CITAÇÃO : "Imaginar é mais importante do que saber. O conhecimento é limitado. A imaginação abarca o universo." Albert Einstein
domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
A coleta de lixo feita no subsolo das cidades
Logo abaixo das ruas de Barcelona, existe uma outra malha de tráfego. A uma
profundidade de 5 metros, o lixo de casas, escritórios e até hospitais da
capital catalã viaja a uma velocidade de cerca de 70 quilômetros por hora por
meio de 113 km de tubulações, rede a vácuo que literalmente suga os resíduos
produzidos pela população. Todas as vias conduzem aos mesmos destinos, centrais
de armazenamento onde o material é processado, estocado em contêineres e
finalmente levado a estações de reciclagem ou de incineração.
A chamada coleta pneumática, desenvolvida pela empresa sueca Envac,
transformou a gestão de resíduos de Barcelona desde que foi adotada, no início
dos anos 90. Hoje a cidade tem 30% do lixo coletado em oito pontos. Cada uma
dessas malhas subterrâneas é independente, conectada por dutos a uma central
específica. Pode parecer futurista demais, mas existem 600 redes semelhantes
espalhadas por 150 cidades de todo o planeta.
As vantagens ambientais são muitas: o fim dos caminhões de lixo, a diminuição
das pilhas de sacos nas ruas e o estímulo à coleta seletiva, já que cada tipo de
resíduo - reciclável, não-reciclável e orgânico - é lançado na rede subterrânea
separadamente e vai para contêineres próprios.
"A ausência de caminhões de lixo evita odores, acúmulo de lixo e melhora o
tráfego. Além das vantagens ambientais, o sistema proporciona um melhor
aproveitamento do espaço urbano", afirma Carlos Vazquez, chefe do Departamento
de Gestão de Resíduos da prefeitura local.
O bairro de Lesseps, no distrito de Gràcia, adotou a coleta a vácuo
recentemente, em 2009. O presidente da associação de moradores, Josep Maria
Flotats, é um dos entusiastas do sistema, que atende 5,6 mil pessoas em Lesseps.
"O bairro está mais bonito, limpo e sem odores. Não há mais acúmulo de lixo
pelas ruas à espera dos caminhões de coleta, cuja ausência também tornou o
bairro menos barulhento", conta o barbeiro de 65 anos, que organizou uma visita
à central de coleta para os moradores no fim do ano passado. "É importante
mostrar à população para onde de fato está indo o lixo que ela produz. Todos
ficaram satisfeitos."
O vice-presidente da Envac Iberia, Albert Mateu, que administra os sistemas
na Espanha e em Portugal, afirma que a coleta a vácuo deve cobrir 70% de
Barcelona até 2018, ano em que a empresa espera concluir as outras redes de
coleta projetadas para a cidade. "Infelizmente, não é possível chegar a 100% por
conta de alguns bairros com pequenas colinas e irregularidades no terreno, que
inviabilizam a instalação dos dutos", explica.
Barcelona instalou o primeiro sistema de coleta subterrânea para os Jogos
Olímpicos de 1992. O sistema criado para a vila olímpica construída com
tecnologias sustentáveis no bairro Poblenou, a noroeste da cidade, atende ainda
hoje a 4,4 mil residências. O exemplo da vila deu origem às outras sete redes de
coleta, que, 18 anos depois, beneficiam aproximadamente 324 mil moradores.
Eficiente e caro. Segundo Mateu, a instalação da Envac tem quatro grandes
turbinas que evitam obstruções na tubulação. Quando ocorrem, os problemas são
logo identificados por uma central computadorizada que monitora todos os
trajetos. "No caso de entupimento, acionamos as turbinas. Com o ganho de poder
de sucção, em 90% dos casos desobstruímos o cano." Nas demais emergências, o
problema é resolvido manualmente.
O sistema é eficiente, mas não barato. Já foram investidos 156 milhões em
Barcelona. A instalação de uma rede capaz de atender a 18 mil famílias custa, em
média, 50 milhões.
Vasquez explica que o financiamento é feito de duas formas. Em áreas de
urbanização nova ou recente, a iniciativa privada banca o equivalente a 57% do
custo. Em áreas urbanas já consolidadas, o financiamento público chega a 92% do
total. "O investimento público também vem de fundos (da União Europeia)."
De acordo com Fábio Colella, gerente comercial da Envac no Brasil, o sistema
diminui o custo da coleta entre 30% e 40%. "O investimento é alto, mas
compensado a longo prazo."
