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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Acordo para emissão zero de carbono

O presidente Nasheed das Maldivas fez no começo desta semana um dos mais poderosos discursos sobre as mudanças climáticas já feito. E parece que deu certo. Na quinta-feira, dia 12 de novembro, mais 10 países se juntaram as Maldivas em um acordo volutário para serem “carbon neutral”, ou seja, eles diminuirão as emissões de gases estufa em 100%! Bangladesh, Barbados, Butão, Gana, Kenya, Kiribati, Maldivas, Nepal, Ruanda, Tanzânia e Vietnam – são 11 dos países mais vulneráveis as consequencias das mudanças climáticas e agora também são o “Fórum dos Vuneiráveis ao Clima” ou o V11.

A declaração que eles fizerem é uma ação sem precedentes que lideranças políticas já tomaram. E a ciência do 350,  marcará com certeza a campanha destes governos além de darem um ótimo exemplo de como a mobilização de cidadãos e lideranças governamentais pode ajudar e fazer isto possível.

Agora é hora dos países que causaram todo este estrago se juntarem nesta onda de lideranças comprometidas. Agora nós temos 11 fortes exemplos a nosso favor para mobilizar os chefes dos estados ricos e os de países em desenvolvimento. Fantástico!
Você pode visitar Climate Vulnerable Forum website para ler o texto da declaração.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Os impactos das mudanças climáticas

O Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em fevereiro de 2007, chamou a atenção dos meios de comunicação e alertou o público em geral de forma inédita sobre um dos mais preocupantes problemas na atualidade.

Mas, de acordo com uma nova análise, as estimativas do relatório podem ter sido modestas. O motivo é que tanto o ritmo como a escala das mudanças climáticas globais já teriam superado o que havia sido previsto há dois anos.

Os impactos estariam chegando mais rapidamente, segundo diversos indicadores, como a perda de gelo nas montanhas e no Ártico ou a acidificação dos oceanos. A conclusão é do relatório Climate Change Science Compendium 2009 (em inglês), divulgado no dia 24 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Produzido por cientistas de diversos países, o relatório destaca a extrema importância de que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), que será realizada em Copenhague, na Dinamarca, de 7 a 18 de dezembro, chegue a um novo acordo global para o clima para vigorar com o fim do Protocolo de Kyoto, em 2012.


“A COP15 tem importância fundamental para a sobrevivência do planeta, pois só com um esforço coletivo do qual participem todos os países, desenvolvidos, emergentes e em desenvolvimento, será possível estabelecer metas elevadas de redução da emissão de gases de efeito estufa e, efetivamente, atingir essas metas dentro de 20 anos”, disse Carlos Alfredo Joly, professor titular do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas e coordenador do Programa Biota-FAPESP.

O relatório do Pnuma destaca alterações por todo o planeta. Na Europa, além da aceleração do derretimento do gelo nos Alpes e Pirineus, há o aumento da aridez no solo que se espalha do Mediterrâneo para o norte e o deslocamento de espécies vegetais para altitudes mais elevadas.

Água mais ácida que pode corroer uma substância chamada aragonita, fundamental para o crescimento de corais e das conchas de moluscos, chegou à costa da Califórnia, décadas antes do que modelos haviam previsto.

O derretimento de glaciares e mantos de gelo nas regiões polares está mais rápido. No manto da Groenlândia, por exemplo, o derretimento observado recentemente foi 60% superior ao recorde anterior, em 1998.

O relatório destaca que novos estudos apontam que a elevação dos níveis do mar pode ser maior do que se estimava anteriormente. Os aumentos podem chegar a 2 metros até 2100 e de cinco a dezes vezes mais nos séculos seguintes.

“O Climate Change Science Compendium 2009 é um alerta: o tempo de hesitar acabou”, alertou Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). “Precisamos que o mundo inteiro realize, de uma vez por todas, que a hora de agir é agora e que devemos trabalhar juntos para enfrentar esse desafio monumental. Esse é o desafio moral de nossa geração”.


O compêndio do Pnuma reúne e revisa dados obtidos por cerca de 400 estudos feitos nos últimos três anos. O objetivo, segundo os responsáveis pelo programa, não é substituir os documentos do IPCC – que prepara o quinto relatório de avaliação –, mas atualizar o mais recente deles.

“O conhecimento científico sobre as mudanças e previsões climáticas tem avançado muito rapidamente desde o relatório do IPCC de 2007”, disse Achim Steiner, subsecretário da ONU e diretor executivo do Pnuma.

“O Brasil é o único país que, em função de sua matriz energética, pode reduzir substancialmente a emissão de gases de efeito estufa sem que isso afete o seu desenvolvimento. Pelo contrário, para o Brasil, reduzir a taxa de emissão de gases de efeito estufa é sinônimo de um novo modelo de desenvolvimento, que tem como um dos sustentáculos uma economia de baixo carbono, baseada nos serviços ambientais da floresta e nos recursos gerados pelo uso sustentável da biodiversidade”, disse Joly à Agência FAPESP

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Aquecimento global ameaça vinhos franceses

A mais nova vítima do aquecimento global pode ser a indústria de vinho da França.

Segundo um relatório do Greenpeace divulgado na semana passada, se o atual índice de aquecimento global for mantido nos próximos anos, vai reduzir a área de plantio existente hoje ou ainda mudá-la de local. Cerca de mil quilômetros de vinhedos no mundo inteiro vão se deslocar na direção norte até o final do século, se forem mantidos os níveis de emissão de CO2 atuais.

No relatório Impactos das Mudanças Climáticas no Vinho da França (em inglês), o produto é descrito como um importante componente da herança cultural do mundo que já sente os impactos do aquecimento global, como tempestades e novas doenças. Os problemas podem piorar.

Entre as conseqüências do efeito estufa listadas no relatório estão as antecipações de colheitas por causa do calor que deixa as uvas com altos níveis de açúcar e álcool e baixa acidez, o que acaba deixando os vinhos com gosto e textura diferentes de sua “personalidade original”.

Em 2000, por exemplo, alguns Pinot Noir da região de Cote de Beaune apresentavam características típicas do vinho de outra região, a Côte Du Rhône. Em 2003, ondas de calor na Borgonha causaram uma queda de 37% na produção de vinho com relação ao ano anterior.

De acordo com o relatório, “essas mudanças colocaram o pedigree da produção de vinhos francesa em risco”. “Uma cultura que levou séculos para ser construída corre o risco de desaparecer completamente”, continua

A cultura de vinhos da frança é baseada no “terroir”. O terreno produtivo aliado a fatores biológicos, físicos e humanos que vão desde a quantidade de chuvas, ao tipo de solo, temperatura, técnicas de cultivo e cepa da uva. O aumento na temperatura poderia destruir safras.
Não são apenas os apreciadores de vinhos franceses que sofreriam com a quebra de produções. Por trás do renomado vinho francês existe uma indústria de 9 bilhões de euros. A segunda maior indústria do país, apenas atrás da produção de cereais.

Cerca de 190 mil pessoas dependem da indústria para receber seu salário e o principal produto exportado é o vinho.

O cenário é pessimista, mas é também exagerado. O exagero, no entanto, tem uma razão: pressionar os representantes das nações que devem se reunir em dezembro para um novo acordo climático. A organização acredita que os caros vinhos franceses, geralmente muito apreciados pelos governantes, comovam mais que os pobres ursos polares (info)

* leia aqui ( em francês), mais uma interessante matéria sobre o mesmo tema.

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