terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Um inédito sistema de purificação de água


Happy Basin - purificação de água instantânea para consumo (Imagem:Divulgação)

Preocupados com a falta de água potável no planeta, os designers coreanos Woo-sik Kim e Duck Soo Choi desenvolveram a “Happy Basin” (bacia feliz – em tradução livre) para promover a purificação instantânea de água. A inveção trata-se de um sistema pessoal para filtração de água para pessoas que moram em ambientes remotos.
Mais de uma em cada seis pessoas no mundo não têm acesso à água doce potável.  Das mortes por diarréia, 88 por cento são atribuíveis à escassez de água potável e à falta de instalações sanitárias. Portanto, a ideia dos coreanos oferece uma solução prática para pessoas que moram em ambientes remotos.
Geralmente associamos os problemas de água poluída com países não desenvolvidos e raramente pensamos que cidades plenamente desenvolvidas poderiam passar por uma situação de falta de água. Dessa forma, engenhocas como a Happy Basin também servem como solução para a purificação instantânea da água potável.
 A "bacia com furos", que imita a tipografia do mundo, é um produto inovador que possui filtros de cerâmica nano embutido na parte inferior. O sistema consiste em uma bacia perfurada, que ao ser inserido em um local com água suja, faz com que a água ultrapasse o meio filtrante no fundo da bacia e crie uma fonte de água purificada para consumo, permitindo ainda a armazenagem em outros recipientes, caso necessário. Os "buracos de entrada de água", através da tensão superficial da água poluída a permite passar através dos filtros, onde os poluentes ficam retidos e a água se torna potável ( do ciclovivo )

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Uma máquina que transforma embalagens plásticas em óleo


Uma interessante invenção japonesa que recicla as embalagens plásticas transformando-as em óleo. Uma máquina que com certeza no futuro estará presente nas residências das pessoas.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Enocultura - monte sua biblioteca


Vino Argentino
Laura Catena, Chronicle Books, 240 páginas, US$ 27,50

Laura Catena, filha de Nicolás Catena, produtor que revolucionou a vinicultura da Argentina nos anos de 1980, é a autora deste guia sobre vinhos argentinos. A obra é recheada de fotos incríveis, que vão de belas paisagens até cenas do cotidiano das cidades exploradas por Laura, que adicionam vida ao texto fácil e agradável de ler. Nas palavras de Anthony Dias Blues, editor-chefe da prestigiada publicação norte-americana The Tasting Panel Magazine: "Um livro único. Escrito, acima de tudo, com paixão".





Enoturismo
Firmino Esplendor, 115 páginas, R$ 25
Um guia prático sobre enoturismo. Essa é a melhor maneira de descrever a última obra de Firmino Esplendor, enólogo e professor responsável pela formação de mais de 600 profissionais da vitivinicultura. Segundo o autor, este livro traça horizontes com previsões para quem atua na área da recepção turística, além de convidar seus leitores a conhecer as riquezas regionais e paisagens panorâmicas que a região vitivinícola brasileira oferece. Os exemplares podem ser solicitados diretamente com o autor pelo e-mail: adegasplendor@terra.com.br ( da revista Adega ).

O fruto da Abadia

Igreja da cidade de Taggia
Quem viaja do sul da França à Itália, saindo de Nice e atravessando a belíssima e luxuosa Côte d'Azur, passando pelo Principado de Mônaco, vê montanhas percorrendo por um lado e o mar pelo outro, na porção mais ao norte do mar Mediterrâneo. Este é o impressionante cenário que se avista e, mais importante, que acolhe, com carinho, o fruto da oliveira ao chegarmos à Ligúria, na Itália.