Apesar de parecer inovador, o recolhimento subterrâneo de lixo a vácuo existe
desde 1961, quando foi instalado para atender a um hospital na cidade sueca de
Sollefteå. Desde então, começou a ser aplicado em outras partes do país, mas só
ganhou novos mercados na Europa a partir dos anos 90. "Acredito que o sistema
ganhou visibilidade quando a gestão das cidades passou a ser pensada sob um
ponto de vista sustentável", afirma Colella.
NO BRASIL
Brasília, que abriu licitação para mudar a coleta de lixo, pode ser a
primeira cidade do País a ter um sistema a vácuo subterrâneo. "Vamos apresentar
o projeto ao governo distrital e disputar licitações", diz o gerente da Envac no
Brasil, Fábio Colella. Segundo ele, o projeto poderia ser inaugurado já em 2011.
Colella diz que, desde 2007, a empresa estuda trazer a tecnologia a cidades como
São Paulo e Rio. ( do estadão ).
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Arte visual nas edificações em Bruxelas
* da correspondente do blog em Montpellier com áudio by Rxavier (marooned - pink floyd, trance remix)
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Os alimentos do futuro
Cada ano, 60 bilhões
de animais (sem contar os peixes), são abatidos para o consumo humano.
Substituir a carne e/ou o peixe pelas larvas é uma das pistas que vem sendo
estudada pela FAO para garantir a alimentação da população mundial nas próximas
décadas (9 bilhões de pessoas em 2050). Espetinhos de gafanhoto, escorpiões ao
molho piquante, larvas fritas … o cardápio não parece nada apetitoso, mas vamos
ter que nos habituar à esta idéia que é tao antiga quanto o homem. Na verdade,
os insetos representam uma biodiversidade extremamente
importante e conforme diversos experts será o futuro da nossa alimentação.
Atualmente, escorpiões, gafanhotos, escaravelhos… já fazem parte dos cardápios
de inúmeros países asiáticos, do México… e representam uma fonte, não
negligente, de proteinas, de vitaminas e de sais minerais. As larvas das abelhas
constituem uma excelente fonte de vitamina D e a carne do gafanhoto oferece bem
mais glicídios e cálcio que qualquer carne bovina. Apenas para se ter uma idéia,
um enxame de gafanhotos, representa 400 000 toneladas de proteinas. E em
termos de calorias e gordura, por exemplo, 100 gramas de carne moida contém mais
do dobro em comparação a 100 gramas de grilos.
Um bom rendimento :
para
se produzir 1 kg de carne bovina, precisamos de 10 kg de produções vegetais,
enquanto que para se produzir a mesma quantidade de insetos precisamos apenas de
3 kg de vegetais. A entomofagia – nutrição a base de insetos – poderá ser a
solução ideal e pouco a pouco, ela vem ganhando terreno no Ocidente graças aos
seus argumentos nutricionais. Atualmente, mais de 1400 espécies de larvas e de
insetos são consumidas em aproximadamente 90 países e 3 000 etnias espalhadas
nos cinco continentes. Convém salientar, que uma entomofagia de massa, pode
representar uma ameaça as espécies de insetos comestíveis e desestabilizar os
ecosistemas aos quais eles são essenciais. Exemplo, consumir alguns milhões de
gafanhotos migratórios pode ser uma vantagem para alimentar a população e
proteger os campos dos efeitos desastrosos da passagem desses insetos. Mais
informações, receitas e um vídeo AQUI ( da correspondente do blog em Montpellier ).
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Totens chineses
terça-feira, 23 de novembro de 2010
O melhor da fotografia subaquática de 2010
O melhor da fotografia subaquática de 2010. Dois concursos; our world underwater 2010 e DEEP Indonésia 2010 atraíram mais de 5 mil inscrições de 20 países diferentes. O resultado pode ser conferido aqui
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
O lixo na órbita terrestre
53 anos e mais de 4500 lançamentos desde o inicio da era espacial, a órbita terrestre tem se transformado em um amontoado de coisas que vão desde urina congelada até estágios de foguetes, passando por um kit ferramentas deixado cair pela astronauta Heide Stefanyshyn-piper durante uma caminhada espacial em 2008. Com tanto lixo viajando a altíssima velocidade, os cientistas agora começam a se preocupar em iniciar uma faxina na grande bagunça instalada no espaço. Leia mais aqui
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