domingo, 18 de setembro de 2011

A aurora boreal vista do espaço

A imagem acima foi registrada pelo astronauta Ron Garan  da Estação Espacial Internacional, no último dia 15.

O papel do tabaco na história socioeconômica do mundo


As diversas proibições pelas quais o tabaco tem passado nos últimos anos mostram sua força e seu vínculo na história recente da humanidade, sendo assim, é interessante conhecer o trajeto desta planta até hoje.

O seu uso surgiu aproximadamente no ano de 1.000 a.C., nas sociedades indígenas da América Central, em rituais mágicos e religiosos, com objetivo de purificar, contemplar, proteger e fortalecer os ímpetos guerreiros. Além disso, acreditavam que os rituais envoltos com a planta tinham o poder de predizer o futuro.
Bebida, comida ou fumada, ela intervinha nas cerimônias religiosas - como rituais de passagem da adolescência para a idade adulta - e era usada de forma cotidiana desde a nascente do Mississipi até à Patagônia. O tabaco, provavelmente, foi trazido para o Brasil pela migração dos índios tupi-guaranis.

A chegada de Pedro Álvares Cabral à nossa costa, a descoberta do caminho marítimo para as Índias, a exploração da costa africana e a chegada de Colombo à América, entre outros conhecimentos adquiridos nessa altura, supõem também o primeiro contato dos ocidentais com o tabaco.

A partir de então, rapidamente seu uso se estendeu a toda a Europa, empurrado, sobretudo pelo grande valor terapêutico que lhe era atribuído. O uso do tabaco era frequente em reuniões tribais, servindo de afirmação individual ou coletiva.

As suas propriedades alucinógenas provocavam momentos de delírio e tontura, sentimentos que eram, muitas vezes, atribuídos a hipotéticas divindades, assumindo, desta forma, também um caráter divino.
Apesar de alguma relutância na sua aceitação pelos europeus "civilizados" - fundamentalmente pelo fato de os índios o fumarem -, rapidamente o tabaco se tornou não só um elemento farmacológico, mas também de uso social e, especialmente, econômico.

Importância comercial
Os portugueses utilizavam o tabaco já preparado, como os charutos que conhecemos hoje, nas importantes relações com a costa ocidental africana, cujas populações o adaptaram e o integraram no espaço definido pelas ervas de caráter alucinatório que já utilizavam.

A partir de então, o tabaco assume um papel importante no comércio negreiro, sendo que uma parte substancial da produção servia para alimentar esta atividade - usado como escambo: troca de produtos sem o uso de moeda.

Assim, o tráfico negreiro apresentava oscilações, consoante ao aumento ou diminuição da produção de ouro, tabaco e cana-de-açúcar, que funcionavam como os principais produtos para estabelecerem as trocas comerciais.

Mais tarde, e para concorrer com os traficantes europeus - holandeses, ingleses, franceses, espanhóis e até com os portugueses - os traficantes do Brasil usavam, como moeda, o tabaco e a aguardente produzidos no Brasil. Eles enriqueceram de tal forma com seus negócios que esse comércio ilegal começou a irritar as autoridades portuguesas, que não viam com bons olhos o controle do tráfico de escravos exercido pelos comerciantes baianos em detrimento dos negociantes da metrópole.

Os valores
Antes da aclamação de D. João IV, o contrato de representação comercial do tabaco foi arrematado pelo período de três anos na corte de Madrid, por um português, por 40$000 réis ao ano. Passado esse prazo, Inácio de Azevedo, também português, o levou por 60$000 réis.

O valor foi subindo de ano para ano e, em 1640, o contrato foi arrematado por 10:000 cruzados. Em 1674, por 66:000 cruzados. Do ano de 1675 em diante, o tabaco rendeu 500:000 cruzados até um 1 milhão de cruzados. E, no ano de 1698, aumentou o contrato para 1 milhão e 600:000 cruzados.

Assim se conservou algum tempo, para novamente retomar o aumento progressivo e chegar finalmente à importância de 1520 contos anuais, que foi o preço do contrato que findou em 1864. No ano seguinte, as cortes aboliram o monopólio. Recentemente, a Altria (detentora da Philip Morris, Marlboro, L&M, Chesterfield) é a líder mundial, com mais de US$ 60 bilhões de faturamento ao ano.

