terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Uma aventura nos Andes peruanos

...O rádio da van é generoso: despeja uma seqüência de sucessos norte-americanos dos anos 1980. Tudo dublado em espanhol. Pela janela, o panorama semi-árido vai dando espaço a cumes cada vez mais elevados. Estamos no Peru, na estrada que liga a capital Cuzco a uma sonhada região dos Andes.
O Peru é pouco maior que o estado brasileiro do Pará, mas esbanja atrativos naturais e culturais. Nosso vizinho sul-americano não guarda apenas os tradicionais sítios de Machu Picchu, linhas de Nazca, o Lago Titicaca ou Cuzco, antiga capital do Império Inca. Encravada no Departamento de Ancash, a Cordilheira Huayhuash é uma jóia andina, cravejada de montanhas, vales e lagos majestosos. A reportagem de O Eco acompanhou um grupo de moradores de Brasília (DF) durante dez dias a pé e quase duas centenas de quilômetros pela região, em um dos mais duros e belos circuitos de montanhismo do globo.

Depois de vencer os 400 quilômetros entre a capital peruana de Lima e Huaraz (mapa abaixo), onde vivem cerca de 60 mil pessoas, colocamos a sola da bota nos Andes, que cortam o continente de Sul a Norte. Antes de partir para a grande jornada, foi necessário adaptar o corpo ao ar rarefeito das montanhas. Além de alguns dias na barulhenta cidade, a três mil metros de altitude, visitamos a esverdeada Laguna Churup (4.450 m), dentro do Parque Nacional Huascarán. O ingresso custou 5 Nuevos Soles (moeda peruana), menos de R$ 3,00. ...continue lendo

Arquivos históricos digitalizados

Reformulado, e com mais de 250 mil páginas de documentos sobre a história de São Paulo, o novo site do Arquivo Público do Estado oferece ao cidadão histórias e imagens gravadas em manuscritos, fotografias, jornais, revistas e filmes organizadas desde o século 18.

A digitalização atingiu por enquanto metade dos mais de 50 milhões de documentos do acervo, segundo a direção do portal, a ideia é ampliar o acesso público a esse material, para que não fique restrito apenas a pesquisadores profissionais.

“Este site ressalta a preocupação do Arquivo Público do Estado com as novas tecnologias da informação, seja para divulgar seu acervo de maneira democrática, seja para garantir a gestão e preservação de documentos digitais”, explica o coordenador do projeto, Carlos de Almeida Prado Bacellar.

O portal é dividido em três páginas temáticas sobre a história do estado que reúnem diferentes segmentos do acervo. São elas: “Memória da Imprensa”, “Imigração em São Paulo” e “Viver em São Paulo”. O núcleo é responsável por publicações como o primeiro jornal editado na província de São Paulo, "O Farol Paulistano" (1827), certidões de casamento e passaportes de imigrantes, um censo paulistano dos séculos 18 e 19 entre outras histórias.

Ainda está nos planos do Arquivo, a abertura para consulta online do acervo do Deops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social), órgão fundado em 1924, que atingiu seu auge durante o regime militar no Brasil.

Segundo a instituição, a primeira parte da coleção envolveu uma equipe de 70 pessoas, entre junho e novembro do ano passado, e custou cerca de 400 mil reais, bancados parcialmente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. (do idgnow).

Philippe Starck lança turbina eólica residencial e promete mudar o mercado

Utilizar as habilidades e ferramentas disponíveis ao seu redor para tornar o mundo mais sustentável. Foi isso que o designer Philippe Starck decidiu fazer. Apos ganhar notoriedade em todo o mundo por desenhar produtos que ele mesmo julgava “desnecessários”, ele começou a unir design funcional e sustentabilidade. Sua última criação foi apresentada no dia 27/01 e exibiu uma turbina eólica residencial que será comercializada em breve a preços acessíveis.
Durante a apresentação do Revolutionair, Starck afirmou que essa se trata de uma revolução no uso doméstico de energias alternativas. Com formato retangular e potência para gerar até 1.600 kWh por ano, o produto poderá ser instalado em jardins, quintais e telhados e abastecer casas e pequenas empresas com eletricidade limpa.

“Nós precisamos ajudar as pessoas a gerar sua própria energia, a fazer parte da luta”, defendeu o designer. “Energia não deveria ser uma punição, nós precisamos criar um desejo nas pessoas de querer produzir essa energia limpa”, diz.

Revolutionair

O designer anunciou que serão fabricados dois modelos das turbinas. Um, com duas pás, será capaz de produzir 400W, e o outro, com três, terá uma produção média de 1kW.

Starck, que dedicou dois anos de trabalho na criação da turbina caseira, investiu em um formato diferente do tradicional, garantindo o custo-benefício entre geração de energia e tamanho adequado para residências e pequenos espaços.

