CITAÇÃO : "Imaginar é mais importante do que saber. O conhecimento é limitado. A imaginação abarca o universo." Albert Einstein
domingo, 16 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Arte na ponta do lápis
Dalton Ghetti (1961-) é um artista conhecido por criar obras de arte nas pontas dos lápis.
Dalton, que trabalha como carpinteiro há cerca de 25 anos, usa três ferramentas básicas para fazer suas criações – uma lâmina de barbear, agulhas de costura e uma faca de modelagem. Recusa-se a usar lupa e nunca vendeu nenhum de seus trabalhos, somente presenteia os amigos. Ele disse: "Eu uso a agulha de costura para fazer furos ou cavar o grafite. Eu crio linhas e transformo o grafite lentamente na minha mão".
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Vinhos do semiárido brasileiro possuem maior quantidade de substância anticancerígena
Os vinhos elaborados no submédio do Vale do São Francisco,
região localizada entre a Bahia e Pernambuco, com as variedades
Syrah, Tempranillo e Petit
Verdot possuem, respectivamente, quantidades de trans-reverastrol 6, 3
e 2 vezes mais que o mesmo produto de origem francesa, espanhola ou argentina.
Pesquisas na área de medicina revelam que essa substância tem ação
anticancerígena e preventiva de doenças
cardiocirculatórias, segundo informações da Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Nas parreiras, o
trans-reverastrol tem a função de proteger as plantas de determinados
tipos de estresses físico e ambiental. Nas áreas de cultivo do semiárido
brasileiro, a prática de interromper a irrigação em um ambiente de alta
temperatura, quando os frutos estão próximos ao ponto de colheita, faz com que
as plantas acelerem seus mecanismos de defesa e produzam mais compostos de
interesse biológico como trans-resveratrol, quercetina e
rutina. Os resultados fazem parte dos estudos obtidos pela
professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Luciana Lima, em
sua tese de doutorado.
Tipicidade
De acordo com o enólogo da Embrapa, Giuliano Elias Pereira, o clima
quente e seco da região pode explicar a diferença na concentração
desses elementos químicos entre os vinhos do semiárido e
aqueles processados nas zonas de temperatura mais amena da Europa, dos Estados
Unidos, da Argentina e mesmo do Rio Grande do Sul.
Para ele, nos
percentuais em que são encontrados leva-se a crer que o consumo de
vinhos tropicais do Brasil poderá ser mais benéfico à
saúde do que outros tipos de vinhos elaborados nas zonas tradicionais
de produção, de clima temperado. “Um produto com potente ação antioxidante,
capaz de transformar o mal (LDL) no bom (HDL) colesterol, tem um apelo comercial
capaz de dar grande evidência aos vinhos do vale do São Francisco”, afirma
Pereira.
A região já é marcada por uma situação que é única dentre todas
as áreas vinícolas ao redor do planeta: é a única onde a
combinação de ambiente e desenvolvimento tecnológico tornou possível a produção
de uvas e a elaboração de vinhos em qualquer época do ano, com características
distintas de qualidade e tipicidade.
Geografia
A possibilidade cria uma situação também muito distinta da europeia e das
zonas vinícolas das Américas do Norte e do Sul. Em países como a França e a
Argentina, por exemplo, os enólogos em 30 anos de vida profissional chegam a
elaborar 30 vinhos. No submédio do vale do São Francisco, um mesmo profissional
pode elaborar esta mesma quantidade em apenas um ano, por ser possível escalonar
a produção, entre os meses de maio e dezembro, e realizar colheitas uvas e
vinificar todas as semanas e todas as quinzenas.
A
vitivinicultura é uma atividade de crescente importância no negócio
agrícola do semiárido brasileiro. Com seis vinícolas instaladas, a produção na
região já representa 18% do mercado nacional de vinhos finos. É a segunda maior
do país, atrás do Rio Grande do Sul.
A presença de compostos como o
trans-resveratrol, quercetina e rutina nos vinhos das variedades Syrah,
Tempranillo e Petit Verdot, registrada por métodos científicos em laboratórios
da Embrapa e das Universidades Federais em Pernambuco (UFRPE e UFPE), é base
para caracterização física, química e sensorial. Segundo Giuliano Elias Pereira,
são informações que valorizam uma identidade regional e favorecem a adoção de
mecanismos como a Indicação Geográfica de Procedência dos
vinhos do vale
( do globo rural ).
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Última fronteira intocada da Terra prestes a ser alcançada
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O que pode haver no ambiente intocado do Lago Vostok ninguém sabe,
mas as especulações incluem formas de vida únicas, que evoluíram de forma
independente. [Imagem: SCAR]
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Se algum ambiente da Terra ainda pode ser considerado totalmente intocado, este é o caso do Lago Vostok.
Até hoje "visto" apenas por radar, o lago está escondido nas profundezas da Antártica, coberto por uma camada de 4 quilômetros de gelo.
Os cientistas acreditam que ele está assim, selado e isolado do restante do macroambiente terrestre, aí incluída a atmosfera, há pelo menos 14 milhões de anos.
O que pode haver lá ninguém sabe, mas as especulações incluem formas de vida únicas, que evoluíram de forma independente.
O fato é que, o que quer que viva no Lago Vostok, são organismos muitos antigos - ou, quem sabe, formas de vida totalmente desconhecidas.
Preservação
Mas esse suspense não vai durar por muito tempo.
