domingo, 31 de janeiro de 2010

Satélites que orbitam a terra

ZeroHouse, uma casa ecológica transportável

A empresa de arquitetura Specht Harpman criou uma casa “verde” que já vem pré fabricada e pode ser instalada em praticamente qualquer superfície.

Graças à sua fundação em espiral, que dispensa escavações, a zeroHouse pode ser colocadas sobre até três metros de água e em terrenos com morros com até 35º de inclinação.

Se o proprietário quiser se mudar, a casa desmontável vai junto.

Como a maioria dos projetos que elaboram moradias para um futuro sustentável, a zeroHouse possui uma metragem bem pequena – e um grande aproveitamento de cada canto disponível.

Cozinha, sala de jantar, sala de estar, dois quartos, banheiro e varandas cabem em apenas 60 metros quadrados.

A energia provém de painéis solares que armazenam bateria suficiente para uma semana, e as janelas têm vidros especiais que não só controlam a temperatura como aumentam a insolação. A casa coleta água da chuva e a filtra em quatro cisternas de mais de dois mil litros cada. Lixo orgânico e esgoto são coletados em uma unidade de compostagem e usados para alimentar o jardim uma vez ao ano.

Os aparelhos eletrônicos, materiais de construção e tecidos utilizados são escolhidos por sua durabilidade, e toda a casa é automatizada e programável para minimizar o uso de energia. Além disso, ela é toda controlada pelo seu PC.

Quem se interessar, e tiver US$350 mil para investir em uma casa, pode consultar a empresa pelo site. ( do eco4planet ).

sábado, 30 de janeiro de 2010

Site brasileiro do iPad está no ar

Depois de dois dias, a Apple Brasil finalmente deu algum sinal de que de fato o tão falado iPad irá desembarcar por essas terras. Uma página em português dedicada ao gadget entrou no ar no site brasileiro da empresa da maçã, mas por hora com poucas novidades: todos os textos são uma tradução dos originais em inglês e o preço informado é o norte-americano, em dólares. Para quem quiser ver o site, é só acessar apple.com/br/ipad. (do tecnoblog).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Dicas semanais de site

Evernote: seu bloco de notas em qualquer lugar. Com o Evernote você pode fazer anotações em dispositivos móveis como ipod touch, iphone, blackberry android ou no próprio pc e browser. Depois de feitas as anotações, que podem ser textos, documentos, fotos ou links da web, o Evernote sincroniza fácilmente o conteúdo entre os diversos dispositivos.

Segredos.org: compartilhe e leia segredos de maneira anônima no Segredos.org. A exemplo do formspring, que já foi indicado por aqui, o anonimato dessas ferramentas aumenta a curiosidade e vontade de utilizar por parte dos usuários.

Twitter Alerts: receba notificações via email, mensageiros instantâneos(MSN, Gtalk, etc) e SMS quando forem enviadas direct messages e replies no seu twitter.

Glyphish: voltado para os desenvolvedores, o Glyphish disponibiliza uma série de ícones para auxiliar o desenvolvimento de aplicativos para o iPhone.

InventeAqui: portal brasileiro de invenções, no qual os usuários podem colaborar enviando suas próprias invenções e colaborar com as invenções existentes fazendo comentários. (do inovação e negócios na internet).

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

NASA mostra falha que causou tremor no Haiti


Dados coletados do espaço mostram a provável responsável pelo terremoto que atingiu o Haiti.

No dia 12 de janeiro, tremores de 7 graus devastaram a capital, Porto Príncipe. As autoridades no local estimam que o número de mortos pode chegar a 200 mil – e a cidade encontra-se em estado de caos, com falta de água, comida, medicamentos e aumento da violência.

A responsável por esses acontecimentos é, muito provavelmente, a falha Enriquillo – uma diagonal bem no centro da imagem. A capital Porto Príncipe está imediatamente à esquerda (norte) da falha, entre a montanha e o mar.

A Enriquillo geralmente se move horizontalmente à esquerda, mas movimentos verticais podem ocorrem quando irregularidades causam compressões inesperadas.

