segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Uma torre com oito observatórios flutuantes


Na semana passada, foi divulgado o projeto vencedor do concurso internacional Taiwan Tower Conceptual Design, que previa o desenvolvimento de um projeto de uma torre de, no mínimo, 300 m de altura, em virtude da comemoração dos 100 anos de fundação de Taiwan. Além disso, o projeto deveria ter como base a sustentabilidade.


O projeto do escritório romeno DSBA, produzido em parceria com Mihai Craiun, prevê a construção de uma torre de 390 m de altura, com um design que remete a uma árvore, que terá oito observatórios flutuantes e capacidade para carregar entre 50 e 80 pessoas.

Os observatórios serão construídos em material leve, contarão com gás hélio e serão movidos verticalmente por um elevador, ambos inclusos em um forte campo magnético. A estrutura da torre, que tem fundações que vão até 30 m abaixo da terra, será em concreto. Já a conexão dos observatórios com a torre será feita em aço, com acesso por meio de uma ponte retrátil.

Em relação à sustentabilidade, o prédio contará com área verde, circulação de vento natural integrada verticalmente, produção de energia elétrica através de turbinas axiais localizadas ao longo da estrutura do prédio, painéis fotovoltaicos em toda a estrutura, sistema de captação e reutilização de água da chuva e uma usina geotérmica de energia para aquecer o edifício durante o inverno e para aquecimento de água.

Regulamento do concurso previa projeto que fosse símbolo de sustentabilidade
Observatórios flutuantes serão carregados verticalmente por elevador
O prédio contará com uma central de informações, escritórios, restaurantes, espaços para conferências e um museu sobre a história do país. Apesar da altura, o prédio ainda é menor que o Taipei 101, com 509 m. O início da construção está previsto para 2012 e deve custar cerca de US$ 500 milhões. A intenção é que cerca de cinco milhões de pessoas visitem o prédio anualmente. ( do piniweb ).
Nova torre só será mais baixa que a Taipei 101, de 509 m de altura

domingo, 28 de novembro de 2010

Uma montanha-russa que atinge 240 km/h

sábado, 27 de novembro de 2010

A coleta de lixo feita no subsolo das cidades


Logo abaixo das ruas de Barcelona, existe uma outra malha de tráfego. A uma profundidade de 5 metros, o lixo de casas, escritórios e até hospitais da capital catalã viaja a uma velocidade de cerca de 70 quilômetros por hora por meio de 113 km de tubulações, rede a vácuo que literalmente suga os resíduos produzidos pela população. Todas as vias conduzem aos mesmos destinos, centrais de armazenamento onde o material é processado, estocado em contêineres e finalmente levado a estações de reciclagem ou de incineração.

A chamada coleta pneumática, desenvolvida pela empresa sueca Envac, transformou a gestão de resíduos de Barcelona desde que foi adotada, no início dos anos 90. Hoje a cidade tem 30% do lixo coletado em oito pontos. Cada uma dessas malhas subterrâneas é independente, conectada por dutos a uma central específica. Pode parecer futurista demais, mas existem 600 redes semelhantes espalhadas por 150 cidades de todo o planeta.

As vantagens ambientais são muitas: o fim dos caminhões de lixo, a diminuição das pilhas de sacos nas ruas e o estímulo à coleta seletiva, já que cada tipo de resíduo - reciclável, não-reciclável e orgânico - é lançado na rede subterrânea separadamente e vai para contêineres próprios.

"A ausência de caminhões de lixo evita odores, acúmulo de lixo e melhora o tráfego. Além das vantagens ambientais, o sistema proporciona um melhor aproveitamento do espaço urbano", afirma Carlos Vazquez, chefe do Departamento de Gestão de Resíduos da prefeitura local.

O bairro de Lesseps, no distrito de Gràcia, adotou a coleta a vácuo recentemente, em 2009. O presidente da associação de moradores, Josep Maria Flotats, é um dos entusiastas do sistema, que atende 5,6 mil pessoas em Lesseps. "O bairro está mais bonito, limpo e sem odores. Não há mais acúmulo de lixo pelas ruas à espera dos caminhões de coleta, cuja ausência também tornou o bairro menos barulhento", conta o barbeiro de 65 anos, que organizou uma visita à central de coleta para os moradores no fim do ano passado. "É importante mostrar à população para onde de fato está indo o lixo que ela produz. Todos ficaram satisfeitos."
O vice-presidente da Envac Iberia, Albert Mateu, que administra os sistemas na Espanha e em Portugal, afirma que a coleta a vácuo deve cobrir 70% de Barcelona até 2018, ano em que a empresa espera concluir as outras redes de coleta projetadas para a cidade. "Infelizmente, não é possível chegar a 100% por conta de alguns bairros com pequenas colinas e irregularidades no terreno, que inviabilizam a instalação dos dutos", explica.