Os geradores serão produzidos pela fabricante italiana Pramac e deverão custar entre €2.500 e €3.500. A empresa ainda não informou quando elas estarão disponíveis no mercado, mas garante que o lançamento será feito em breve.

Mudança de comportamento

Em 2007, Starck chegou a afirmar em uma entrevista que “o design estava morto”. Ele completava o pensamento dizendo que todo o trabalho de sua vida foi desnecessário e inútil. Meses depois ele ressurgiu no mercado informando que estava “de volta ao jogo” e que agora produziria apenas peças que colaborassem para a sustentabilidade do mundo.

Desde então, o renomado designer francês tem produzido e espalhado a proposto do ecodesign pelos quatro cantos do mundo.

Em uma uma palestra, Starck chegou a definir a própria profissão em três vertentes. A primeira seria a do Design Cínico, criticada por Starck como defasada e “ridícula” e capaz de defender que o design é apenas uma ferramenta de marketing para vender mais produtos. A segunda seria a do Design Narcisista – “um designer fantástico que cria apenas para outros designers fantásticos”, sugeriu.

“Depois, estão as pessoas como eu, que tentam merecer existir e que se envergonham de ter esse trabalho inútil, mas que tentam fazê-lo de outra forma, não fazer o objeto pelo objeto, mas pelo resultado, para o benefício do ser humano, da pessoa que o usará”, defendeu Starck. (do eco4planet)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Steve Jobs aparece como personagem bíblico em revista

A apresentação do iPad fez com que o semanário britânico The Economist colocasse o mais do que pop Steve Jobs vestido como um personagem bíblico em sua edição do dia 30 de janeiro.

Com o executivo devidamente trajado com um manto, auréola sobre a cabeça e com um iPad em suas mãos, em português sua manchete diz algo como “O livro de Jobs: Esperança, burburinho e o Apple iPad”. Os editores da revista justificam a arte de sua capa por entenderem que Jobs é um “guia e salvador” da empresa que fundou. (da CNN).

Passos poderão recarregar seu celular

Imagine um sapato feito de material capaz de transformam energia mecânica em eletricidade – um calçado que conseguiria recarregar, por exemplo, seu celular.

Este é o futuro imaginado por um grupo de pesquisadores da Universidade Princeton, nos Estados Unidos.

A nova tecnologia desenvolvida por eles é capaz de gerar energia a partir de movimento cotidiano, como caminhar e até mesmo respirar. Trata-se de um filme composto de nano fitas de cerâmica mergulhadas em folhas de borracha de silicone. As fitas são tão pequenas que 100 delas, enfileiradas lado a lado, cabem em um milímetro.

O material resultante gera energia quando flexionado e é altamente eficiente: sua taxa de conversão de energia mecânica em elétrica chega a 80%.

Além do exemplo do sapato, os pesquisadores acreditam que a tecnologia poderia ser útil para abastecer equipamentos médicos instalados no corpo, como marca-passos.

Os filmes, se colocados contra os pulmões, poderiam usar o movimento da respiração e eliminar a necessidade de cirurgias constantes para substituição das baterias. Outra vantagem é a de que o silicone é biocompatível, já foi usado em implantes cosméticos e aparelhos médicos, e não seria rejeitado pelo organismo. A pesquisa foi publicada na Nano Letters. (do eco4planet).

Fotos da semana - Wall Street Journal

domingo, 31 de janeiro de 2010

Satélites que orbitam a terra

ZeroHouse, uma casa ecológica transportável

A empresa de arquitetura Specht Harpman criou uma casa “verde” que já vem pré fabricada e pode ser instalada em praticamente qualquer superfície.

Graças à sua fundação em espiral, que dispensa escavações, a zeroHouse pode ser colocadas sobre até três metros de água e em terrenos com morros com até 35º de inclinação.

Se o proprietário quiser se mudar, a casa desmontável vai junto.

Como a maioria dos projetos que elaboram moradias para um futuro sustentável, a zeroHouse possui uma metragem bem pequena – e um grande aproveitamento de cada canto disponível.

Cozinha, sala de jantar, sala de estar, dois quartos, banheiro e varandas cabem em apenas 60 metros quadrados.

A energia provém de painéis solares que armazenam bateria suficiente para uma semana, e as janelas têm vidros especiais que não só controlam a temperatura como aumentam a insolação. A casa coleta água da chuva e a filtra em quatro cisternas de mais de dois mil litros cada. Lixo orgânico e esgoto são coletados em uma unidade de compostagem e usados para alimentar o jardim uma vez ao ano.

Os aparelhos eletrônicos, materiais de construção e tecidos utilizados são escolhidos por sua durabilidade, e toda a casa é automatizada e programável para minimizar o uso de energia. Além disso, ela é toda controlada pelo seu PC.

Quem se interessar, e tiver US$350 mil para investir em uma casa, pode consultar a empresa pelo site. ( do eco4planet ).

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