A ideia do designer Marco Antonio Castro Cosio conquistou o segundo lugar no concurso DesignWala Grand Idea Competition este ano.
CITAÇÃO : "Imaginar é mais importante do que saber. O conhecimento é limitado. A imaginação abarca o universo." Albert Einstein
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
As ruas de New York transformadas em jardins
A ideia do designer Marco Antonio Castro Cosio conquistou o segundo lugar no concurso DesignWala Grand Idea Competition este ano.
Londres, quando o aquecimento global chegar
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Cidade de Londres tomada por água
Robert Graves & Didier Madoc-Jones. / Robert
Graves & Didier Madoc-Jones.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
"Futuro da internet está nas coisas"
ENTREVISTA » SILVIO MEIRA ( Jornal do Commercio - informática )
Para o cientista chefe do Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife (Cesar), Silvio Meira, o futuro da internet está nas coisas. Ruas e carros interligados, dirigindo-se sozinhos, sem sinais de trânsito. Lixo monitorado pela web, com organizações aplicando multas e restrições às empresas que não cuidam dos seus detritos. Pessoas navegando através de seus smartphones, para se comunicar, gerar conteúdo e produzir inovação. “Vamos criar um campo informacional global onde teremos todas as coisas conectadas”, prevê.
JC – Como se pode usar a internet hoje para inovar?
SILVIO MEIRA – À medida que você coloca as empresas, pessoas e máquinas em rede, você cria uma plataforma que vai além do “ler e escrever”, uma rede onde se pode programar o que não está programado e agregar funcionalidades novas. Isso é o Farm ville dentro do Facebook e também é o Twitter, que nada mais é que um conjunto de API (ou Interface de Programação de Aplicações) no qual se pode criar à vontade. Na hora em que se faz isso, se começa a poder escrever negócios na rede numa escala social e que todo mundo tem como usar. A disponibilidade de uma infraestrutura entregue como serviço em rede permite a criação de um Twitter, por exemplo, que foi a maior inovação dos últimos anos.
JC – Esse tipo de transformação poderia ser prevista no início da internet?
SILVIO – É sempre mais fácil a gente superestimar o impacto das tecnologias num curto prazo, e subestimar no longo prazo. Essas tendências vêm sendo construídas há décadas, diminuindo o preço dos componentes, aumentando a produtividade de softwares, educando mais gente, automatizando um número cada vez maior de negócios... Quando isso começou, o computador ficava por trás do balcão: você falava com alguém, que falava com o operador do PC. Quando o computador vem para o balcão, se fala com quem usa diretamente o sistema. Agora você tira o intermediário e lida com a máquina.
JC – Mas o que acontecerá com os intermediários?
SILVIO – Resultados científicos mostram que inteligência artificial bate sistematicamente médicos no diagnóstico de febre de crianças abaixo de cinco anos. Essas máquinas dão conta da análise de um conjunto de sintomas muito maior do que um ser humano processa. Isso torna o médico obsoleto? Não. Só deixa o diagnóstico redundante, mas as outras funções do profissional ainda são importantes. Aconteceu a mesma coisa com os telefonistas e tratadores de cavalos. Os intermediários vão migrar para cima na cadeia de valor de trabalho da sociedade. Qualquer coisa que não for baseada em funções mentais usadas para criar, identificar, decodificar e resolver problemas será informatizada.
JC – Considerando-se a proximidade com a tecnologia e a facilidade de acesso, o que podemos esperar para o futuro?
SILVIO – Já está acontecendo. Nesta década, as plataformas de informatização, não só de negócios, mas de governo, da cidade e das pessoas, começarão a andar comigo, no smartphone. Estamos falando de mobilidade informacional conectada em larga escala em dispositivos que são programáveis. Os softwares que estão no meu celular são diferentes dos presentes em outros aparelhos, são personalizados, eu programo minha própria informática. Posso partir da disponibilidade de um número enorme de aplicações que estão no mercado, mas também posso ir lá e fazer meu próprio programa.
JC – Quais os obstáculos estruturais que impedem o acesso à tecnologia hoje?
JC – O Plano Nacional de Banda Larga pode ajudar nisso?
SILVIO – Acho que o PNBL é uma declaração prática de que nós reconhecemos, depois de tanto tempo, que banda larga é uma das infraestruturas econômicas essenciais para a sociedade, assim como água, luz e estradas. Até o meio de 2011, o País terá mais casas com internet do que com esgoto tratado, mas aí podíamos combinar as coisas: por que não levar cabo de fibra ótica pelo cano de esgoto? É possível e econômico que se faça isso.
