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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Saiba como abrir um vinho usando um saca-rolhas tipo pinça

Às vezes, por mais que você tenha cuidado na hora de usar um saca-rolhas convencional para abrir uma garrafa, pode acontecer de a rolha quebrar. Em vinhos muito antigos, cujas rolhas tendem a estar bastante desgastadas pelo tempo, isso pode ser um problema. Contudo, é para evitar esses transtornos que existe o saca-rolhas tipo pinça. Com duas lâminas finas, uma um pouco maior do que a outra, este abridor é desenhado para minimizar o problema da quebra das rolhas. A técnica para abrir com ele é mais complicada do que com os saca-rolhas convencionais, mas a chance de a rolha se partir é quase nula. Sendo assim, explicamos como usá-lo: ( revista adega).
1 - Tire o lacre e limpe o gargalo para retirar qualquer tipo de sujeira que haja sobre a rolha.
2 - Você deve ser delicado ao manusear as pinças. Tente inserilas cuidadosamente entre a rolha e o vidro do gargalo da garrafa. Provavelmente será preciso fazer pequenas rotações para que o encaixe seja perfeito. Mas muito cuidado para não enfiar a rolha gargalo abaixo.
3 - Com movimentos suaves e pequenas rotações para que a rolha desprenda do vidro, vá retirando-a aos poucos. Parece simples, mas requer sutileza.

sábado, 30 de abril de 2011

O mundo do vinho

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Como uma degustação foi capaz de mudar o mapa da vitivinicultura mundial?

Reprodução da pintura do mestre flamengo, Peter Paul Rubens, representando Paris e as três deusas, que tentam seduzi-lo para ficar com a maçã dourada. Segundo a mitologia, foi a partir da escolha de Paris que teve início a Guerra de Troia
Para quem gosta de mitologia, o Julgamento de Paris representa o começo da Guerra de Troia. Diz a lenda que Paris, príncipe de Troia, teve a incumbência de escolher entre Hera, Atenas e Afrodite, qual era a deusa mais bela - que, assim, receberia a "maçã dourada" (dita maçã da discórdia). Cada uma delas usou de suas artimanhas para convencer o príncipe, que acabou por escolher Afrodite depois de ela lhe prometer o amor da mulher mais bela da terra, Helena de Esparta, esposa do rei Menelau. Assim começaria a narrativa da mais famosa guerra do mundo.
"Steven (Spurrier) certamente não quis causar uma guerra entre Estados Unidos e França. Ele só queria introduzir os vinhos californianos no país, que eram pouco conhecidos pelos entendidos", afirma George M. Taber, único jornalista presente no evento que viria a ser conhecido como "Julgamento de Paris". Mas foi a partir de um brevíssimo artigo escrito por esse "Homero" moderno e publicado na prestigiada norte-americana revista Time, na segunda- feira, 7 de junho de 1976, que se desencadeou uma das maiores revoluções da vitivinicultura mundial, com a quebra do paradigma em torno do sagrado terroir francês e de que somente ele era capaz de produzir vinhos de excelência.

Antes do Julgamento, o mundo do vinho estava dividido entre a França - que produzia os santos néctares consagrados universalmente - e o resto do planeta, que tentava copiar os franceses de alguma forma. E, segundo os próprios franceses e grande parte da crítica, sem sucesso. Assim, esse evento, de resultado totalmente inesperado, fez com que a inabalável crença da superioridade francesa ruísse e abrisse caminho para o que temos hoje, ou seja, vinhos de excelente qualidade produzidos em quase todos os terroirs do globo, vinhos que podem até competir em pé de igualdade com os ícones da França. Se não fosse pelo Julgamento, os vinhos do Novo Mundo ainda seriam vistos como de segunda linha.