Esta imagem em 3D foi feita pré-terremoto. As cores mostram a variação de altitude, com verde escuro representando locais baixos e branco os altos.

As imagens foram produzidas durante a missão Shuttle Radar Topography (SRTM), a bordo da nave Endeavour, em 2000. Os equipamentos da nave coletaram dados topográficos que permitiram a construção do mapa 3-D. (do infoabril).

Google Goggles: busca através de imagens

Google Goggles é um aplicativo desenvolvido pelo Google para dispositivos móveis da família Android. Com esse aplicativo é possível fazer buscas com a imagem retirada com a câmera do smartphone. No exemplo do vídeo abaixo, uma foto de uma embalagem de um Toblerone é feita e enviada para o aplicativo, que processa a imagem e identifica a marca Toblerone e faz pesquisas no Google por essa palavra chave:

Esse aplicativo irá trazer mais poder de busca para os usuários, que poderão ter acesso a informações de objetos que estejam ao seu redor no mesmo instante desde que possuam um smartphone e acesso a Internet. Poderão ser feitas compras de produtos, comparação de preços dentre outras aplicações. Portanto, as empresas precisam cada vez mais oferecer para os usuários informações e serviços relevantes na Internet para que os clientes possuam mais canais de acesso ao seu produto. A medida que aumenta a capacidade de conexão e disponibilidade de acesso a Internet, disponibilizar conteúdo na web de maneira correta torna-se o ponto chave dos negócios daqui pra frente. ( do inovação e negócios na internet ).

Apple anuncia iPad


O iPad é um tablet com tela sensível ao toque de 9,7 polegadas, 1,27 cm de espessura e pesando pouco menos de 700 gramas. Ele roda a versão 4.0 do iPhone OS, usado tanto nos celulares da Apple quanto nos iPods Touch.

Dentro do aparelho está um processador de 1 GHz desenvolvido pela própria Apple chamado A4, além de suporte a redes WiFi no padrão 802.11n, conectividade Bluetooth 2.1 EDR, bússula, microfone e alto-falante embutidos e uma bateria com duração de até 10 horas para vídeo e até 1 mês em standby.

O iPad será vendido nas capacidades de 16, 32 e 64 GB.

O iPad também terá versões com conectividade 3G através de chips micro SIMs, diferentes daqueles usados em celulares GSM. A boa notícia é que essas versões serão vendidas desbloqueadas e sem contrato. Ao menos nos Estados Unidos.

“A Amazon fez um ótimo trabalho como pioneira dessa funcionalidade com o Kindle, então nós vamos nos apoiar em seus ombros,” disse Steve Jobs, CEO da Apple, durante o evento de lançamento do produto.( do tecnoblog)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Como a França moldou o Brasil (*)

Este é o Ano da França no Brasil. De 21 de abril até novembro, brasileiros de 15 cidades poderão ver o que os franceses têm de melhor. A lista inclui exposições de arte, concertos musicais, espetáculos de dança, teatro e cinema, debates e celebrações. É parte de um projeto ambicioso de intercâmbio, que começou em 2005, comemorado como o Ano do Brasil na França, com o objetivo de mostrar as novidades da cultura dos dois países.

Essa história é bem mais antiga do que se imagina. Envolve uma relação de confronto e sedução de parte a parte, que acabaria por moldar de forma decisiva a identidade brasileira. Nos bistrôs e cafés parisienses, a música brasileira é onipresente. Os franceses adoram o samba, o carnaval, a literatura e o cinema brasileiros. O escritor Paulo Coelho é mais celebridade nas ruas de Paris que no Rio de Janeiro. Mas a França já era obcecada pelo Brasil antes mesmo da chegada de Pedro Álvares Cabral à Bahia. A recíproca se provaria verdadeira ao longo dos cinco séculos seguintes. Atualmente, os brasileiros fazem negócios com os Estados Unidos, mas cultuam a gastronomia, a moda, a arte e os prazeres da vida franceses.

