terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Um túnel ligará Santos ao Guarujá

A ligação seca entre as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista, será realizada por um túnel de aproximadamente 900 m de extensão. De acordo com o Governo do Estado de São Paulo, o projeto previsto inicialmente para a construção da ponte foi descartado porque a altura máxima permitida na região, pela proximidade com a Base Aérea, é de 75 m. No entanto, a ponte deveria ter pelo menos 85 m de altura para atender ao gabarito do Porto de Santos, inviabilizando o projeto. 

A técnica de túnel imerso, inédita no Brasil, é feita a partir de perfis de concreto armado pré-moldados em uma doca seca, que são selados e rebocados flutuando até seu local definitivo, onde são afundados. Embaixo d''''água, os perfis são conectados uns aos outros através de juntas apropriadas que garantem sua estanqueidade.

Uma das vantagens deste método sobre o túnel escavado, segundo o Dersa,  é sua menor profundidade de implantação, que, por sua vez, necessita de menores rampas de acesso e portanto menor custo, leia mais AQUI e AQUI

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

As cidades inteligentes do futuro


Um dos fatos definidores do século XX foi a urbanização. O impacto transformador da aglomeração de pessoas em cidades, nos últimos 100 anos, pode ser comparado à revolução no modo de vida dos seres humanos causada pela invenção da agricultura, 10.000 anos atrás. No século passado, o número de habitantes em cidades cresceu 10 vezes, de 250 milhões pessoas para 2,8 bilhões. Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) mostrou que, em 2008, pela primeira vez na história, a maior parte da humanidade passou a viver no meio urbano. A mudança deve se aprofundar nos próximos anos. A ONU espera que em 2050 a população mundial alcance nove bilhões de pessoas, das quais seis bilhões estarão nas cidades.
Tamanha transformação traz desafios igualmente grandiosos: como acomodar bilhões de pessoas em cidades? Arquitetos, urbanistas e engenheiros estão reinventando desde a malha urbana e os sistemas de transporte até o que hoje chamamos de lar. Um dos pilares dessa reinvenção é o uso da nuvem computacional. A computação em nuvem é como se convencionou chamar o armazenamento de dados e aplicativos que podem ser acessados a partir de qualquer lugar ou aparelho com conexão à internet. As implicações são várias. Aparelhos como eletrodomésticos ou automóveis estarão conectados à internet, recebendo e enviando informações em tempo real. São recursos para converter cidades comuns em cidades mais inteligentes, ou smart cities...continue lendo

domingo, 8 de janeiro de 2012

National Geographic Photography Contest Winners: 2011

Saiba mais sobre o concurso anual de fotografias da National Geographic que teve a participação de mais de 20 mil fotógrafos do mundo inteiro AQUI

Azeite também é coisa Turca


Localizada entre a Europa e a Ásia, o que a torna geoestrategicamente importante, a Turquia é um país euroasiático que ocupa toda a península da Anatólia. Ao sul está o mar Mediterrâneo, à sudoeste o Egeu e ao norte o mar Negro. É também nesse país em que se encontram os “Estreitos Turcos”, formados pelos estreitos de Bósforo e Dardanelos, que separam o continente europeu do asiático.

O país é marcado por diversos fatos e mitos ao longo dos anos. Sua identidade foi criada por volta do século XI, quando o povo turco começou a migrar para a região que hoje é conhecida como Turquia. A península da Anatólia, maior porção do atual território turco, é uma região repleta de história, já que é uma das áreas do mundo que há mais tempo vem sendo habitada de maneira contínua, possuindo até assentamentos neolíticos.

Conquistada pelo Império Aqueménida entre os séculos VII e VI a.C., a península foi posteriormente tomada por Alexandre, o Grande, em 334 a.C. Com a morte de Alexandre, ela passou a ser dividida em pequenos reinos tomados pelo Império Romano. Em 324, Constantino I escolheu a cidade de Bizâncio como capital do império, nomeando-a Nova Roma. Bizâncio é a atual Istambul e que, após a morte de Constantino, passou a ser chamada de Constantinopla, capital do Império Romano Oriental e posteriormente do Império Bizantino.