Aí, a azeitona se beneficia do clima Mediterrâneo, estando protegida pelas montanhas. A Ligúria torna-se um verdadeiro éden para as oliveiras, assim como para nossos olhos. Localizada no noroeste italiano, essa região fronteiriça com a França possui Gênova como capital, um dos mais importantes portos do Mediterrâneo, principalmente durante o período das grandes navegações, já que é a terra de Cristóvão Colombo. Em meio a alguns paraísos como Portofino e Cinque Terre, outras importantes províncias, além de Gênova, são as de Impéria, La Spezia e Savona.
O paraíso de Portofino
A origem histórica da olivicultura na terra de Colombo continua ainda um tanto incerta, porém a teoria mais provável é a de que as olivas tenham tido seu cultivo organizado quando foram introduzidas pelos monges beneditinos da Abadia de Taggia, durante a Idade Média. No entanto, há indícios da presença de oliveiras desde 3000 a.C.
No entanto, foi a partir do século XVI que a região iniciou um grande processo de desenvolvimento, o que fez com que, já no século seguinte, o comércio do óleo de oliva se tornasse uma de suas principais atividades econômicas. Naquele século, muitos dos vinhedos e culturas de cereais da região foram substituídos por olivais, transformando assim sua paisagem agrícola.


Casa de Colombo, filho mais ilustre da Ligúria
Taggiasca
O cultivar mais difundido na região é a Taggiasca, tendo seu nome derivado de Taggia, uma vez que foram os mesmos monges beneditinos que iniciaram seu cultivo, por volta do século XII. São olivas pequenas e que geralmente não são colhidas até alcançarem o completo estado de maturação, normalmente no mês de dezembro. Seu paladar pode ser considerado como uma antítese ao estilo Toscano, mais amargo e picante. Outros cultivares encontrados na região são as autóctones Lizona, Morino, Olivana e Razzola, típicas da província de Savona, e Colombaia e Pignola, encontradas na província de Impéria.


Maquetes de moinhos são algumas atrações do Museo dell'Olivo
Riviera Ligure DOP
Por se tratar de uma região relativamente pequena, Riviera Ligure é sua única Denominação de Origem Protegida (DOP), percorrendo quase toda a Ligúria. Ela passa pelas províncias de Impéria, Gênova, Savona e La Spezia. A denominação é, portanto, subdividida em três:
Impéria é a Riviera de Fiori, onde o óleo deve ser produzido por, no mínimo, 90% do cultivar Taggiasca, de onde vem o melhor óleo da região. Savona é representada pela Riviera del Ponte Savonese, cujo óleo é produzido por, no mínimo, 60% de Taggiasca. O azeite que mais caracteriza essas duas províncias é conhecido como Biancardo, obtido da colheita tardia de azeitonas bem maduras - o que o torna frutado e bastante fluido, características muito presentes nos azeites lígures. As províncias de Gênova e La Spezia fazem parte da zona intitulada Riviera del Levante, cujo óleo deve ser produzido com 65% de Taggiasca (aqui conhecida como Lavagnina) e com as autóctones Razzola e Pignola.

Além de suas respectivas porcentagens exigidas, os azeites desta DOP devem seguir algumas outras exigências como: os cultivares destinados à sua produção devem ser colhidos até o dia 30 de janeiro; sua lavagem deve ser feita em temperatura ambiente, sendo também o único processo permitido antes do processo de oleificação - que deve ser efetuado durante as 36 horas seguintes à chegada ao lagar -; e, por fim, sua cor deve estar entre o amarelo e o verde claro. Os azeites lígures harmonizam-se muito bem com massas doces e, obviamente, com o molho mais famoso da região, o pesto.