Uma vitória improvável
A ideia de contrapor franceses e norte-americanos em degustação foi de Patricia Gallagher, então sócia de Spurrier - na época era apenas dono de uma loja de vinhos em Paris e de uma escola para cursos sobre esta bebida. Eles então queriam aproveitar como mote a celebração dos 200 anos da Independência dos Estados Unidos. Para preparar o evento, foram à Califórnia provar os vinhos pessoalmente. Muitos dos vitivinicultores não quiseram recebê-los. Vários ficaram aborrecidos com a "infeliz" ideia de "humilhar" os norte-americanos justamente no ano de seu bicentenário. Ou seja, nem eles acreditavam que seus vinhos poderiam fazer frente aos franceses.

"Planejei a degustação para chamar a atenção para a qualidade do vinho californiano. Teria ficado feliz com um segundo e quarto lugares, não esperava duas primeiras colocações! É importante deixar claro que minha ideia original não incluía uma degustação às cegas comparativa. O evento só tomou esse formato depois de eu perceber que apenas uma pessoa - Aubert de Villaine, que era casado com uma californiana - já havia provado os vinhos da região, e que o resto dos jurados veria esses vinhos de forma errada, como vindos de uma região ao norte do México. Então, a degustação às cegas foi o mais apropriado.

Jurados

Pierre Bréjoux- inspetor geral das AOC (Appellation d'Origine Contrôlée) francesas, que controla a produção dos principais vinhos do país.

Michel Dovaz- professor da Académie du Vin.

Claude Dubois-Millot-diretor de vendas do GaultMillau, guia de restaurantes, vinhos,hotéis etc na França

Odette Kahn- editora da Revue du Vin de France, a principal revista de vinhos do país 
Raymond Oliver- proprietário e chefe do Le Grand Véfour, um dos mais celebres restaurantes franceses, datando do século XVIII.
Pierre Tari- proprietário do Château Giscours e secretário geral da Associação dos Grands Crus Classés.
Christian Vannequé- sommelier do La Tour d'Argent, provavelmente o mais famoso restaurante de Paris.
Aubert de Villaine- co-proprietário do Domaine de La Romanée-Conti.
Jean-Claude Vrinat- proprietário do Taillevent, restaurante três estrelas de Paris.


Uma derrota histórica
Às 3h da tarde daquele fatídico 24 de maio de 1976, nove jurados de renome (ver tabela) se reuniram no Hotel InterContinental para avaliar Chardonnays e Cabernet Sauvignons. Não imaginavam que a hegemonia do vinho francês estava "ameaçada". Assim que foram servidos os brancos, logo uma pequena confusão se instalou, com alguns degustadores confundindo vinhos californianos com franceses e vice-versa. O resultado: Chateau Montelena em primeiro lugar. Mais do que isso, dos cinco primeiros lugares, três eram norte-americanos. Mais do que isso ainda, nenhum dos jurados deu o primeiro lugar a um francês, todos fi caram entre Montelena (seis dos nove) e Chalone (três).

Aí começava a ruir o trono da França. "Alguns jurados já tinham tido contato com os vinhos da Califórnia, mas a maioria não. Talvez por não estarem familiarizados, eles pensaram que seria como os vinhos da Argélia ou de outros lugares quentes; rude e não muito sofisticado. Eles subestimaram a qualidade das bebidas californianas", atesta Taber, único jornalista a comparecer. "Se o vinho fosse bom, todos pensavam que era francês. Montelena e Stag's Leap também tinham um estilo mais ou menos parecido com os da França", lembra Spurrier.

Para Bo Barret, enólogo chefe de Montelena, filho de Jim Barret, proprietário da vinícola, "o truque era se ocultar, apenas fazer um bom vinho com pureza, sabores pungentes e ótimo equilíbrio. Você precisa lembrar que a ideia da degustação não era dizer quais vinhos eram da Califórnia ou da França. O objetivo era escolher o mais saboroso"
Quando o resultado do flight de brancos foi anunciado por Spurrier, surpresa geral. Assim que os tintos foram servidos, a coisa ficou mais séria. Os comentários mais sisudos. As caras mais fechadas. Depois de dadas as notas, o resultado novamente foi uma vitória californiana, com o Cabernet da Stag's Leap. Porém, dessa vez, a pontuação foi mais apertada e o Stag's Leap só foi o favorito de um dos jurados. Sendo o Haut-Brion o preferido de três. Mayacamas e Ridge Monte Bello também estiveram no topo da lista de dois degustadores (veja tabela de resultados).


