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domingo, 9 de dezembro de 2012

A evolução do desmatamento na Amazônia

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Desmatamento da Amazônia representa 1,5% das emissões de CO2 do mundo

O Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), órgão que monitora a Amazônia por satélite, divulgou nesta sexta-feira (10) as primeiras estimativas oficiais da quantidade de gases de efeito estudo emitida pelo desmatamento da Amazônia.
O cálculo mostra que o desmate da Amazônia representa 1,5% de todo o carbono emitido pela ação humana na atmosfera no mundo...CONTINUE LENDO


sábado, 25 de fevereiro de 2012

O desmatamento na Amazônia


Com a recente divulgação dos dados de alertas de desmatamento na Amazônia Legal referentes ao mês de novembro e dezembro, foi possível organizar as informações de 2011, que podem ser visualizadas em gráficos e mapas interativos. No vídeo abaixo, mostramos quais os dados disponibilizados neste post, além de mostrar algumas tendências demonstradas no desmatamento da Amazônia no ano passado...CONTINUE LENDO

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Imagens que marcaram em 2011

Nesta composição feita sobre o Google Earth, por Oton Barros, do INPE, com imagens do satélite de alta resolução GeoEye, é possível ver o antes e depois dos deslizamentos na cidade de Nova Friburgo, Rio de Janeiro. As chuvas torrenciais na região no dia 12 de janeiro, causaram a morte de 809 pessoas.
As queimadas na floresta amazônica continuam envergonhando o Brasil perante o mundo. Nesta imagem tirada em 10 de outubro, largas colunas de fumaça se erguem de campos recém desmatados nas margens do rio Xingu. Crédito: Sensor MODIS, satélite Aqua, NASA.
2011 confirmou a previsão de que devido ao aquecimento dos oceanos, a mundo terá furacões mais frequentes e mais intensos. Em agosto, o furacão Irene atingiu a costa leste dos Estados Unidos com ventos de 140 km/h deixando milhões sem eletricidade. Foto do sensor MODIS, satélte Aqua, dia 27 de agosto.
VEJA MAIS IMAGENS AQUI

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

As queimadas na Amazônia vista do espaço


Uma foto publicada no observatório da Nasa, a Agência Espacial Americana, chama a atenção para incêndios nas margens do Rio Xingu, na Amazônia. Segundo a Nasa, o acidente ambiental é fruto de queimadas, para retirar a floresta nativa das margens do rio e transformá-la em áreas cultiváveis e pastos.
A foto foi tirada de uma estação espacial, e mostra um pedaço do rio com 63 quilômetros de extensão. É possível ver as praias de areia nas partes mais claras da foto, tirada na época de baixa do rio. E saindo da floresta, vemos a fumaça das queimadas.
O site da Nasa diz que nos últimos anos muito tem sido feito para proteger a região do Xingu. Você concorda? Deixe sua opinião ( do blog do planeta ).

domingo, 5 de setembro de 2010

Chega de queimadas

Uma eficiente campanha para denunciar a enorme quantidade de queimadas que existem no Brasil. Aliando recursos da internet como o google maps e o twitter, os internautas poderão denunciar esses exagerados abusos contra a natureza. Saiba mais aqui.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Aumenta desmatamento na Amazônia Legal

Depois do fracasso de Copenhague, mais uma notícia ruim para o meio ambiente. O desmatamento está aumentando na Amazônia.

Em novembro, os fazendeiros destruíram 75 km² de florestas da Amazônia Legal, o que representou um aumento de 21% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o homem derrubou 61 km² quadrados da floresta, segundo dados do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), ong que usa os mesmos radares do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), utilizados pelo governo para acompanhar a situação do desmatamento na região.

De acordo com pesquisadores do Imazon, o aumento do desmatamento tem sido estimulado pelo afrouxamento das medidas de punição aos devastadores. Depois das operações de apreensões de bois que estavam sendo criados ilegamente em áreas devastadas na Amazônia, em operaçãoes como "Boi Pirata" e "Arco do Desmatamento", no Pará, houve uma forte pressão dos fazendeiros contra essas ações do governo.

Muitos juizes, sobretudo da região de Santarém, acabaram concedendo liminares em favor dos fazendeiros, permitindo que eles pudessem continuar criando o gado nas áreas devastadas. Isso deu força aos desmatadores — disse ao GLOBO, por telefone, Sanae Hayashi, pesquisadora do Imazon no Pará.

O aumento nas áreas desmatadas pode ser constatado em qualquer comparativo de dados deste ano com relação aos do ano passado. De janeiro a julho deste ano, a área devastada foi de 1.681 kms quadrados, enquanto que em igual período de 2008 o desmatamento atingiu uma área de 1.597 kms quadrados. De agosto a novembro deste ano, o desmate atingiu uma área de 757 kms quadrados, o que representou um aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano passado, que atingiu uma área de desmate de 586 kms quadrados.

