CITAÇÃO : "Imaginar é mais importante do que saber. O conhecimento é limitado. A imaginação abarca o universo." Albert Einstein
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sábado, 26 de setembro de 2009
Azeite extra virgem português
Produtor: Grupo Sovena
Região: Portugal
Importador: Bunge Alimentos
Blend: não informado
Acidez máxima: 0,3%
Preço: R$ 23 (250 ml)
Marca criada pelo grupo Sovena somente para exportação, o Andorinha tem no Brasil seu maior mercado. Para se destacar entre seus produtos mais tradicionais, eles resolveram criar os Vintage. Este 2009, por estar bastante fresco (a data de envasamento é recente), surpreendeu. Trata-se de um bom frutado leve. Seus aromas lembram tomate, maçã verde e tons herbáceos, com cheiro bem delicado. É um óleo relativamente complexo, pois apresenta amargor, picância e também uma sensação levemente adocicada. Pode harmonizar-se desde saladas até peixes.
2 Companhia das Lezírias
Produtor: Companhia das Lezírias
Região: Ribatejo, Portugal
Importador: D'olivino
Blend: Arbequina e Cobrançosa
Acidez máxima: 0,3%
Preço: R$ 39 (500 ml)
Apesar de tradicional em vinhos e de plantar oliveiras desde 1910, o business de azeites da Companhia das Lezírias é novo - com olivares plantados há quatro anos, produzindo as portuguesas Galega e Cobrançosa, e a espanhola Arberquina. Este óleo é feito com esta variedade estrangeira e a Cobrançosa. No aroma, apresenta tons herbáceos. Possui um sabor mais amendoado (de azeitonas colhidas mais maduras) e pouco picante. Um azeite bom para saladas com verduras mais leves, com tomate, alface, e também com legumes cozidos.
3 Fonte Mouro
Produtor: Sociedade Agrícola Monte Novo e Figueirinha
Região: Beja, Portugal
Importador: D'olivino
Blend: Galega, Cordovil e Cobrançosa
Acidez máxima: 0,4%
Preço: R$ 30 (500 ml)
Do mesmo produtor do Herdade da Figueirinha (já avaliado por ADEGA) e que produz vinhos de mesmo nome (Fonte Mouro), da região do Alentejo. Um blend das variedades Galega (a mais tradicional de Portugal), Cordovil e Cobrançosa. É um azeite bem leve (frutado) nos aromas e sabores. Apresenta pouca picância, e um bom amargor na língua. É um bom acompanhamento para saladas, especialmente com verduras mais amargas como endívia, radiccio etc.
4 Herdade do Esporão Seleção
Produtor: Herdade do Esporão
Região: Alentejo, Portugal
Importador: Qualimpor
Blend: Galega, Cordovil e Verdeal
Acidez máxima: 0,4%
Preço: R$ 36 (500 ml)
Tradicional pela produção de vinhos, desde 1997 a Herdade do Esporão também se dedica aos azeites. Recentemente, a marca lançou novas embalagens no Brasil. Este Seleção, de bela garrafa estilizada negra (que protege o líquido da luz), apresenta um suave aroma, que lembra maçã verde. Na boca, é bastante amargo e pouco picante. Harmoniza-se muito bem com saladas de verduras mais amargas (lembrando que as combinações de azeite com comida são sempre por similaridade de paladar e nunca por contraste), e também com pratos preparados com carnes brancas.
5 La Morenita
Produtor: Sociedade Industrial e Comercial de Azeites
Região: Estremoz, Portugal
Importador: Napolitano
Blend: não informado
Acidez máxima: 0,8%
Preço: R$ 17 (500 ml)
Para acompanhar fazer frente à inusitada situação do nome espanhol em azeite português, seu aroma é bastante exótico e lembra maracujá. Isso mesmo, algo raro. É um óleo com bom amargor e picância bem leve. Como apresenta um pouco de acidez no palato, acompanhará bem um peixe marinado preparado com tempero de limão, um cebiche (ou ceviche), por exemplo.
6 Rosmaninho
Produtor: Cooperativa Olivicultora de Valpaços
Região:Trás-os-Montes, Portugal
Importador: Dan-Bru
Blend: Verdeal, Madural e Cobrançosa
Acidez máxima: 0,3%
Preço: R$ 20 (500 ml)
Da DOP (Denominação de Origem Protegida) de Trás-os-Montes, que representa a maior parte da produção de azeites portuguesa - exatamente com os olivares das variedades do blend deste óleo: Verdeal, Madural e Cobrançosa. Também um frutado leve, este extravirgem tem um aroma sutil, que lembrou funghi e apresentou uma nota de untuosidade. Apresenta bom amargor e picância (polifenóis) bem leve. Segue bem com saladas verdes e amargas.