"Não esperava que o Julgamento fosse tão importante, mas ele se mostrou um divisor de águas na história do vinho"

O início da revolução

Assim que o evento acabou, alguns se revoltaram. "Se não houvesse um jornalista na degustação seria muito mais fácil para qualquer um negar que aquilo de fato ocorreu, ou que ocorreu de outra maneira.

Tive sorte de ser esse jornalista, de estar em Paris durante o Julgamento. Nunca imaginei que o evento fosse ter o impacto que teve. Não posso alegar que sabia disso antes de a degustação começar ou até mesmo imediatamente após seu final. A força disso tudo só ficou clara depois de algum tempo", conta Taber, hoje aos 68 anos, e que no dia seguinte ao evento completou 34.

Caso o editor da Time em Nova York não tivesse gostado da história, o mundo do vinho permaneceria o mesmo. Contudo, dias depois, lá estava a história curtíssima, sem qualquer destaque, publicada na revista (cuja capa tratava de problemas no exército norte-americano) com o nome de Julgamento de Paris. Poucos seriam capazes de prever o que poucas linhas de texto causariam na vitivinicultura mundial. Subitamente, os vinhos de Montelena desapareceram das prateleiras norte-americanas, mas isso seria apenas a reação inicial de uma revolução que estava prestes a se desenrolar. "Não esperava que o resultado do Julgamento fosse tão importante, mas ele se mostrou um divisor de águas na história do vinho", afirma Spurrier. "Recebi muita reação das pessoas na Europa. Na semana seguinte, estava em Bruxelas para outra pauta, e lembro de muita gente perguntando sobre isso. Aquilo foi fora do comum. Para os editores e para mim, era apenas mais uma história. Ninguém, especialmente eu, percebeu naquele momento que aquilo se tornaria um evento histórico", acrescenta Taber.


Acima, a capa da Time em que saiu o artigo de Taber - de uma única página e sem assinatura do autor. O artigo foi curto e sem grande destaque na edição, porém foi o que bastou para causar uma revolução no mundo do vinho. Ao lado, a garrafa do Cabernet da Stag's Leap, que superou, entre outros, dois Premiers Grand Cru de Bordeaux, como Mouton Rothschild e Haut-Brion, ambos da aclamada safra de 1970
Segundo as palavras do jornalista, no dia anterior à degustação, a França estava no pedestal e enólogos de outras áreas tinham ambições modestas. "No dia seguinte, as coisas começaram a mudar." A repercussão do evento foi tamanha que pôs em xeque o reinado francês quando se tratava de vinhos de alta gama. Naquela época, ninguém duvidava que era possível fazer bons vinhos correntes em países fora da Europa. Contudo, o ideal e a mítica do vinho francês eram tamanhos que poucos se julgavam capazes de desafiá-los quando o assunto eram vinhos de excelência. O "sagrado" terroir francês era inquestionável.


Sem querer, a Califórnia - cuja indústria vinícola na década de 1970 ainda era muito incipiente, apesar dos grandes progressos feitos no Napa Valley, especialmente com a implantação das técnicas e pesquisas da Universidade da Califórnia Davis (UC Davis) - se meteu numa "guerra" que teve um resultado inesperado e marcante.


A partir dessa data, o mundo abriu os olhos para todos os países produtores de vinho como potenciais terroirs para produzir vinhos top. "A degustação encorajou os produtores de todos os cantos a fazer vinhos melhores. Os vinicultores diziam que se a Califórnia conseguia produzir vinhos de qualidade superior aos da França, então eles também poderiam, desde que adotassem procedimentos similares aos dos dois países", garante Taber.

