quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Primeiro navio vertical do mundo fará pesquisas oceânicas

Um arquiteto francês apresentou publicamente o protótipo daquele que deverá ser o primeiro navio vertical do mundo, possibilitando ao homem uma nova maneira de explorar o fundo do mar.

Jacques Rougerie, de 64 anos, afirmou que sua invenção, uma estação oceanográfica batizada de SeaOrbiter, será realidade "em um futuro próximo".
Estação oceanográfica móvel

Rougerie afirma já ter metade dos 35 milhões de euros necessários para a construção da estrutura, que, ao contrário das atuais estações submarinas, será móvel e poderá navegar pelos oceanos.

"Atualmente, os oceanógrafos só podem mergulhar por curtos períodos de tempo e depois têm de ser trazidos para a superfície. É como se fossem levados para a Amazônia e depois tirados de lá em um espaço de uma hora", comparou. "O SeaOrbiter vai oferecer uma presença móvel permanente com uma janela para tudo o que está abaixo da superfície do mar."

Navegação e comunicação

Segundo o projeto de Rougerie, a estação terá 51 metros de altura e contará com uma parte submersa e outra para fora da água.

Equipamentos de navegação e comunicação ficarão acima da superfície, juntamente com uma plataforma de observação.

Os cientistas viverão debaixo d'água e haverá uma plataforma pressurizada de onde mergulhadores poderão partir em missão.

O projeto conta ainda com a consultoria de Jean-Loup Chrétien, o primeiro astronauta da França, que está envolvido no design da estação.

Sistema anticolisão

O sistema anticolisão da estrutura é baseado no que é atualmente utilizado na Estação Espacial Internacional.

Rougerie, que dirige um carro-anfíbio, vive e trabalha em um barco e já passou 70 dias em uma expedição submarina, disse que as chances de o SeaOrbiter ser realmente construído "são de 90%".

Um grande estaleiro francês já assinou sua participação no projeto, que também ganhou o apoio do presidente francês, Nicolas Sarkozy. (bbc)

Imagens de tirar o fôlego


Equilibrado em uma posição de tirar o fôlego, como se forças mágicas o tivessem depositado ali, o "Penedo Dourado" se eleva sobre o precipício e parece desafiar as leis da Física. Diz a lenda que um fio de cabelo do Buda o segura no lugar. O cabelo estaria localizado embaixo do santuário, erigido sobre a rocha com a forma de um dedo divino que aponta para o céu. Para os budistas este lugar é sagrado. Mas a extraordinária escultura não se deve a forças sobrenaturais, e sim a um processo geológico chamado "erosão esferoidal". Esta esfoliação pela ação do tempo ocorre ao longo de fissuras e abismos nas rochas, de cima para baixo, até que finalmente surgem blocos arredondados individuais, frequentemente empilhados uns em cima dos outros. O fenômeno é particularmente impressionante no caso deste rochedo de granito. (geo)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Banco de dados científicos da Royal Society de Londres

A famosa teoria da luz explicada pelo próprio Isaac Newton (foto) e um estudo do século XVIII sobre o menino prodígio Mozart são alguns dos trabalhos que a Royal Society de Londres coloca à disposição dos internautas a partir desta segunda-feira em sua nova página Trailblazing.

Lançado por ocasião do início das celebrações dos 350 anos da instituição, o site de cronologia interativa Trailblazing, dará acesso a uma seleção dos artigos científicos mais influentes, edificantes ou intrigantes entre os quase 60 mil editados na publicação Philosophical Transactions.

Os 60 trabalhos escolhidos cobrem praticamente todas as disciplinas científicas e abrangem da horripilante descrição de uma transfusão sanguínea entre dois cachorros em 1666 até as recentes propostas da geoengenharia para lutar contra a mudança climática, passando pela explicação da descoberta da estrutura do DNA em 1954.

Em 1672, Isaac Newton, jovem professor de matemática da Universidade de Cambridge, enviou uma carta - ilustrada com vários desenhos - à Royal Society para expor sua nova teoria da luz e das cores, que demonstrou pela primeira vez que a luz solar é composta por todas as cores do espectro.

Além de lançar sua carreira científica, que culminou com a descoberta da lei da gravitação universal, esta revelação o levou a aperfeiçoar o telescópio refletor utilizando espelhos para evitar a aberração cromática.

Mais lúdicas são as conclusões do cético que submeteu o pequeno Wolfgang Amadeus Mozart a uma série de complicados testes musicais para comprovar se era realmente o gênio que todos anunciavam durante uma de suas primeiras viagens a Londres, em 1764. Ao final da experiência, Daines Barrington ficou convencido e escreveu que seu dom musical era incrível.