7 Triunfo
Produtor: Manuel da Silva Torrado, SICA
Região: Alentejo, Portugal
Importador: Casa Flora
Blend: Galega, Cobrançosa, Verdeal, Cordovil etc
Acidez máxima: 0,7%
Preço: R$ 15 (500 ml)
Também produzido e embalado pelo grupo SICA (Sociedade Industrial e Comercial de Azeites), com sede em Estremoz, no Alentejo. Como todos os portugueses avaliados, também é um frutado leve. O aroma contém toques herbáceos bem sutis. Sente-se uma verdura no nariz, que lembra chicória. Ele é pouco amargo no palato, mas bastante picante (talvez o mais picante - que representa a presença de polifenóis - entre os portugueses provados). Por conta disso, este extravirgem combinará bem com alimentos mais condimentados, como cozidos à portuguesa, por exemplo.
8 Vila Flor Gold Reserve
Produtor: Dumércio Comércio Internacional
Região: Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal
Importador: Casa Flora
Blend: Cordovil, Verdeal e Madural
Acidez máxima: 0,5%
Preço: R$ 17 (500 ml)
A linha Vila Flor tem diversos azeites, varietais e blends. Este é uma mistura de três olivas: Cordovil, Verdeal e Madural; das regiões do Alto Douro e Trásos- Montes. Este óleo, de aroma herbáceo bem discreto, é, contudo, bastante amargo (lembrando, mais uma vez, que amargor não é defeito) e pouco picante. E, já que é um azeite português, vale uma combinação típica com a famosa "sopa de grelos" ou outras sopas preparadas com legumes mais amargos da região do Minho, por exemplo.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
O azeite português
Portugal é banhado pelo Oceano Atlântico, porém, assim como ocorre com os dinamarqueses - que não se localizam na península, mas que ainda assim possuem características escandinavas -, a alma portuguesa é puramente mediterrânea; por suas características climáticas e culturais, e que os levaram a produzir a uva e a oliva.
A história do azeite luso tem seu início - mais provavelmente - na Era do Bronze, passando pelos tempos romanos e proliferado no período da invasão moura, possuindo uma olivicultura muito tradicional até os dias de hoje.
As olivas eram extensivamente plantadas no sul do país e sua produção veio crescendo, ou pelo menos se mantendo estável, até por volta de 1950 - período em que ocorreu o êxodo rural, declinando- se tanto a produção como o seu consumo, que foi substituído por outros óleos vegetais, cujos valores eram muito inferiores.
Tal situação só foi alterada na década de 80, com a adesão do país à União Europeia - justamente quando a olivicultura do país foi incentivada.
Galega
Cerca de quatro quintos das oliveiras encontradas em Portugal são do cultivar galega, originária do norte do Alentejo, dona de um aroma frutado e suave, com sabor herbáceo, de frutas verdes, e com notas amendoadas.
O problema desta espécie é que seu óleo deteriora com rapidez. Apesar disso, foi esta variedade que mais influenciou o gosto do mercado interno de Portugal, que - apesar de possuir grande e premiados azeites - ainda segue a tradição, preferindo azeites com acidez elevada.
As regiões produtoras portuguesas estão localizadas em sua metade oriental, correndo o país de norte a sul, encostadas em sua vizinha Espanha. A única exceção é a região do Ribatejo, que é banhada pelo Oceano Atlântico.
Trás-os-Montes
A região de Trás-os-Montes, atravessada pelo rio Douro, chega a representar 35% da produção nacional. O óleo de sua Denominação de Origem Protegida, que é homônima, possui coloração dourada, aroma e sabor frutado, com notas amendoadas, além de certo amargor e picância. Seus principais cultivares são a Verdeal, Transmontana, Madural, Cobrançosa e Cordovil.
Guarda e Castelo Branco
O cultivar dominante desta região é Galega; seu óleo é amarelo dourado, sabor frutado e, em geral, com notas picantes e amargas. Existem duas DOPs nesta região: Beira Baixa e Beira Alta. As duas, contudo, ainda passam por um processo de modernização, sendo o óleo produzido em maior escala na Beira Alta.
Ribatejo
Ribatejo já foi um dia a região que liderava a produção de azeite. Santarém, cidade que nela se situa, é conhecida por seu óleo de oliva desde o século XIII. Hoje, em contrapartida, a zona é responsável por não mais que 5,5% da produção nacional.
O cultivar dominante é também a Galega, sendo a única oliva permitida no óleo Azeite do Ribatejo DOP. Esta denominação de origem é ainda pouco desenvolvida e possui poucos produtores registrados.