Museo dell'Olivo
Museo dell'Olivo Caso um dia você vá passar pela região, não deixe de visitar o Museo dell'Olivo, na cidade de Impéria, um dos mais importantes, senão o mais, de óleo de oliva de todo o mundo. O museu nos mostra todos os processos, histórias e curiosidades que temos discutido ao longo destas edições de ADEGA. Possui inscrições que datam 2000 a.C. de transações de óleo de oliva feitas na Babilônia; a expansão do óleo desde o Oriente Médio até chegar no Mediterrâneo; as utilizações sacramentais; ânforas, jarras de cerâmica, diferentes prensas, entre outras curiosidades que encantam os verdadeiros apreciadores do óleo de oliva ( da revista Adega ).

sábado, 12 de fevereiro de 2011

As festas no subsolo de Paris

Um malabarista chamado Louis faz girar uma tocha em uma reunião dentro de uma pedreira. Mais de 300 quilômetros de túneis serpenteiam pelas fundações da Paris, quase todos proibidos. Mas as festas acontecem assim mesmo.
...Paris tem uma conexão bem mais profunda e estranha com seu subsolo que qualquer outra cidade. As artérias e os intestinos de Paris - os milhares de quilômetros de túneis que perfazem as redes de esgoto e de metrô, das mais antigas e densas do mundo - são apenas parte desse universo underground. Sob a capital francesa encontram-se espaços de todos os tipos: canais e reservatórios, criptas e caixas-fortes, adegas transformadas em boates e galerias. Os mais surpreendentes são ascarrières - as velhas pedreiras de calcário que se espalham em uma rede profunda e intrincada, a maioria na região sul da metrópole.

Ao longo do século 19, extraíam-se desses túneis e cavernas pedras para construção. Em seguida, sitiantes cultivavam cogumelos ali. Durante a Segunda Guerra Mundial, combatentes da clandestina Resistência Francesa escondiam-se em algumas pedreiras. Alemães construíam bunkers em outras. Hoje em dia, perambulam pelos túneis uma comunidade informal, sem líderes, cujos membros às vezes passam dias e noites sob a cidade. Eles são chamados decatafilistas - literalmente, amigos das catacumbas.

Entrar nas pedreiras tornou-se proibido a partir de 1955, de maneira que os catafilistas tendem a ser jovens em fuga do mundo da superfície e de suas regras. Os veteranos dizem que a cena subterrânea floresceu nos anos 1970 e 1980, época em que o tradicional espírito de rebeldia parisiense sofreu o choque revitalizador da cultura punk. Penetrar no subsolo era mais fácil então, quando havia bem mais entradas abertas. Alguns catafilistas descobriram que podiam entrar nas pedreiras através de passagens esquecidas no porão de suas escolas. Dali, rastejavam para dentro de túneis repletos de ossos - as famosas catacumbas. Em lugares só por eles conhecidos, os catafilistas faziam festas, montavam shows e peças, criavam arte, tomavam drogas. A liberdade reinava nos subterrâneos, até mesmo a anarquia... leia mais aqui

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Lake Vostok, o lago mais profundo do planeta

O Lago Vostok (veja um interessante infográfico) é uma massa de água sub-glacial localizada na Antártida, por baixo da Estação Vostok, um centro de investigação dirigido pela Rússia. Este lago permaneceu desconhecido durante muito tempo, graças ao seu peculiar enquadramento geográfico e permanece como uma das últimas zonas por explorar do planeta Terra. Só em 1996 se descobriu a sua verdadeira extensão. O lago Vostok tem uma forma elíptica com 250 km de comprimento e 40 km de largura cobrindo uma área de 14 mil km². O seu fundo é irregular e divide-se em duas bacias, a mais profunda com cerca de 800 m e a outra com 200 m. Calcula-se que o lago contenha um volume de 5.400 km³ de água doce. Está totalmente protegido da atmosfera e outros contactos com o exterior por uma espessura de 4 km de gelo antártico... continue lendo

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

12 mil jornais online em único site


A página funciona como um guia online de jornais de praticamente todo o mundo. A idéia é oferecer acesso rápido e gratuito às últimas notícias ao redor do globo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um quadro e uma história inédita de Claude Monet