Barcelona instalou o primeiro sistema de coleta subterrânea para os Jogos Olímpicos de 1992. O sistema criado para a vila olímpica construída com tecnologias sustentáveis no bairro Poblenou, a noroeste da cidade, atende ainda hoje a 4,4 mil residências. O exemplo da vila deu origem às outras sete redes de coleta, que, 18 anos depois, beneficiam aproximadamente 324 mil moradores.
Eficiente e caro. Segundo Mateu, a instalação da Envac tem quatro grandes turbinas que evitam obstruções na tubulação. Quando ocorrem, os problemas são logo identificados por uma central computadorizada que monitora todos os trajetos. "No caso de entupimento, acionamos as turbinas. Com o ganho de poder de sucção, em 90% dos casos desobstruímos o cano." Nas demais emergências, o problema é resolvido manualmente.


O sistema é eficiente, mas não barato. Já foram investidos 156 milhões em Barcelona. A instalação de uma rede capaz de atender a 18 mil famílias custa, em média, 50 milhões.
Vasquez explica que o financiamento é feito de duas formas. Em áreas de urbanização nova ou recente, a iniciativa privada banca o equivalente a 57% do custo. Em áreas urbanas já consolidadas, o financiamento público chega a 92% do total. "O investimento público também vem de fundos (da União Europeia)."

De acordo com Fábio Colella, gerente comercial da Envac no Brasil, o sistema diminui o custo da coleta entre 30% e 40%. "O investimento é alto, mas compensado a longo prazo."
Apesar de parecer inovador, o recolhimento subterrâneo de lixo a vácuo existe desde 1961, quando foi instalado para atender a um hospital na cidade sueca de Sollefteå. Desde então, começou a ser aplicado em outras partes do país, mas só ganhou novos mercados na Europa a partir dos anos 90. "Acredito que o sistema ganhou visibilidade quando a gestão das cidades passou a ser pensada sob um ponto de vista sustentável", afirma Colella.


NO BRASIL

Brasília, que abriu licitação para mudar a coleta de lixo, pode ser a primeira cidade do País a ter um sistema a vácuo subterrâneo. "Vamos apresentar o projeto ao governo distrital e disputar licitações", diz o gerente da Envac no Brasil, Fábio Colella. Segundo ele, o projeto poderia ser inaugurado já em 2011. Colella diz que, desde 2007, a empresa estuda trazer a tecnologia a cidades como São Paulo e Rio. ( do estadão ).

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Os alimentos do futuro


Cada ano, 60 bilhões de animais (sem contar os peixes), são abatidos para o consumo humano. Substituir a carne e/ou o peixe pelas larvas é uma das pistas que vem sendo estudada pela FAO para garantir a alimentação da população mundial nas próximas décadas (9 bilhões de pessoas em 2050). Espetinhos de gafanhoto, escorpiões ao molho piquante, larvas fritas … o cardápio não parece nada apetitoso, mas vamos ter que nos habituar à esta idéia que é tao antiga quanto o homem. Na verdade, os insetos  representam uma biodiversidade extremamente importante e conforme diversos experts será o futuro da nossa alimentação. Atualmente, escorpiões, gafanhotos, escaravelhos… já fazem parte dos cardápios de inúmeros países asiáticos, do México… e representam uma fonte, não negligente, de proteinas, de vitaminas e de sais minerais. As larvas das abelhas constituem uma excelente fonte de vitamina D e a carne do gafanhoto oferece bem mais glicídios e cálcio que qualquer carne bovina. Apenas para se ter uma idéia, um enxame de gafanhotos, representa 400 000 toneladas de proteinas. E em termos de calorias e gordura, por exemplo, 100 gramas de carne moida contém mais do dobro em comparação a 100 gramas de grilos.

Um bom rendimento : para se produzir 1 kg de carne bovina, precisamos de 10 kg de produções vegetais, enquanto que para se produzir a mesma quantidade de insetos precisamos apenas de 3 kg de vegetais. A entomofagia – nutrição a base de insetos – poderá ser a solução ideal e pouco a pouco, ela vem ganhando terreno no Ocidente graças aos seus argumentos nutricionais. Atualmente, mais de 1400 espécies de larvas e de insetos são consumidas em aproximadamente 90 países e 3 000 etnias espalhadas nos cinco continentes. Convém salientar, que uma entomofagia de massa, pode representar uma ameaça as espécies de insetos comestíveis e desestabilizar os ecosistemas aos quais eles são essenciais. Exemplo, consumir alguns milhões de gafanhotos migratórios pode ser uma vantagem para alimentar a população e proteger os campos dos efeitos desastrosos da passagem desses insetos. Mais informações, receitas  e um vídeo AQUI ( da correspondente do blog em Montpellier ).

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Totens chineses

Estas fotos foram tiradas pelo fotógrafo Francês, ALAIN DELORME em Shangai, entre 2008 e 2009. Ele chamou a série de fotos de Totens.

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