No período colonial, o Brasil deixou de ser francês por pouco. Foram os franceses que precipitaram a decisão do rei dom João III (1502-1557) de criar, em 1534, o sistema de capitanias hereditárias, o primeiro esforço de povoamento do Brasil. Nas primeiras décadas do século 16, franceses exploravam pau-brasil no litoral do Nordeste como se fossem donos do território. Há evidências de que já conheciam a costa brasileira bem antes de 1500. Um deles, Jean de Cousin, teria tentado se estabelecer na Amazônia em 1488.

A guerra entre França e Portugal pela posse do Brasil durou mais de dois séculos. O primeiro confronto de que se tem notícia aconteceu em novembro de 1529, quando a nau La Pellérine invadiu a feitoria do rio Igaraçu, em Pernambuco, onde os portugueses tinham uma pequena fortaleza. Os franceses foram expulsos em 1532 pelo comandante Pero Lopes de Sousa (1497-1539). Meio século mais tarde, em 1550, Nicolas Durand de Villegaignon (1510-1571) ocupou o Rio de Janeiro por 12 anos, até ser derrotado por Mem de Sá (1500-1572). Em 1612, outra tentativa de ocupação, dessa vez no Maranhão, reconquistado após dois anos por Jerônimo de Albuquerque (1510-1584). No começo do século 18, haveria ainda mais duas investidas de corsários franceses contra o Rio. A última ocorreu em 12 de setembro de 1711. Ao amanhecer, encobertas pelo denso nevoeiro, 18 embarcações comandadas por René Duguay-Trouin (1673-1736) tomaram a cidade. Trouin foi embora em troca de um grande resgate pelos bens que havia saqueado.

Marcas culturais

Cessada a luta pela ocupação territorial, a influência francesa no Brasil se daria no campo das artes, dos costumes e das ideias. As consequências seriam profundas e duradouras. Seu marco foi a transferência da família real portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte (1769-1821). Ao chegar ao Brasil, dom João VI (1767-1826) iniciou um acelerado período de transformações. O esforço não foi apenas administrativo. Enquanto mandava abrir estradas, construir fábricas e organizar a estrutura de governo, dom João também se dedicava ao que o historiador Jurandir Malerba chamou de "empreendimentos civilizatórios". Nesse caso, a meta era promover as artes e a cultura e tentar infundir algum traço de refinamento e bom gosto nos hábitos atrasados da colônia.

A maior dessas iniciativas foi a contratação, em Paris, da famosa Missão Artística Francesa. Chefiada por Joaquim Lebreton (1760-1819), secretário perpétuo da seção de belas-artes do Instituto de França, a missão chegou ao Brasil em 1816 e era composta por alguns dos mais renomados artistas da época, incluindo o pintor Jean-Baptiste Debret (1768-1848), Auguste Taunay, escultor (1791-1687), e Grandjean de Montigny (1776-1850), arquiteto.

Oficialmente, o objetivo da missão francesa era a criação de uma academia de artes e ciências. O plano nunca saiu do papel, mas alguns historiadores consideram a chegada da missão o início efetivo das artes no Brasil. Na época da corte, a influência francesa era marcante no Rio de Janeiro. As lojas estavam repletas de novidades que chegavam de Paris. Incluíam vestidos e chapéus da última moda, perfumes, água-de-colônia, luvas, espelhos, relógios, tabaco, livros e uma infinidade de mercadorias até então proibidas e ignoradas na antiga colônia.

Mas foi no campo das ideias que os franceses mais ajudaram a transformar o Brasil. Elas estavam por trás da Inconfidência Mineira, da Revolta dos Alfaiates na Bahia, da Revolução Pernambucana de 1817, da Confederação do Equador, em 1824, e de inúmeros outros movimentos de rebelião. Nos Autos de Devassa da Inconfidência foi encontrada uma coleção dos enciclopedistas francesas na casa de um dos conspiradores. Isso num tempo em que a circulação dessas obras era reprimida. O movimento da Independência, em 1822, foi tramado, em boa parte, dentro das Lojas Maçônicas, que tinham seu berço na França.

Em resumo: às vésperas de sua independência, o Brasil dormia com o autoritário e conservador Portugal, mas sonhava mesmo era com a charmosa e libertária França.

* Artigo escrito em 2009, por Laurentino Gomes, para a revista Aventuras na História.

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