo-nas-molas e pernada, este último claramente identificável na capoeira. A seguir descrições dos cinco primeiros citados:

DOBRADIÇA - Flexiona-se as pernas, com os joelhos para frente e o apoio do corpo nas pontas dos pés. Corpo curvado para frente realizando as mudanças dos movimentos: o corpo apoiado nos calcanhares, que devem está bem aproximados um do outro, pernas distendidas, o corpo jogado para frente e para trás, com a sombrinha na mão direita, subindo e descendo para ajudar no equilíbrio. Não há deslocamentos laterais. Os pés pisam no mesmo local com os calcanhares e pontas.

TESOURA

A - Passo cruzado com pequenos deslocamentos à direita e à esquerda. Pequeno pulo, pernas semiflexionadas, sombrinha na mão direita, braços flexionados para os lados.

B - O dançarino cruza a perna direita por trás da esquerda em meia ponta, perna direita `a frente, ambas semiflexionadas. Um pulo desfaz o flexionamento das pernas e, em seguida, a perna direita vai apoiada pelo calcanhar; enquanto a esquerda, semiflexionada, apoia-se em meia ponta do pé, deslocando o corpo para esquerda. Refaz-se todo o movimento, indo a perna esquerda por trás da direita para desfazer o cruzamento. Neste movimento, o deslocamento para a direita é feito com o corpo um pouco inclinado.

LOCOMOTIVA- Inicia-se com o corpo agachado e os braços abertos para frente, em quase circunferência e a sombrinha na mão direita. Dão-se pequenos pulos para encolher e estirar cada uma das pernas, alternadamente.

FERROLHO - Como a sapatear no gelo, as pernas movimentando-se primeiro em diagonal (um passo) seguido de flexão das duas pernas em meia ponta, com o joelho direito virado para a esquerda e vice-versa. Repetem-se os movimentos, vira-se o corpo em sentido contrário ao pé de apoio, acentuando o tempo e a marcha da música. Alternam-se os pés, movimentando-se para frente e para trás, em meia ponta e calcanhar; o passista descreve uma circunferência.

PARAFUSO - Total flexão das pernas. O corpo fica, inicialmente, apoiado em um só pé virado, ou seja, a parte de cima do pé fica no chão, enquanto o outro pé vira-se, permitindo o apoio de lado (o passista arria o corpo devagar).

A história do carnaval

Programação do carnaval de Recife 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Amanhecer em Piedade

by Rxavier - (clique na imagem para ampliar)

Mapas Ipea: Site interativo traz dados de municípios

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou o site Mapas Ipea, que permite a visualização de diversas informações sobre os municípios do país.

O Ipea é uma fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Dados dos municípios

A ferramenta possibilita a consulta de dados que incluem população, área, Produto Interno Bruto (PIB), rodovias, estatísticas de educação e quantidade de servidores públicos nos municípios.

Por meio dele é possível, por exemplo, obter detalhes sobre as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Os mapas permitem, ainda, saber quais municípios têm acesso mais rápido a aeroportos e quais têm mais famílias em situação de pobreza. Qualquer pessoa poderá montar seu próprio mapa, sobrepondo as camadas de dados que lhe interessam, permitindo novos cruzamentos de dados.

Comparação entre cidades

"O Mapas Ipea permite análises simples e rápidas. Por exemplo, um município que não tem sistemas próprios desse tipo pode se utilizar da ferramenta para fazer suas análises, comparar seus indicadores com os de municípios vizinhos", explicou Erivelton Guedes, do Ipea.

Erivelton acrescentou que o portal pode ser facilmente utilizado por qualquer cidadão. "Se um professor de geografia estiver dando aula sobre desigualdade de renda, ele encontrará dados sobre esse assunto no Mapas Ipea." Com o tempo, novos dados serão inseridos.

"Hoje é possível encontrar na ferramenta informações como o número de famílias pobres atendidas pelo Bolsa Família. As obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) serão uma das próximas camadas acrescentadas, devido ao grande interesse público", declarou.