Götz Czymmek é um homem paciente. Durante duas décadas, ele guardou um segredo que qualquer amante da arte adoraria bradar ao mundo.
Em 1991, na função de curador do Museu Wallraf Richartz, em Colônia, Alemanha, ele recebeu um telefonema anônimo de uma senhora, informando que uma tela de Claude Monet (1840-1926), original e bem preservada, estava à sua disposição.
Guardada numa caixa de papelão no porão da misteriosa mulher, a obra só seria cedida sob determinadas condições: a doadora queria permanecer anônima e o Monet só poderia ser exibido após sua morte.
Museu Wallraf Richartz
"De início, não levei a senhora muito a sério", confessa Czymmek. "Ela insistiu que eu levasse imediatamente o quadro comigo, pois não queria tê-lo em casa. Assim, dirigi de volta a Colônia com um Monet numa caixa de papelão, no banco de trás do meu carro."
O curador nunca mais viu a doadora, embora, pelo menos uma vez por ano, ela lhe enviasse uma breve mensagem: "Ainda estou viva!". Neste meio tempo, ela faleceu, e Götz Czymmek ficou livre para revelar seu segredo.
"Cena primaveril em Vétheuil"
Muitas obras de arte são doadas ao museu, porém ganhar de presente uma tão valiosa assim, só acontece uma vez na vida, comenta o curador. "Frequentemente recebemos pinturas e estamos felizes com as muitas aquisições, mas às vezes esses quadros nos chegam por não serem vendáveis, e geralmente estão em más condições", explica.
Au-dessus de Vétheuil – Effet de printemps (Acima de Vétheuil – Efeito primaveril) é uma exceção. Tendo como motivo uma cena na cidade onde Monet viveu de 1879 a 1881, ele foi identificado como um original de 1880. Trata-se de um momento-chave na vida do artista. Foi em Vétheuil que sua esposa Camille faleceu, e que ele conheceu sua segunda companheira, Alice.
Na primavera de 1880, o artista realizava sua primeira exposição individual, após recusar-se a participar da 5ª Mostra de Pintura Impressionista, em Paris, sinalizando, assim, o intento de se distanciar de seus contemporâneos. Foi nesse ano também que ele lançou as bases de sua pintura paisagística, as quais vigorariam pelo século 20 adentro.
O cheiro da autenticidade
'Margem do Sena perto de Port Villez' foi declarado falsificação
Entretanto o quadro inédito, em si, não preenche nenhuma lacuna na obra de Monet, comenta à Deutsche Welle Mario von Lüttichau, curador do Museu Folkwang de Essen. "Claro, é sempre significativo descobrir uma obra de um artista de ponta como Monet. Mas essa paisagem não é especialmente reveladora, e os historiadores da arte não estavam à procura dela."
Em 2008, descobriu-se que o suposto Monet Margem do Sena perto de Port Villez, exposto no Museu Wallraf Richartz desde 1954, era uma falsificação.
Porém Czymmek está absolutamente seguro de que o Monet inédito é verdadeiro. E, como prova, aponta na parte de trás da tela, para um velho selo da Galeria Bernheim-Jeune de Paris, que vendeu algumas peças daquele expoente do Impressionismo.
Só que selos podem enganar, ressalva Von Lüttichau. São certamente um indicador, porém são conhecidos casos de pinturas que se revelaram falsificadas, "apesar de terem os selos certos atrás". "Para mim, decisiva é a experiência de ver – até de cheirar – a pintura. Só assim se pode dizer que seja autêntica."
Götz Czymmek relata que a idosa doadora entrou de posse da paisagem na década de 1940. Assim, não se pode excluir a possibilidade de que os nazistas a tenham roubado do proprietário anterior, durante a guerra. "Contudo a pintura já foi divulgada há alguns meses, e até agora ninguém a reclamou."
Efeito primaveril está exposta ao público na sala impressionista do Museu Wallraf Richartz, que celebra 150 anos de fundação em 2011 ( da Deutsche Welle ).
* Atualmente no Grand Palais em Paris está havendo uma exposição sobre Monet. Saiba mais AQUI

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