Caminhando um pouco pelo tempo, chegamos aos séculos XVI e XVII, o auge do Império Otomano, abrangendo desde o sudeste da Europa até o sudoeste da Ásia e Norte da África. E foi com a queda deste Império durante a I Guerra Mundial que um grupo de jovens militares criaram uma resistência aos Aliados e estabeleceram o que é hoje a Turquia

É também nesse país repleto de cultura que encontramos a lendária cidade de Troia, local da famosa Guerra de Troia, da história envolvendo o famoso Cavalo de Troia que foi descrita na Ilíada de Homero. Segundo o poeta épico, a guerra teve seu estopim após o rapto de Helena, rainha de Esparta, por Páris, príncipe de Troia.

Tradições do óleo


Não é somente em sua história que a Turquia possui tantas curiosidades e mitos. O país está entre os cinco maiores produtores de azeite do mundo, depois de Espanha, Itália, Grécia e Tunísia. Com isso, é natural que o óleo de oliva faça parte de suas tradições.


Uma das curiosidades está relacionada à vida após a morte. Na terra de Troia, muitos dizem que o caminho para uma pessoa alcançar o paraíso é pavimentado, ou construído, com os caroços das sete azeitonas que todos deveriam comer em seu dia-a-dia.

Outro fato interessante é que o principal esporte do país também possui um vínculo muito próximo ao óleo de oliva. O Yagli Gures, que traduzindo literalmente seria algo como “luta de azeite”, é um esporte que se assemelha à luta greco-romana. Os lutadores, chamados pehlivan (campeão em persa), vestem calças de couro semelhantes à calças utilizadas pelos bávaros, ditas kisbets. Antes do início de cada luta, os lutadores besuntam o corpo do adversário com azeite, um gesto que é considerado uma demonstração de equilíbrio e respeito mútuo.

Estranho, contudo, é que mesmo com toda essa curiosa ligação com o azeite de oliva, aliada à sua grande produção, a Turquia é o país da bacia do Mediterrâneo que menos consome o produto, sendo o consumo per capita de aproximadamente 1 quilograma por ano.

Até o principal esporte turco está relacionado ao azeite. A tradução de “Yagli Gures” significa algo como “luta de azeite” e se assemelha à luta greco-romana

Óleo turco

O país conta com cerca de 10% da plantação de azeitonas do mundo, o que representa cerca de 100 milhões de oliveiras, sendo um importante produtor de azeitonas de mesa – além de ser o quinto maior produtor do óleo como já foi dito. Esses números, porém, tendem a crescer, devido ao esforço que tem sido feito para modernizar os equipamentos dos lagares e atualizar a tecnologia, afim de aumentar a produtividade.

Grande parte do óleo exportado pela Turquia é um azeite de oliva refinado e a granel para diversos países, como Canadá, Austrália, Estados Unidos e Japão, além dos dois maiores produtores mundiais, Espanha e Itália, que também importam o óleo turco, misturando-o ao azeite local.


Boa parte dos produtores turcos possuem pequenas plantações, sendo sua elaboração um pouco retrógrada. Lá, a colheita mecanizada, por exemplo, é ainda muito rara.


É nas proximidades do mar de Mármara que o cultivo de olivas é mais intenso. O cultivar predominante na região é o Gemlik, utilizado tanto na produção de azeites quanto para ser vendido como azeitonas de mesa.
As costas do Egeu e do Mediterrâneo representam juntas aproximadamente 45% do total da área cultivada do país. Nessas regiões, no entanto, o cultivar predominante é o Memecik. Outros importantes cultivares são o Ayvalik, que responde bem à colheita mecanizada e produz um óleo de boa qualidade, e o Memeli e Cekiste, comuns na região de Izmir.

Dentre os óleos de oliva turcos, provavelmente o mais conhecido seja o da região de Adatepe, terra do Monte Ida, um óleo que tem cor dourada e que, por vezes, tende ao mais esverdeado, possuindo textura agradável, aroma herbáceo e sabor mais delicado, que pode lembrar frutas frescas. ( da Revista Adega ).

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

‘Lâmpadas solares’ feitas com garrafas iluminam lares pobres



Cerca de 25 mil lares de baixa renda nas Filipinas foram iluminados depois do lançamento de um sistema que produz ‘lâmpadas solares’ feitas de garrafas de plástico. 

Em um país onde 40% da população vive com menos de 2 dólares por dia, o custo crescente de energia impede que muitos possam pagar pela eletricidade. Há quem use velas como fonte de luz, mas quando gerações de uma mesma família dividem, nas favelas, um espaço pequeno e escuro, incêndios acidentais e destrutivos acontecem com frequência. 