— Além das decisões favoráveis dos juizes, beneficiando os produtores rurais ilegais, houve uma grande pressão dos pecuaristas também sobre os governos dos Estados e o governo federal, que recuaram nas punições aos fazendeiros. Até as listas com os nomes dos fazendeiros ilegais pararam de ser divulgadas — disse a pesquisadora do Imazon.

— E nós achamos que agora, com o fracasso de Copenhague, o desmatamento vai continuar crescendo — acrescentou Sanae Hayashi.

O Pará, novamente, está entre os estados que mais desmatam na Amazônia. Em novembro, o Pará desmatou 51 kms quadrados, equivalente a 69% dos 75 kms quadrados desmatados em toda a Amazônia Legal. Em segundo lugar, aparece o Estado do Amazonas, que cortou 8 kms quadrados de matas (11% do total). Depois vem o Mato Grosso, com o desmate de 5 kms quadrados (6% do total).

Além das áreas desmatadas, o Imazon observou um total de 29 kms quadrados de área degradada, ou seja, em processo de desmate. Por causa das nuvens na região, os radares só puderam observar 68% da região, pois o resto estava coberto por nuvens, o que é comum nesta época de chuvas na região.

Os números do Imazon são similares aos do Inpe, que só divulgará seus dados relativos a novembro no início do ano que vem. Segundo o Inpe, de agosto de 2008 a julho de 2009, a Amazônia Legal perdeu 7.008 kms quadrados em florestas.

Texto de Germano Oliveira. (agência globo)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Emissão de CO2 na Amazônia

Da Amazônia foram lançadas na atmosfera uma média de 800 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano entre 1998 e 2008, apenas com desmatamento. A margem de erro é de 15%, para cima e para baixo. A taxa chega perto ao crescimento das emissões dos Estados Unidos entre 1990 e 2007 - 830 milhões de toneladas de CO2 equivalente - conforme dados das Nações Unidas (ver aqui). As emissões globais de CO2, juntando as “mudanças no uso da terra”, como desmatamento e agricultura, com a queima de combustíveis fósseis é de 32 bilhões de toneladas anuais.

Isso posiciona a contribuição do bioma entre 1,1% e 1,9% das emissões globais e representa entre 16% e 20% das emissões brasileiras de todos os setores, em 2008. As estimativas foram apresentadas hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em Brasília. Pará, Mato Grosso e Rondônia, estados campeões de desmatamento neste período, são as unidades da Federação que mais contribuíram com as emissões brasileiras.

Para que o Brasil atinja sua meta de chegar em 2020 com um corte nacional de até 40% nas emissões, a contribuição anual da Amazônia deverá passar dos 800 milhões de toneladas anuais de CO2 medidas naquela década para 200 milhões de toneladas anuais. A taxa de sete mil quilômetros quadrados desmatados entre 2007 e este ano passado é importante, mas é preciso manter as derrubadas sob controle, mesmo com crescimento da economia. Anos eleitorais, como o que chega, registram picos históricos de desflorestamento.

O trabalho realizado em dois meses sob a batuta da pesquisadora Ana Paula Dutra de Aguiar (Inpe) estimou em 210 toneladas por hectare a biomassa das áreas desmatadas na região. Cerca da metade desse material se transforma em CO2. Outras áreas da Amazônia são ainda mais ricas em biomassa, informou a especialista.

O levantamento também mostra que um quarto da área desmatada ganha novo verde com o crescimento da chamada “vegetação secundária”. No Pará, Mato Grosso e Rondônia a área regenerada somada chegaria ao tamanho do estado do Rio de Janeiro. No entanto, metade desta nova floresta é novamente derrubada. “Não se pode contar de novo essas emissões, se não inflacionaríamos a conta nacional”, disse Jean Pierre Ometto, do Inpe. Ele também alertou que o Cerrado é grande contribuinte para as emissões brasileiras, mesmo com o crescimento da fatia verificada em outros setores, como indústria.
Por isso, quando o monitoramento sobre desmates chegar a todos os outros biomas - no Cerrado começou há cerca de um ano - será possível apontar com mais precisão as emissões brasileiras por perdas de vegetação nativa. Por enquanto, é feito com base em mapas não oficiais e grande dose de estimativas. “O que não aparece não quer dizer que não exista”, lembrou José Marengo, do Inpe.

Novo inventário

Na apresentação dos dados, Sérgio Rezende, ministro de Ciência e Tecnologia, disse que 70% do trabalho para o novo inventário nacional de emissões está concluído e já serve de base para as metas brasileiras que serão apresentadas em Copenhague. “Estamos mais otimistas agora do que há um mês sobre os resultados de Copenhague. Pela mobilização de outros países e porque o Brasil está fazendo essa ponte entre países desenvolvidos e em desenvolvimento”, comentou o ministro Carlos Minc.