Mas o Trailblazing não é apenas para os aficionados da história, pois também apresenta trabalhos sobre questões são muito atuais, como os precursores das vacinas para combater pandemias a partir de 1755 ou as polêmicas propostas feitas em 2008 por James Lovelock para redesenhar o mundo mediante a geoengenharia e assim paliar os efeitos da mudança climática. (france press)

Reconstruindo virtualmente New York

Manhattan, a famosa ilha que é o coração de Nova York, deriva da denominação indígena Mannahatta. E esse também é o nome do projeto de Eric Sanderson, um ecólogo californiano que se radicou em Nova York, quando foi trabalhar na Wildlife Conservation Society. Sanderson sonhou reconstruir virtualmente a natureza da ilha como era há quatrocentos anos, época em que foi alcançada pelo navegador Henry Hudson, da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, que explorou a região e precedeu a ocupação holandesa. Para realizar tal feito, a equipe do projeto usou desde recursos históricos, como um enorme e detalhado mapa feito pelos ingleses no período da independência americana, até a mais moderna tecnologia de criação digital de imagens. O resultado foi a visão virtual da ilha intocada e de suas camadas mostrando, entre outros, os tipos de solo, os ecossistemas e a ocupação dos antigos nativos. Por fim, é possível comparar a metrópole atual, quarteirão por quarteirão, com a sua contrapartida de quatro séculos. Ao contrário do que o olho hoje nos conta, ao invés do concreto e das luzes, a natureza local continha 55 ecossistemas diferentes, mais do que os parques nacionais de Yellowstone e Yosemite.

Na sua apresentação no TED Talks, Sanderson defende que as duas versões de Manhattan, a ainda quase intocada e a dos arranha-céus são fantásticas. Ambas resultado de teias invisíveis que possibilitam a existência seja do original ou do sofisticado ambiente urbano que se tornou. Sua provocação é imaginar o que a ilha pode vir a ser nos próximos 400 anos. E aí ele vê uma fusão da cidade com os recursos naturais que ela soterrou, tentando misturar o melhor dos dois mundos.

Apesar de ser o mais rico e conhecido, Manhattan é apenas um dos cinco boroughs (distritos administrativos) de Nova York, sendo os outros Queens, Bronx, Brooklyn e Staten Island. Nesses últimos, conta Sanderson, se as pessoas vivessem com a mesma densidade de Manhattan apenas 36% da área atual seria ocupada, liberando o resto para voltar ao seu habitat repleto de florestas,campos, lagos e riachos, onde a vizinhança era tão variada quanto os tipos humanos que hoje vivem por lá e a tornam tão interessante. (oeco)

Calor faz vender mais cerveja

O calor pode incomodar muita gente, mas não a indústria nacional de cervejas. Depois de registrar o outubro mais quente desde a década de 60 em várias regiões do país (segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia), as vendas de cerveja naquele mês tiveram alta de 12% em volume e 18% em faturamento, segundo a Nielsen. Tal elevação, segundo o instituto de pesquisas de mercado, não ocorria em um mês de outubro há pelo menos cinco anos.

No acumulado dos dez primeiros meses de 2009, a indústria cervejeira vendeu 6,298 bilhões de litros, com faturamento de R$ 25,587 bilhões. Só em outubro, as vendas somaram 645 milhões litros. Foram 575 milhões em igual período do ano passado. O faturamento, na mesma comparação, subiu de R$ 2,2 bilhões para R$ 2,6 bilhões. Nas áreas pesquisadas pela Nielsen, a Grande São Paulo foi a que teve maior aumento de consumo em volume: 32% no mês.

"Temos a fórmula que mais faz vender cerveja: calor e dinheiro no bolso do consumidor", diz Adalberto Viviani, consultor especializado em bebidas.

"Em função de uma melhora substancial na temperatura média e da proximidade das festas de fim de ano, o mês de novembro deverá ser ainda melhor para a indústria", prevê Paulo Macedo, diretor de relações externas da Femsa Mercosul, fabricante da Kaiser e da Heineken no Brasil. (valor econômico)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Gráficos podem mudar o mundo

A Guerra da Crimeia acontecia no mar Negro, entre 1853 e 1856: um conflito sangrento entre a Rússia e uma coligação entre Inglaterra, França e Império Otomano. Uma guerra normal, com os feridos e mortos de sempre. Mas, às vezes, temos a capacidade de aprender com as tragédias. E esse foi o caso das fatalidades na guerra: elas causaram uma revolução nos hospitais do mundo que, ainda hoje, reduz bastante o risco de morte por infecção hospitalar. O cerne dessa revolução foi uma imagem. Uma imagem que não mostra campos de batalha, soldados feridos ou crianças mortas.