Para o cientista chefe do Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife (Cesar), Silvio Meira, o futuro da internet está nas coisas. Ruas e carros interligados, dirigindo-se sozinhos, sem sinais de trânsito. Lixo monitorado pela web, com organizações aplicando multas e restrições às empresas que não cuidam dos seus detritos. Pessoas navegando através de seus smartphones, para se comunicar, gerar conteúdo e produzir inovação. “Vamos criar um campo informacional global onde teremos todas as coisas conectadas”, prevê.
JC – Como se pode usar a internet hoje para inovar?
SILVIO MEIRA – À medida que você coloca as empresas, pessoas e máquinas em rede, você cria uma plataforma que vai além do “ler e escrever”, uma rede onde se pode programar o que não está programado e agregar funcionalidades novas. Isso é o Farm ville dentro do Facebook e também é o Twitter, que nada mais é que um conjunto de API (ou Interface de Programação de Aplicações) no qual se pode criar à vontade. Na hora em que se faz isso, se começa a poder escrever negócios na rede numa escala social e que todo mundo tem como usar. A disponibilidade de uma infraestrutura entregue como serviço em rede permite a criação de um Twitter, por exemplo, que foi a maior inovação dos últimos anos.
JC – Esse tipo de transformação poderia ser prevista no início da internet?
SILVIO – É sempre mais fácil a gente superestimar o impacto das tecnologias num curto prazo, e subestimar no longo prazo. Essas tendências vêm sendo construídas há décadas, diminuindo o preço dos componentes, aumentando a produtividade de softwares, educando mais gente, automatizando um número cada vez maior de negócios... Quando isso começou, o computador ficava por trás do balcão: você falava com alguém, que falava com o operador do PC. Quando o computador vem para o balcão, se fala com quem usa diretamente o sistema. Agora você tira o intermediário e lida com a máquina.
JC – Mas o que acontecerá com os intermediários?
SILVIO – Resultados científicos mostram que inteligência artificial bate sistematicamente médicos no diagnóstico de febre de crianças abaixo de cinco anos. Essas máquinas dão conta da análise de um conjunto de sintomas muito maior do que um ser humano processa. Isso torna o médico obsoleto? Não. Só deixa o diagnóstico redundante, mas as outras funções do profissional ainda são importantes. Aconteceu a mesma coisa com os telefonistas e tratadores de cavalos. Os intermediários vão migrar para cima na cadeia de valor de trabalho da sociedade. Qualquer coisa que não for baseada em funções mentais usadas para criar, identificar, decodificar e resolver problemas será informatizada.
JC – Considerando-se a proximidade com a tecnologia e a facilidade de acesso, o que podemos esperar para o futuro?
SILVIO – Já está acontecendo. Nesta década, as plataformas de informatização, não só de negócios, mas de governo, da cidade e das pessoas, começarão a andar comigo, no smartphone. Estamos falando de mobilidade informacional conectada em larga escala em dispositivos que são programáveis. Os softwares que estão no meu celular são diferentes dos presentes em outros aparelhos, são personalizados, eu programo minha própria informática. Posso partir da disponibilidade de um número enorme de aplicações que estão no mercado, mas também posso ir lá e fazer meu próprio programa.
JC – Quais os obstáculos estruturais que impedem o acesso à tecnologia hoje?
SILVIO – O Brasil está atrasado. Mas isso talvez seja o problema estrutural de um País de proporções gigantescas, com desníveis de renda entre os maiores do mundo e de dificílima solução a curto prazo. Não tenho expectativa que façamos 50 anos em 5. Hoje a gente aprendeu que não pode olhar para o futuro como se o mundo fosse acabar, podemos progredir de forma sustentável. China e Índia tomaram a decisão de que vão poluir tudo o que puderem para chegar onde desejam, enquanto o Brasil tenta olhar de outra forma. Pode ser que isso nos deixe numa plataforma mais equilibrada, mas o número de variáveis é muito grande.
JC – O Plano Nacional de Banda Larga pode ajudar nisso?