Para Taber, outro benefício direto do Julgamento foi a "melhora impressionante na qualidade dos vinhos mais baratos. Antigamente, os vinhos comuns não eram muito bons". Já Spurrier aponta que "a importância do Julgamento está no fato de essas degustações de 'vinhos desconhecidos contra vinhos famosos' serem totalmente aceitas agora. As degustações mostraram que, para agregar reconhecimento a um produto, ele tem que ir contra os valores de referência".

Campeão do Chardonnay queria ser campeão do Cabernet? Segundo Bo Barret, do Chateau Montelena, ter vencido entre os Chardonnays no Julgamento de Paris não mudou a mentalidade da vinícola, que, na verdade, queria era se tornar referência entre os Cabernet Sauvignons do mundo. "O sucesso de nosso Chardonnay não mudou nossa determinação e nossos planos de fazer um Cabernet Sauvignon de nível mundial. É possível que, dado o sucesso de nosso Cabernet, que é independente do Julgamento de Paris, Montelena talvez fosse um 'Premier Cru' californiano, produzindo somente Cabernets, similar aos Châteaux de Bordeaux. Não foi exclusivamente o Julgamento que nos alçou à posição que estamos hoje. Em 2005, Montelena era muito mais conhecido e respeitado por seus tintos, que dominavam aqui desde 1978, e que significam cerca de 60 a 75% da produção atual. Então, não é de se estranhar que digamos que há uma probabilidade razoável de que olhemos da mesma maneira para o sucesso dos nossos tintos", revela o enólogo norte-americano.

Depois do Julgamento, todas as grandes companhias passaram a olhar para o mundo todo como sendo um grande campo de cultivo


Mundo aberto para o vinho
"A indústria de vinhos norte-americana, mais exatamente a da Califórnia, desenvolveu um estilo próprio. Na época do Julgamento, os norte-americanos estavam tentando 'copiar' o estilo francês, e o fizeram muito bem", afirma Taber. E isso é confirmado com o que teria dito Joe Heitz, proprietário da Heitz Cellars na época quando Spurrier veio selecionar seu vinho: "Meursault Charmes é o vinho favorito da minha esposa, e é o que tento fazer aqui".

Segundo o jornalista, mais tarde, influenciados pelo estilo de vinho que Robert Parker gosta, os vinicultores norte-americanos começaram a produzir vinhos mais ousados. "Não é todo mundo que gosta desse estilo, mas é diferente", diz Taber. Já Spurrier aponta que um dos prejuízos do Julgamento foi exatamente a falta de expressão dos vinhos de alguns produtores. "O sucesso dos vinhos da Califórnia subiu na cabeça dos produtores e fez com que os preços subissem muito, e, na maioria das vezes, eles não valem tudo isso. Esses vinhos e de muitos outros países do Novo Mundo, são feitos para impressionar, ao invés de 'expressar', e essa abordagem é completamente equivocada", lamenta o crítico britânico.

No entanto, assim que a poeira baixou, os franceses começaram a aceitar melhor a redistribuição do mapa mundi dos vinhos e olhar para o que estava sendo feito ao redor do planeta. "Depois de a confusão ter acabado, a nova geração de produtores de vinho foi para a Califórnia para ver o que estava acontecendo, e o resultado disso foi uma certa descrença nos hábitos do passado", anota Spurrier. "O Julgamento abriu os olhos dos produtores europeus. Depois dele, inúmeras vinícolas francesas começaram a enviar gente aos Estados Unidos para ver o que acontecia lá. A consequência mais importante do Julgamento foi o Opus One, joint venture formada pelos Rothschild e Mondavi. Todas as grandes companhias internacionais passaram a olhar para o mundo todo como sendo um grande campo para se plantar", afirma Taber.