O Secretariado do Tratado da Antártica, o organismo supranacional que cuida da preservação do continente, autorizou a primeira captura direta de uma amostra de água do Lago Vostok.
Os pesquisadores do instituto russo AARI (Arctic and Antarctic Research Institute) já estão a postos, e esperam que sua perfuratriz atinja o até agora insondável Lago Vostok ainda em Janeiro.
A grande preocupação do Secretariado era evitar qualquer contaminação das águas intocadas do lago.
A autorização foi dada depois que os russos idealizaram uma técnica de exploração bastante engenhosa, em que a pressão da água do próprio lago irá empurrar todo o aparato de perfuração para cima, congelando-se em seguida e selando novamente o Lago Vostok.
Na verdade, a proposta foi feita em 1998. Seguiram-se etapas exaustivas em que especialistas questionavam cada chance de erro do procedimento proposto pela equipe. Mas parece que eles conseguiram convencer a todos.
Fronteira desconhecida
Agora que a autorização foi dada, os pesquisadores russos, sediados na estação que também leva o nome de Vostok, correm contra o tempo, à medida que se aproxima o fim da estação de pesquisas na Antártica.
Segundo Valery Lukin, do AARI, a base do novo poço está agora a 3.650 metros, mais ou menos 100 metros acima do lago.
"Nós primeiro vamos usar uma broca mecânica e [a mistura tradicional de] freon e querosene para atingir 3.725 metros. Então, uma nova cabeça de perfuração termal especialmente desenvolvida, usando um fluido limpo à base de óleo de silicone e equipada com uma câmera, vai passar pelos últimos 20 a 30 metros de gelo."
Embora o Lago Vostok seja bem conhecido a partir de dados sismológicos e de radar, essas informações não são precisas o suficiente para determinar exatamente a que profundidade está a fronteira entre o gelo e a superfície líquida do lago.
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O gigantesco lago subglacial está a quase quatro quilômetros abaixo
da estação russa Vostok, de onde a saída é bem sinalizada, embora os caminhos
sejam longos. [Imagem: I.E.Frolov/AARI]
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Segundo Lukin, em entrevista ao jornal The Voice of Russia, os métodos geofísicos utilizados têm uma margem de erro de 20 metros.
"Assim, a fronteira gelo-água pode estar localizada entre 3.730 e 3.770 metros. Nós esperamos, mas não temos certeza que será possível, alcançar o lago durante esta estação Antártica, porque não podemos avançar mais do que 4 metros por dia, dadas as circunstâncias," relatou.
Com isso, os cientistas não conseguem prever com exatidão quando seu mecanismo automático entrará em ação e trará à superfície as amostras tão esperadas, uma verdadeira cápsula do tempo, isoladas da atmosfera e da biosfera terrestre por milhões de anos.
"Naturalmente, será um excelente material natural para desenvolver tecnologias, resolver problemas de engenharia e conduzir experimentos voltados para a busca de vida em outros planetas do Sistema Solar," completou Lukin.
Lagos na Antártica
O glaciologista russo Igor Zotikov foi o primeiro a propor a existência de lagos abaixo da superfície da Antártica.
Ele estimou que o calor do solo da Antártica fundiria o gelo, e a grossa camada de gelo acima funcionaria como uma espécie de garrafa térmica, fazendo com que a água em estado líquido se acumulasse.
Mais tarde, dados sísmicos e de radar confirmaram a existência de um gigantesco lago abaixo da estação russa Vostok. O lago, que herdou o nome da estação, tem 20 mil quilômetros quadrados de área e uma profundidade de 740 metros de água líquida.
Atualmente já são conhecidos mais de 150 desses lagos subglaciais ( do inovação tecnológica ).
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Um projeto de hotel flutuante
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| Parte inferior em forma de casco permite flutuação do edifício |
O escritório russo Remistudio desenvolveu o projeto conceitual de um hotel
com estrutura em forma de arco, capaz de flutuar. O edifico de 30 m de altura
denominado Ark Hotel foi desenvolvido dentro do programa "Architecture for
Disaster Relief", realizado pela União Internacional dos Arquitetos (UIA), com
base na preocupação com as mudanças climáticas e com a elevação do nível do
mar.
A construção é iniciada a partir da instalação de um suporte central que tem, em sua parte inferior, uma unidade de transformação de energia térmica em energia elétrica. Em seguida, são instalados os arcos e o fechamento. Toda a construção seria realizada com a energia gerada pela própria unidade do suporte central.
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| Etapas de construção |
O projeto do Ark Hotel prevê quatro pavimentos de quartos, todos conectados ao jardim interno, além de um grande espaço aberto, que permitiria a circulação das pessoas pelo edifício.
Os 3,2 mil m² de área construída seriam cobertos por Etileno Tetrafluoretileno (ETFE), película plástica mais leve que o vidro, mas que garante a mesma luminosidade. Além disso, o edifício conta com um sistema de reuso de água da chuva e placas fotovoltaicas colocadas sobre a cobertura ( PINIweb ).
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| Edifício também pode ser construído em terra, em áreas com alta incidência de terremotos |
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| Estrutura do edifício será feita em arcos de madeira e cabos de aço comprimidos |
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| Estrutura inferior conta com unidade de transformação de energia térmica em energia elétrica |
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| Esquema de geração de energia |
domingo, 9 de janeiro de 2011
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