SILVIO – Acho que o PNBL é uma declaração prática de que nós reconhecemos, depois de tanto tempo, que banda larga é uma das infraestruturas econômicas essenciais para a sociedade, assim como água, luz e estradas. Até o meio de 2011, o País terá mais casas com internet do que com esgoto tratado, mas aí podíamos combinar as coisas: por que não levar cabo de fibra ótica pelo cano de esgoto? É possível e econômico que se faça isso.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Fotografias microscópicas
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James E. Hayden,Anglerfish ovary (4X) |
domingo, 10 de outubro de 2010
6 previsões para o Futuro da Web nos próximos 5 anos
O que vai
acontecer com a internet nos próximos anos? O bom senso nos diz para
evitar previsões, pois tudo muda muito rapidamente na web. Mas as
tendências estão aí e o Instituto Gartner
divulgou um estudo apontando algumas delas.As previsões foram
selecionadas de diversas áreas de pesquisa do Gartner como as tendências
mais urgentes e críticas. Os tópicos abordados na lista deste ano falam
sobre a mudança do equilíbrio do poder e do foco em TI.
Essas são as principais previsões apontadas no estudo:
Até 2012, 20% das empresas não terão ativos de TI
"Orçamentos empresariais de TI vão se contrair ou serão realocados para projetos mais estratégicos; a equipe de TI das empresas será reduzida ou reeducada para atender às novas exigências e/ou a distribuição do hardware terá que mudar radicalmente para atender às exigências dos novos pontos de compra de hardware de TI."
Até 2012, o Facebook vai se tornar o hub para integração de redes sociais
"Por meio do Facebook Connect e outros mecanismos similares, o Facebook vai dar suporte e terá um papel fundamental no desenvolvimento da web social distribuída e interoperável. Na medida em que o Facebook continua a crescer e a superar outras redes sociais, essa interoperabilidade vai se tornar crítica para o sucesso e a sobrevivência de outras redes sociais, canais de comunicação e sites de mídia."
Em 2012, 60% das emissões de gases estufa ocorrerão antes da máquina ligar
"O progresso no sentido de reduzir a energia necessária para montar um PC tem sido lento. Por todo o seu ciclo de vida, um PC típico consome dez vezes seu próprio peso em combustíveis fósseis, mas cerca de 80% do uso energético total de um PC ocorre durante a produção e o transporte."
O marketing via internet será regulamentado até 2015
"Apesar dos esforços internacionais para eliminar spams, as sujeiras de marketing são abundantes em todos os canais de marketing. A pressão por uma maior prestação de contas significa que a reação de consumidores incomodados vai provavelmente direcionar a legislação para regulamentar o marketing pela internet. As companhias que focam a internet primariamente com objetivos de marketing deverão se ver impossibilitadas de comercializar com os clientes de forma eficaz, colocando-se em desvantagem competitiva quando as novas leis entrarem em vigor."
Até 2014, 3 bilhões de pessoas farão transações via celulares
"As economias emergentes verão rapidamente o crescimento da adoção de celulares e da internet até 2014. Ao mesmo tempo, os progressos nos pagamentos, comércio e operações bancárias via dispositivos móveis estão facilitando as transações eletrônicas via celular ou internet no PC. A combinação dessas duas tendências cria uma situação na qual uma maioria significativa da população adulta do mundo vai poder efetuar transações eletrônicas até 2014."
Até 2013, os telefones celulares vão ultrapassar os PCs no acesso à web
"De acordo com as estimativas do Gartner, o número total de PCs em uso chegará a 1,78 bilhão de unidades em 2013. Até 2013, a base instalada combinada de smartphones e telefones equipados com navegadores vai ultrapassar 1,82 bilhão de unidades e, dali em diante, será maior do que a base instalada de PCs."
Um templo budista em Portugal
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Local foi construído depois de o governo
talibã no Afeganistão ter decidido destruir estátuas momumentais e
históricas
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Portugal é um país fundamentalmente católico. Ao caminhar pelas cidades, logo percebe-se a influência da igreja (ou das igrejas). Contudo, ao passar perto de Óbidos, em uma região tradicionalmente medieval, muitos podem se espantar ao deparar com jardins gramados entrecortados por lagos e – pasmem – figuras de arte oriental, incluindo guerreiros de terracota, dragões e budas.
A cena insólita, mas ao mesmo tempo inspiradora, é curiosa. O que faz um jardim desses na Quinta dos Loridos? Seria uma micro-região portuguesa colonizada por orientais? Não. É um projeto do Comendador José Manuel Rodrigues Berardo (Joe Berardo), um grande mecenas português, natural da ilha da Madeira.