Ainda segundo ele, o inventário começou a ser trabalhado de forma expressa há dois meses e abarcará emissões de todos os setores até 2005. Uma primeira versão deve ser lançada no início do ano que vem, com versão definitiva no segundo semestre. As metas nacionais devem ser aprovadas no Congresso, como lei. “Dados de alguns biomas ainda não são levados em conta com a devida precisão”, comentou.

Também foi instalado hoje o painel brasileiro de cientistas sobre mudanças do clima, primeiro do tipo criado em um país em desenvolvimento. A direção ficou por conta de Carlos Nobre (Inpe) e Suzana Kahn, secretária do Ministério do Meio Ambiente, ambos ligados ao painel das Nações Unidas sobre alterações climáticas, o IPCC. O grupo tem representantes de órgãos de governo e academia. Seu trabalho não será remunerado, mas recursos virão dos ministérios da Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente para viabilizar suas reuniões.

De acordo com Carlos Nobre (Inpe), o painel movimentará a comunidade científica brasileira para produzir e publicar novas e melhores informações sobre as mudanças do clima, com dedicação especial à adaptação a seus efeitos. “Passamos do ponto para evitar aumento de temperatura”, ressaltou.

Segundo Suzana Kahn, o Brasil é carente em literatura científica sobre mudanças do clima e, com o funcionamento do painel, será possível até influenciar os próximos relatórios do IPCC, inserindo visões regionais sobre efeitos e combate aos destemperos climáticos no documento. “Quanto mais conhecimento tivermos sobre vulnerabilidade, mitigação e formas de adaptação, mais influenciaremos os relatórios e melhor desenharemos políticas públicas. Além de colocar o Brasil em melhor posição no cenário internacional”, disse. (oeco)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A trajetória da Fumaça

A série de reportagens “A Trajetória da Fumaça”, publicada  em O Eco a partir de 31 de agosto, acaba de vencer o prêmio internacional de jornalismo Earth Journalism Awards. O trabalho é o único do Brasil entre os vencedores de 15 categorias, escolhidos entre mais de 900 inscritos, de 146 países.

Agora, os vencedores disputam uma votação popular pela internet. O trabalho que receber mais votos será exibido para chefes de estado e negociadores durante a Conferência do Clima da ONU, em dezembro, na Dinamarca. Esta é uma chance única de mostrar com exemplos colhidos nas viagens de O Eco à Amazônia as motivações e as conseqüências das queimadas para a saúde, para a biodiversidade e para o clima do planeta. E de ouvir o que pequenos e grandes proprietários que vivem na Amazônia pensam sobre o tema.
Para votar, basta entrar no site do prêmio, Twitter ou Facebook. Não leva mais do que alguns minutos. Participe da votação!
Vote aqui e Leia aqui a série de reportagem premiada

sábado, 15 de agosto de 2009

Procurando entender o efeito das queimadas

Cientistas estrangeiros realizarão uma experiência única no Brasil: colocar fogo em uma floresta de 50 hectares no Mato Grosso. O objetivo é saber exatamente o que ocorre quando o fogo gera o desmatamento de floresta tropical, qual o volume de CO2 produzido, qual a flora que sobrevive e em quanto tempo o solo será recomposto.

No fundo, o que os cientistas querem saber é como as florestas tropicais vão sobreviver aos fogos cada vez mais frequentes nessas regiões, causados não por fazendeiros querendo abrir terreno para plantar, mas por causa de mudanças climáticas.


Hoje, o custo de incêndios nas florestas em todo o mundo já chega a US$ 24 bilhões, seja com a perda de madeira, biodiversidade e mesmo prejuízos a proprietários de terras.


Testes como o que ocorrerá em Mato Grosso ocorrem desde 2004, conduzidos pelos cientistas da Woods Hole Research, dos EUA. No Brasil, os testes ocorrerão em uma propriedade da família do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi.


A queima de floresta tropical se tornou um dos principais problemas enfrentados por países na América Latina, África ou sul da Ásia. Alguns dados apontam que o desmatamento causado pelo fogo é o dobro do causado pelo corte deliberado de madeira por empresas tentando exportar produtos tropicais.


Avaliações preliminares indicaram que, ao contrário das temperadas, florestas tropicais reagem de forma diferente a fogo. Por serem úmidas, teriam partes de sua flora mantidas, mesmo em um incêndio natural. Mas a suspeita é de que a vegetação mais baixa não se recupere.


O experimento promete ser um evento. O primeiro passo será colocar fogo. Em seguida, outro grupo mede com qual velocidade o incêndio se propaga. Outro trabalho será o de medir as chamas. No fim, os cientistas vão avaliar o que sobrou e ainda quanto foi gerado em termos de emissões de CO2. (oesp)

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