O Julgamento enfraqueceu o mito dos vinhos franceses mas, ao mesmo tempo, trouxe mais consumidores para o mundo do vinho


30 anos depois, Spurrier refez a degustação do Julgamento e o Ridge Monte Bello venceu, provando a longevidade dos vinhos do Novo Mundo
Ideal francês está morto?
Ninguém duvida da força que o Julgamento de Paris teve na vitivinicultura mundial. Tanto que, a partir daí, produtores do mundo todo começaram a pôr à prova seus vinhos. Em 2004, por exemplo, Eduardo Chadwick, da Viña Errazuriz, no Chile, resolveu promover a "Degustação de Berlim", em que opôs seis vinhos chilenos com grandes vinhos franceses e italianos. Diante de uma plateia atônita, Chadwick viu dois de seus vinhos vencerem a prova.

Dois anos depois, em 2006, foi a vez de Spurrier repetir a prova que havia feito 30 anos antes. "Refizemos o Julgamento simultaneamente em Londres e no Napa Valley. Os mesmos 10 vinhos tintos foram provados por nove degustadores (Christian Vannequé e Michel Dovaz, dois dos jurados originais de 1976 estavam no Napa e em Londres, respectivamente). E os vinhos da Califórnia ficaram com as cinco primeiras colocações", lembra consultor editorial da revista inglesa Decanter.

Na ocasião, os mesmos tintos, das mesmas safras da prova de 1976 foram degustados e, desta vez, venceu o Ridge Monte Bello 1971. Spurrier fez esta "contraprova" para tentar calar os críticos que o acusavam de comparar "maçãs com laranjas" e garantiam que, em 1976, os vinhos franceses ainda não demonstravam todo o potencial que poderiam e que os californianos não aguentariam a prova do tempo. "Se você comparar vinhos da mesma variedade e das mesma safra, tudo o que está isolando é o terroir e o processo de produção. Portanto, a comparação é totalmente válida", garante o britânico.

Ele, porém, não acredita que os vinhos franceses tenham deixado de ser um referencial de qualidade para o resto do mundo: "A meu ver, a França ainda é referência nos vinhos do Novo Mundo. O ideal dos vinhos franceses ainda está longe de estar morto", afirma. Ponto de vista compartilhado por Taber, que diz: "O vinho francês ainda está entre os melhores do mundo, mas a França não é mais considerada o único local onde se faz excelentes vinhos. A Itália e a Espanha produzem ótimos vinhos. O Novo Mundo está produzindo vinhos marcantes. Isso não acontecia na década de 1970. Lá, era a França que produzia boas bebidas".

E Taber finaliza defendendo o Julgamento mais uma vez: "Acredito que esse evento tenha sido benéfico para todo o mundo do vinho. Ele pode ter enfraquecido o mito dos vinhos franceses e tê-los tirado de seu trono, mas, ao mesmo tempo, trouxe mais consumidores para esse mundo, fato que beneficiou a todos, inclusive os franceses" ( da revista Adega ).

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Enocultura - monte sua biblioteca


Vino Argentino
Laura Catena, Chronicle Books, 240 páginas, US$ 27,50

Laura Catena, filha de Nicolás Catena, produtor que revolucionou a vinicultura da Argentina nos anos de 1980, é a autora deste guia sobre vinhos argentinos. A obra é recheada de fotos incríveis, que vão de belas paisagens até cenas do cotidiano das cidades exploradas por Laura, que adicionam vida ao texto fácil e agradável de ler. Nas palavras de Anthony Dias Blues, editor-chefe da prestigiada publicação norte-americana The Tasting Panel Magazine: "Um livro único. Escrito, acima de tudo, com paixão".