É uma imagem de números – um gráfico. Florence Nightingale, uma enfermeira inglesa, resolveu usar estatísticas sobre a morte de soldados para pintar um retrato da situação.

O diagrama revelou que a maioria dos soldados morria nos leitos de hospitais, e não nos campos de batalha – eram 10 vezes mais mortes causadas por tifo, cólera e disenteria do que por ferimentos de batalha. A falta de ar fresco, luz e higiene nos hospitais provocava milhares de mortes desnecessárias. Era a primeira vez que se via fatalidades militares com números – e o diagrama era tão dramático que o governo ingles resolveu melhorar as condições sanitárias dos hospitais militares. E, assim, reduziu a mortalidade de soldados de 42% para 2,2%. Tudo graças a uma imagem.

Visualização é isso: o poder de contar histórias e tomar decisões baseando-se em dados. Visualizações fazem com que assuntos complexos se tornem concretos e acessíveis. Em 2006, por exemplo, Al Gore transformou o debate mundial sobre aquecimento global ao subir em um guindaste para mostrar uma curva que representava o aumento de CO2 e da temperatura na Terra. Imagine se Al Gore, em vez de gráficos, tivesse mostrado apenas uma tabela de centenas de números? Quantas pessoas teriam entendido a gravidade da situação?

É por isso que a visualização é o fotojornalismo do século 21. Não só retrata os fatos da nossa época, mas motiva o debate. Visualizar dados governamentais, por exemplo, cria um espelho do país, mostrando suas conquistas e mazelas. E fazer isso não precisa ser complicado. Já há sites que disponibilizam, de graça, ferramentas sofisticadas de visualização. Quando eu criei o Many Eyes, imaginei um site onde qualquer um pudesse visualizar os dados que desejasse. Há pessoas que o usam para enxergar o conteúdo do freezer.
Outras, os convidados de seu casamento. Crianças descobrem os tipos de meias que têm em casa. A habilidade de transformar números em imagens e entender o que elas significam será cada vez mais importante. Pois quem brinca de visualizar meias de familiares hoje visualiza o orçamento governamental amanhã.. Veja aqui, 5 gráficos que mudaram o mundo

Fernanda Viégas é pesquisadora e designer computacional na IBM, com Ph.D. pelo Media Lab do MIT.

Do fundo dos oceanos

Projeto mundial que envolve mais de 80 países registra estranhas criaturas das profundezas do oceano – algumas delas nunca antes vistas pelo homem.

O Censo da Vida Marinha (Census of Marine Life) pretende estudar a diversidade, distribuição e abundância da dos animais do oceano. Até agora, o projeto de uma década (com término em 2010) já descobriu mais de 5.300 novas espécies e catalogou outras milhares pouco estudadas.

Uma das descobertas mais recentes é uma nova espécie de criatura conhecida como “Dumbo”. O animal que ilustra essa reportagem (Grimpoteuthis sp.) vive entre mil e três mil metros de profundeza e possui oito braços e nadadeiras na cabeça - que lembram as orelhas do elefante voador da Disney.

Os pesquisadores do Instituto Smithsonian coletaram também o maior exemplar de uma espécie de dumbo já conhecida (Cirrothauma magna), com cerca de dois metros e pesando seis quilos.

Estes só alguns exemplos dos animais encontrados nas profundezas do oceano. Em regiões que podem chegar a cinco mil metros de distância da superfície, já foram mais de 17.650 espécies registradas – criaturas que variam de camarões a vermes.

Vivendo sem jamais ver a luz do sol, a maioria desses animais está adaptada a uma alimentação de restos vindos da superfície, como ossos de baleias, enquanto outros ingerem bactérias que quebram óleo, enxofre e metano.

Dos 14 projetos do Censo, cinco são voltados à exploração dessas zonas do oceano, totalizando 344 cientistas de 34 países. Abaixo, algumas das espécies registradas no projeto.

O Neocyema vive entre dois mil e 2.500 metros abaixo da superfície. Somente cinco exemplares deste peixe foram coletados na história.


A 2750 metros, no golfo do México, um pepino do mar transparente (Enypniastes) se move a dois centímetros por minuto e se alimenta sugando detritos da água com sua boca.



Uma nova espécie de camarão fantasma (Vulcanocallix arutynovi) foi encontrada a 1324 metros de profundidade na lama de vulcões no Golfo de Cadiz.


Nordeste do Brasil, a bola da vez nos investimentos


*revista exame ( clique na imagem para ampliar )

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