Motivação
Se há algo que a religião (e filosofia) budista prega é a tolerância. Dentre os ensinamentos de Siddhartha Gautama (Buda), alguns mostram que a vida está entremeada ao sofrimento e há maneiras de bem agir para alcançar o caminho da iluminação, o nirvana. Boa parte dos países orientais foram influenciados por essa doutrina de busca pela calma e paz espiritual.
Não era assim, contudo, que pensavam os talibãs afegãos em 2001, meses antes do atentado terrorista contra as Torres Gêmeas nos Estados Unidos, que mudaria além do governo do país asiático, a história recente da humanidade. No começo daquele ano, os mulás começaram a destruir as históricas estátuas gigantes budistas – belos representantes da arte de Gandhara – que ficavam nas montanhas de Bamyan, no Afeganistão, para apagar os rastros de toda a cultura que não fosse muçulmana.
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O Jardim dentro da Quinta dos Loridos, que possui 35 hectares |
Diante de uma nação controlada por fanáticos religiosos, ninguém pôde fazer nada para impedir tal barbárie contra obras consideradas patrimônio cultural da humanidade. Diante dessa atrocidade, o Comendador Berardo resolveu criar seu jardim na área já belíssima Quinta dos Loridos, com 35 hectares.
Paz
Entre budas, pagodes, estátuas de terracota e várias esculturas cuidadosamente espalhadas pela propriedade, estima-se que foram usadas mais de 6 mil toneladas de mármore e granito. Os 700 soldados de terracota são pintados à mão e cada um deles é único, encontrando-se alguns enterrados há 2.200 anos atrás durante a dinastia chinesa do imperador Qin. No lago central é possível observar os peixes KOI, e os dragões esculpidos que se erguem da água. A escadaria central é o ponto focal do jardim, onde os budas dourados dão calmamente as boas-vindas.
O site do lugar diz: “Pretende-se, que o Buddha Eden Garden seja um lugar de reconciliação. Sem nenhuma tendência religiosa, abrimos as portas, a todas as pessoas, independentemente, da religião, etnia, nacionalidade, sexo, idade, condição cultural ou social, convidando à união, comunicação e meditação, como forma de redescobrir a felicidade. Ambicionamos, assim, percorrer o caminho contrário à destruição do ser humano e disseminar a cultura da paz.”
Assim, o lugar se transformou em uma instituição cultural sem fins lucrativos. De livre acesso à visitação (doações para ajudar a manter o Buddha Eden são bem-vindas), o jardim é, sem dúvida, um local para meditar e para observar os ideais que norteiam o budismo, como por exemplo a busca pela sabedoria, o comportamento ético, a disciplina mental. Então, se um dia estiver em Portugal e somente o “vinho de meditação” não bastar para acalmar o seu espírito, tente degustá-lo neste éden.
Enocultura; incremente sua biblioteca 2
Dicionário do Doceiro Brasileiro
Dr. Antonio José de Souza Rego, Editora Senac São Paulo, 328 páginas, R$ 70
Livro de referência, originalmente escrito em 1892, traz 940 de receitas de doces de todas as qualidades. O dicionário, organizado pelo antropólogo e museólogo, Raul Lody, é um rico e amplo memorial dos processos culinários, ingredientes, receitas e indicações de uso e de consumo do doce no Brasil. O prefácio de Lody traz um panorama histórico do açúcar, ingrediente indispensável nessa "história".
Para Onde Foram os Chefs? - Fim de uma gastronomia francesa
François Simon, Editora Senac, 128 páginas, R$ 30
François Simon é crítico literário do diário francês Le Fígaro e, neste ensaio polêmico (como o próprio título já sugere), contesta a globalização da alta gastronomia. Além de criticar os chefs, que resolveram implantar suas marcas no mundo e criando uma comida "tecnoemocional", ele questiona as avaliações dos restaurantes (especialmente o Guia Michelin). No fim, ele tenta mostrar que ainda é possível encontrar uma culinária mais autêntica e menos midiática.
O gosto do vinho
Émile Peynaud e Jacques Blouin, Editora WMF Martins Fontes, 264 páginas, R$ 125
Émile Peynaud é uma lenda no mundo vinícola, conhecido por pesquisas e aulas no instituto de enologia de Bordeaux, além de consultoria para grandes produtores. Neste livro, ele e Jacques Blouin - um dos alunos de Peynaud - mostram o quão essencial é a degustação para avaliar a qualidade de um vinho. Sendo assim, eles escrevem um verdadeira tratado sobre degustação e a nova edição visa ajudar o leitor a compreender melhor os vinhos contemporâneos.
( da revista adega ).
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