Enoturismo
Firmino Esplendor, 115 páginas, R$ 25
Um guia prático sobre enoturismo. Essa é a melhor maneira de descrever a última obra de Firmino Esplendor, enólogo e professor responsável pela formação de mais de 600 profissionais da vitivinicultura. Segundo o autor, este livro traça horizontes com previsões para quem atua na área da recepção turística, além de convidar seus leitores a conhecer as riquezas regionais e paisagens panorâmicas que a região vitivinícola brasileira oferece. Os exemplares podem ser solicitados diretamente com o autor pelo e-mail: adegasplendor@terra.com.br ( da revista Adega ).

domingo, 31 de outubro de 2010

Enocultura; incremente sua biblioteca 3


Sabores do Brasil em Portugal - Descobrir e transformar novos alimentos (séculos XVI-XXI)
Isabel M. R. Mendes Drumond Braga, Editora Senac São Paulo, 352 páginas, R$ 60

A infl uência portuguesa no Brasil é, sem dúvida, marcante. Porém, o Brasil também infl uenciou sua metrópole em diversas áreas, incluindo a culinária. Então, como se deu o intercâmbio gastronômico e cultural entre Brasil e Portugal? Como foram as descobertas de novos sabores? Qual a situação atual desse panorama? Essas são algumas das perguntas nas quais a autora se debruça, numa analise histórica e sociológica sobre o tema.

Bebida, abstinência e temperança - Na história antiga e modernaHenrique Carneiro, Editora Senac São Paulo, 288 páginas, R$ 55
Toda vez que você bebe um pouco acima do seu limite e, no dia seguinte, vem aquela ressaca, provavelmente fica se perguntando o porquê da bebedeira na noite anterior. Mas saiba que a embriaguez é estado que pode ser considerado sagrado em algumas culturas. Sendo assim, o livro do professor da USP faz uma análise da história moral da embriaguez, baseada em referências da tradição ocidental e atitudes sociais diante desse estado especial. O autor faz um percurso histórico sobre as formas culturais de ingestão, das práticas, dos atos e gestos diante do álcool.

200 Receitas de Sobremesas Divinas
Sara Lewis, Publifolha, 240 páginas, R$ 19,90

Os apreciadores de um bom docinho encontrarão aqui uma variedade tentadora de bolos, tortas, pudins, rocamboles, carolinas, musses, sufl ês e sorvetes. Acompanhado de belas fotos, o livro apresenta receitas de 200 sobremesas quentes, frias, práticas e sofisticadas, que atendem a todas as ocasiões e finalizam uma refeição com estilo. Ensina também técnicas básicas para bater cremes, fazer merengues, trabalhar com chocolate, cobrir e decorar tortas e preparar massa folhada.

domingo, 10 de outubro de 2010

Enocultura; incremente sua biblioteca 2


Dicionário do Doceiro Brasileiro
Dr. Antonio José de Souza Rego, Editora Senac São Paulo, 328 páginas, R$ 70

Livro de referência, originalmente escrito em 1892, traz 940 de receitas de doces de todas as qualidades. O dicionário, organizado pelo antropólogo e museólogo, Raul Lody, é um rico e amplo memorial dos processos culinários, ingredientes, receitas e indicações de uso e de consumo do doce no Brasil. O prefácio de Lody traz um panorama histórico do açúcar, ingrediente indispensável nessa "história".



Para Onde Foram os Chefs? - Fim de uma gastronomia francesa
François Simon, Editora Senac, 128 páginas, R$ 30

François Simon é crítico literário do diário francês Le Fígaro e, neste ensaio polêmico (como o próprio título já sugere), contesta a globalização da alta gastronomia. Além de criticar os chefs, que resolveram implantar suas marcas no mundo e criando uma comida "tecnoemocional", ele questiona as avaliações dos restaurantes (especialmente o Guia Michelin). No fim, ele tenta mostrar que ainda é possível encontrar uma culinária mais autêntica e menos midiática.