Dados sobre tecnologia

Segundo o assessor, as prioridades de atualização vão ser definidas de acordo com a vontade dos usuários do sistema. Outras informações que poderão ser incluídas no site incluem a distribuição espacial de várias indústrias e indicadores tecnológicos dos municípios.

Elaborado a partir do software livre I3Geo, o Mapas Ipea reúne em um só portal informações públicas que têm como fonte ministérios e outros órgãos federais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - alguns dos quais utilizam há mais tempo a mesma plataforma.

Utilizando a ferramenta de buscas, ou a partir de ampliação no mapa do Brasil, o usuário chega à cidade que deseja pesquisar. A interface está disponível em quatro idiomas: português, inglês, espanhol e italiano. De acordo com o Ipea, o portal será constantemente atualizado com novas bases de dados. (do inovação&tecnologia).

Como copiar música da web (em um clique)

No BitTorrent qualquer um consegue encontrar discografias completas. Em comunidades do orkut, dá para achar links do RapidShare para baixar discos de tudo quanto é artista nacional ou gringo. Mas, como você faz quando quer baixar apenas uma música?

No bom e velho Napster (e mais tarde também no KaZaa e no SoulSeek) o download de MP3 era feito arquivo por arquivo. Hoje redes desse tipo estão esvaziadas e sofrem com vírus e arquivos falsos. Quem reina é o excesso do BitTorrent e os estressantes serviços de armazenamento online do tipo RapidShare, MegaUpload etc... As duas opções são excelentes para quem quer baixar muitas músicas, mas, para baixar um arquivo só, existe um esquema bem mais rápido.

Certamente você já usou sites musicais como o Grooveshark, Imeem e Last.FM. Nesse tipo de serviço, você consegue buscar e ouvir uma música rapidamente, por streaming. O pulo do gato para os downloads individuais de músicas é usar um programa para fazer um “backup local” dessas transmissões.

Uma das opções mais completas é o Orbit Downloader. O programa originalmente é um gerenciador e acelerador de downloads meio dispensável. O lance é que ele traz um recurso de integração com o browser (I.E e Firefox) para gravar dados de streaming.

No caso, quem quer baixar uma música rapidamente, pode, depois de instalar o programa e seu acessório Grab++, entrar num Grooveshark da vida e simplesmente apertar “Record it”. Pronto, um arquivo .MP3 da música será salvo na pasta de sua preferência.  (do como se faz).

Raios que matam

Se você é homem, trabalhador rural e residente em Tocantins, quando houver chuva com raios, corra, pois a probabilidade de uma descarga elétrica te atingir é maior do que a média brasileira. Isso é o que aponta um levantamento do número de mortes por raios da década, divulgado no final da tarde de ontem (8) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com o Instituto, a média anual de 2000 a 2009 superou a expectativa dos pesquisadores: foram 132 ocorrências, quando o número esperado não passava de 100.

Os estados que apresentam maior probabilidade de mortes por descargas atmosféricas foram o Tocantins (46 em 1 milhão) e Mato Grosso do Sul (43 em 1 milhão). O estado de São Paulo teve o maior número da década, 240 (17% do total), mas o número é reflexo da maior quantidade de pessoas que vivem lá. O sudeste foi a região onde mais pessoas morreram (29%), mas a região com maior probabilidade de morte foi o centro-oeste (22 em 1 milhão).

As mortes ocorreram com maior freqüência durante a primavera e o verão, período do ano em que ocorrem cerca de 80% dos raios do Brasil. Um fato curioso: os cinco dias que tiveram mais mortes foram de 16 a 20 de fevereiro, com 47 mortes no total. O recorde de mortes em um único dia ocorreu em 5 de março de 2003, quando foram registrados 5 óbitos. No total, entre 2000 e 2009 morreram 1321 pessoas atingidas por raios, 19% delas eram trabalhadores rurais que recolhiam animais ou trabalhavam em plantações com enxadas, pás e facões. A segunda circunstância mais comum foi estar próximo de meios de transporte (14% dos casos) ou mesmo dentro de casa (também 14%). Pessoas que morreram quando estavam embaixo de árvores somam 12% e em campos de futebol 10%. ( o eco).

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