Alentejo
Situada no sudeste de Portugal, fazendo fronteira com a região de Estremadura, na Espanha. Nela existem três Dops: Azeite do Norte Alentejano, Azeite do Alentejo Interior e Azeite de Moura. O primeiro possui um óleo leve e frutado, sendo os cultivares estipulados: Galega, Blanqueta e Cobrançosa.
O segundo é ainda pouco desenvolvido, em que o óleo deve ser elaborado com, no mínimo, 60% da oliva Galega. E por fim, o terceiro e último, Moura DOP, possui um óleo esverdeado, frutado, sendo amargo quando jovem. É elaborado a partir dos cultivares Galega, Cordovil e Verdeal.
Portugal no Brasil
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), entre 2004 e 2008, Portugal passou de 11.118 para cerca de 22 mil toneladas de azeite exportado para o Brasil. Isso significa que 67,3% das exportações de azeite português foram realizadas para cá, gerando receita de 87,4 milhões de euros. (adega)
A história do azeite luso tem seu início - mais provavelmente - na Era do Bronze, passando pelos tempos romanos e proliferado no período da invasão moura, possuindo uma olivicultura muito tradicional até os dias de hoje.
As olivas eram extensivamente plantadas no sul do país e sua produção veio crescendo, ou pelo menos se mantendo estável, até por volta de 1950 - período em que ocorreu o êxodo rural, declinando- se tanto a produção como o seu consumo, que foi substituído por outros óleos vegetais, cujos valores eram muito inferiores.
Tal situação só foi alterada na década de 80, com a adesão do país à União Europeia - justamente quando a olivicultura do país foi incentivada.
Galega
Cerca de quatro quintos das oliveiras encontradas em Portugal são do cultivar galega, originária do norte do Alentejo, dona de um aroma frutado e suave, com sabor herbáceo, de frutas verdes, e com notas amendoadas.
O problema desta espécie é que seu óleo deteriora com rapidez. Apesar disso, foi esta variedade que mais influenciou o gosto do mercado interno de Portugal, que - apesar de possuir grande e premiados azeites - ainda segue a tradição, preferindo azeites com acidez elevada.
As regiões produtoras portuguesas estão localizadas em sua metade oriental, correndo o país de norte a sul, encostadas em sua vizinha Espanha. A única exceção é a região do Ribatejo, que é banhada pelo Oceano Atlântico.
Trás-os-Montes
A região de Trás-os-Montes, atravessada pelo rio Douro, chega a representar 35% da produção nacional. O óleo de sua Denominação de Origem Protegida, que é homônima, possui coloração dourada, aroma e sabor frutado, com notas amendoadas, além de certo amargor e picância. Seus principais cultivares são a Verdeal, Transmontana, Madural, Cobrançosa e Cordovil.
Guarda e Castelo Branco
O cultivar dominante desta região é Galega; seu óleo é amarelo dourado, sabor frutado e, em geral, com notas picantes e amargas. Existem duas DOPs nesta região: Beira Baixa e Beira Alta. As duas, contudo, ainda passam por um processo de modernização, sendo o óleo produzido em maior escala na Beira Alta.
Ribatejo
Ribatejo já foi um dia a região que liderava a produção de azeite. Santarém, cidade que nela se situa, é conhecida por seu óleo de oliva desde o século XIII. Hoje, em contrapartida, a zona é responsável por não mais que 5,5% da produção nacional.
O cultivar dominante é também a Galega, sendo a única oliva permitida no óleo Azeite do Ribatejo DOP. Esta denominação de origem é ainda pouco desenvolvida e possui poucos produtores registrados.
Alentejo
Situada no sudeste de Portugal, fazendo fronteira com a região de Estremadura, na Espanha. Nela existem três Dops: Azeite do Norte Alentejano, Azeite do Alentejo Interior e Azeite de Moura. O primeiro possui um óleo leve e frutado, sendo os cultivares estipulados: Galega, Blanqueta e Cobrançosa.
O segundo é ainda pouco desenvolvido, em que o óleo deve ser elaborado com, no mínimo, 60% da oliva Galega. E por fim, o terceiro e último, Moura DOP, possui um óleo esverdeado, frutado, sendo amargo quando jovem. É elaborado a partir dos cultivares Galega, Cordovil e Verdeal.
Portugal no Brasil
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), entre 2004 e 2008, Portugal passou de 11.118 para cerca de 22 mil toneladas de azeite exportado para o Brasil. Isso significa que 67,3% das exportações de azeite português foram realizadas para cá, gerando receita de 87,4 milhões de euros. (adega)
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