O gosto do vinho
Émile Peynaud e Jacques Blouin, Editora WMF Martins Fontes, 264 páginas, R$ 125

Émile Peynaud é uma lenda no mundo vinícola, conhecido por pesquisas e aulas no instituto de enologia de Bordeaux, além de consultoria para grandes produtores. Neste livro, ele e Jacques Blouin - um dos alunos de Peynaud - mostram o quão essencial é a degustação para avaliar a qualidade de um vinho. Sendo assim, eles escrevem um verdadeira tratado sobre degustação e a nova edição visa ajudar o leitor a compreender melhor os vinhos contemporâneos.
( da revista adega ).

sábado, 4 de setembro de 2010

Enocultura; incremente sua biblioteca


A mesa posta - história estética da cozinha
Gualtiero Marchesi e Luca Vercelloni, Senac São Paulo, 300 páginas, R$ 60
Uma análise antropológica, sociológica e histórica sobre a importância da estética para a prática gastronômica. Os autores concentram-se na Idade Moderna para debater sobre como um alimento pode ser julgado pelo olhar e mostram o inventário das modas e das épocas fi gurativas que se sucederam na história da culinária.








Champanhe - Como o mais sofi sticado dos vinhos venceu a guerra e os tempos difíceis 

Don & Petie Kladstrup, Editora Jorge Zahar, 276 páginas, R$ 39
Don e Petie Kladstrup - autores do best-seller Vinho & Guerra - contam a saga do champanhe, o vinho mais sofi sticado do mundo. Associado ao glamour, à amizade e a grandes celebrações, ele oculta uma história de sofrimento e coragem. Desde a violenta invasão de Átila, rei dos hunos, à barbárie da II Guerra Mundial, os autores revivem a trajetória do champanhe e da região onde ele é produzido. O livro é resultado de muita pesquisa e de longas entrevistas com os participantes da inesquecível história desta bebida.



Nem Garfo Nem Faca - à mesa com os cronistas e viajantes 
Rosa Beluzzo, Senac São Paulo, 216 páginas, R$ 45
Com lançamento na Bienal do Livro de 2010, este ensaio discute as diferenças culturais entre o Velho e o Novo Mundo, através da literatura produzida sobre o Brasil entre os séculos XVI e XIX, baseado no olhar dos cronistas e viajantes sobre hábitos e costumes alimentares, especialmente a parte culinária.
( da revista adega ).

domingo, 14 de março de 2010

Enocultura, monte a sua biblioteca

Café com suas Receitas - Dicionário Gastronômico - Giuliana Bastos, 176 páginas, Editora Gaia e Boccato, R$ 128

O dicionário gastronômico é uma enciclopédia da história e da cultura ligadas à bebida que faz parte da memória afetiva e histórica dos brasileiros, além de um apanhado de receitas e drinques. Os pratos retratados vão desde clássicos, como o tiramisù, até itens inusitados, como caipirinha que leva duas doses de expresso. Hábitos, curiosidades e a origem do grão também são expostos na obra da jornalista gastronômica.


A Saúde da Água para o Vinho - Marcio Bontempo, 205 páginas, Thesaurus Editora, R$ 30

Há mais ou menos uma década, começou-se a falar nas virtudes medicinais do vinho e, após muito estudo e relutância, o Dr. Márcio Bontempo se convenceu das virtudes terapêuticas da “bebida dos deuses” e decidiu traçar a história da bebida com um viés medicinal. Nesta obra, aprendemos porque o vinho é benéfi co para a saúde, bom para o coração, inibidor do envelhecimento e fonte de longevidade.





Culinária japonesa de Harumi - Harumi Kurihara, 160 páginas, Editora Larousse do Brasil, R$ 64

Harumi Kurihara é a escritora de livros gastronômicos mais famosa do Japão. Ela afi rma que tenta preparar refeições com ingredientes já prontos, que as pessoas normalmente têm em casa, e então dá um toque especial com temperos novos. Além de mostrar ao leitor como os mais diversos pratos são elaborados, a culinarista ainda dá dicas de substituição de ingredientes e explica como funciona a variedade de pratos no Japão, onde cada pessoa come cerca de 30 pratos diferentes por dia. A obra traz dicas de etiqueta e fala também sobre os diversos utensílios utilizados na apresentação dos pratos. ( da revista adega ).

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