E, a atual detentora do contrato de representação do tabaco "premium" para o mundo é a Imperium Tabaco, empresa de capital britânico que comprou a Altadis (uma firma franco-espanhola), que detinha os direitos, pela bagatela de 16, 2 bilhões de euros em 2007.

Entre proibições e enriquecimentos, o tabaco faz parte integrante da nossa sociedade, e com uma parcela bem representativa para economia de um modo geral. Para os apreciadores de um excelente charuto, a história e os valores só enobrecem este "rei dos reis", que, ao contrário de um desaparecimento requerido, tende a ser cada vez mais apreciado e nobremente elaborado ( da revista adega ).

sábado, 17 de setembro de 2011

O Japão 6 meses depois do terremoto

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A comunicação ao longo dos tempos

Utilizando-se de animais ou até mesmo de fumaça, o ser humano, desde os seus primórdios, nunca deixou de se comunicar. A comunicação do momento é cloud computing, o que não deixa de ter sua particularidade com o tempo em que os soldados chineses usavam a fumaça para se comunicar do topo da sua espetacular muralha.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

As 10 cidades mais sustentáveis do mundo


                                      Reykjavik é 100% abastecida por energia renovável, foto: Benjamin Dumas

Se transformar em uma cidade sustentável está longe de ser uma tarefa fácil, mas também não é impossível. ((o)) Eco selecionou 10 localidades que podem até não serem ecologicamente perfeitas, mas são exemplos de que é possível diminuir o impacto ambiental de um centro em urbano optando por um planejamento que inclua o verde em sua paisagem e preze por formas mais sustentáveis de organização. Confira a seguir o que foi ou tem sido feito para tornar essas urbes mais “verdes”.

1. Reykjavik, Islândia 

Há mais de 50 anos a Islândia tem se empenhado em diminuir sua dependência de combustíveis fósseis aproveitando seu potencial natural para a geração de eletricidade. Não é de se estranhar que sua capital seja 100% abastecida por energia limpa e de baixo custo. Parte dos veículos da cidade já são movidos a hidrogênio, tendência que deve aumentar ainda mais. O país está investindo pesado nessa tecnologia e pretende se tornar  uma “economia do hidrogênio” nas próximas décadas. No mês passado, foi posto em prática um experimento perto das usinas geotérmicas de  Reykjavik  para testar a viabilidade de se estocar carbono criando emendas de calcário no subsolo. Se tudo ocorrer como esperado, o dióxido de carbono ficará permanentemente aprisionado no solo, o que deve permitir que usinas geotérmicas se livrem dos dióxidos de carbono que elas trazem das profundezas e se tornem efetivamente neutras...continue lendo

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Onde mais se registra patentes no mundo


via chartsbin.com
O infográfico acima é dos maiores indicadores de desenvolvimento tecnológico que um país possa ter. Lamentavelmente ainda precisamos melhorar muito.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

As desigualdades de desempenho no ENEM 2010

CLIQUE AQUI, e veja como as escolas públicas são inferiores às particulares no desempenho do ENEM.

O primeiro edifício móvel do mundo


Com 12 metros de altura e pesando 220 toneladas, o prédio flutuante desenvolvido por engenheiros finlandeses surpreende pela ideia inusitada. Programado para se movimentar constantemente por qualquer parte do mundo, a construção também providencia um abrigo seguro contra terremotos.
A novidade está instalada atualmente na cidade de Turku, na costa sudeste da Finlândia, processo que exigiu o uso de um guindaste. A construção será alugada da mesma forma que um apartamento ou escritório normal, ao menos até o momento que os donos decidam transportá-la para outro local.

Métodos de construção alternativos

Para tornar o projeto possível, foram usados painéis de aço inoxidável capazes de providenciar durabilidade e resistências semelhantes à do cimento, com a vantagem de pesar somente uma fração do peso do produto. Caso fossem empregados métodos de construção tradicionais, a construção teria o peso multiplicado em cinco vezes, tornando seu transporte ainda mais improvável.
Ele possui três andares separados em três seções diferentes, totalizando 9 ambientes disponíveis para locação. Segundo os responsáveis pelo projeto, caso seja necessário, o prédio também pode ser transportado a partir de meios terrestres, embora não tenham sido informados os métodos utilizados para que isso se torne possível ( do tecmundo ).

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