O projeto Liter of Light foi lançado há 6 meses pela fundação My Shelter (Meu abrigo), uma ONG filipina com o objetivo de prover luz para 1 milhão dos quase 12 milhões de lares que não tem luz ou vivem no limiar de terem sua eletricidade cortada.

O esquema usa garrafas de plástico preenchidas com uma solução de água esbranquiçada, instaladas em buracos feitos nos tetos de ferro corrugado. Por refração, as garrafas produzem, durante o dia, o equivalente a 55 watts de luz solar para dentro do cômodo. Leva 5 minutos para fazer, usando um martelo, rebite, folhas de metal, lixa e epoxy. Cada uma custa 1 dólar. 

Eduardo Carillo, residente de uma das partes mais pobres da área metropolitana de Manila, dá seu depoimento: “Antes de termos a garrafa de luz, as passagens da casa eram escuras e o interior pior ainda. As crianças deixaram de ter medo – agora, estão contentes e riem porque podem brincar do lado de dentro durante o dia em vez de na rua”.

A ideia de usar garrafas plásticas como fonte de luz não é nova – foi desenvolvida no Brasil por Alfredo Moser, em 2002. Mas com a ajuda de um grupo de estudantes do MIT, esse bulbo solar usado na Filipinas foi adaptado de acordo com as necessidades locais.

A fundação My Shelter e o empreendedor social Ilac Diaz explicam: “O que nós fizemos foi um fecho unidirecional barato, usando uma folha de metal. Uma vez posto na garrafa, ela não escorrega nem cai mais. Mesmo que o telhado se expanda ou se contraia com o calor, isso não afetará a vedação a prova de água e manterá a garrafa em perfeito estado por anos a fio”.

Diaz acredita na importância de usar tecnologias verdes apropriadas para os países pobres:

“O desafio do mundo em desenvolvimento é chegar ao seu próprio modelo de limitar emissões de carbono – nós não temos dinheiro para comprar soluções importadas, patenteadas ou manufaturadas nos países ricos e também não podemos esperar até que elas se tornem acessíveis ao nosso bolso”.

O programa também está criando empregos. O que começou com a contratação de um funcionário para fazer as primeiras mil garrafas evoluiu para um programa que está gerando mais de 20 empregos para instalar as garrafas. “Nós queríamos provar que um homem poderia mudar esse vilarejo”, disse Diaz.

Esse artigo foi publicado através da Guardian Environmental Network, da qual ((o))eco faz parte. O texto original pode ser lido aqui.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A evolução das baterias


O dia 5 de dezembro, a cidade de Paris lançou um serviço de transporte chamado Autolib’, um pequeno carro elétrico para ser usado em um sistema de compartilhamento. Contudo, o motor de arranque do empreendimento, que poderá revolucionar o futuro da mobilidade no planeta, não está no sistema de aluguel. Este já existe em outras partes do mundo. Muito menos no design do carro, desenvolvido pelo estúdio italiano Pininfarina. A menina dos olhos do Autolib’ é uma bateria desenvolvida pela empresa Franco-canadense Balloré, chamada lítio-metal-polímero. A bateria dura mais, tem maior vida útil e pega carona nos últimos avanços conseguidos desde a criação das pilhas em 1800.

De lá para cá, as baterias passaram por várias transformações. Há quem diga que a primeira bateria foi criada há dois milênios pelo povo iraniano. Em 1936, arqueólogos encontraram jarros de argila em uma vila perto de Bagdá, no Iraque, com idade estimada em 2.000 anos. Dentro de cada jarro havia um fino cilindro de cobre com um bastão de ferro dentro. É possível que um ácido comum, como suco de limão ou vinagre serviam como meio para propiciar uma reação elétrica. Réplicas foram construídas e conseguiram produzir corrente, dando crédito à hipótese. Se os jarros eram baterias mesmo, eles podiam ser usados para a galvanização de joias ou produzir pequenos choques em rituais religiosos. Contudo, os artefatos encontrados em Bagdá são muito parecidos com outro tipo de objeto usado para guardar pergaminhos, que apesar de não possuírem o jarro de argila, são idênticos. Saiba mais sobre a história das baterias na linha do tempo preparada pelo site de VEJA.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...