quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Porque as ostras estão desaparecendo


Uma pesquisa recente sobre o estado da população mundial de ostras mostrou que os animais estão desaparecendo com rapidez. Cerca de 85% dos recifes de ostras sumiram por causa de doenças e exploração humano, estimam os pesquisadores. Mas o desaparecimento pode ser maior ainda porque muitas regiões estudadas não tinham dados do passado.

O estudo da ONG Nature Conservancy e Universidade da Califórnia, publicado na revista BioSciences, analisou 40 regiões, com 144 baías. Os pesquisadores concluíram que 75% das ostras que ainda vivem estão localizadas em recifes de cinco regiões da América do Norte. O estudo não incluiu recifes de ostra na costa da África do Sul, China, Japão e Coreias do Norte e Sul.

Os pesquisadores constataram que a maioria dos recifes de ostras que sobraram estão com menos de 10 % de sua população inicial. O declínio das ostras começa com a destruição de seu habitat, principalmente pela pesca de arrastão e a dragagem de materiais do fundo do mar. Os animais que conseguem sobreviver ficam mais vulneráveis às mudanças ambientais.

Outro fator responsável pelo desaparecimento das ostras selvagens é a introdução de ostras não nativas em seu ambiente, que provoca a disseminação de doenças. Segundo os pesquisadores, as ostras selvagens estão praticamente extintas. Para remediar o problema, os cientistas sugerem que os recifes com menos de 10% de sua população original sejam fechados para exploração até que as ostras se recuperem. Os animais, além de filtrarem a água do mar, são fonte de alimento e renda de várias populações ( Galileu ).

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tráfego Aéreo Mundial Visto do Espaço

O tempo deste clip é de 1m12s e representa as 24 horas de um dia inteiro das viagens de avião que se fazem. Feitas as contas, cada segundo de filme, representa 20 minutos reais.
Cada pontinho amarelo representa um voo com pelo menos 250 passageiros.Nota que os voos dos EUA para a Europa partem principalmente à noite, sendo a sua volta diurna.Pela imagem que o sol imprime no globo, pode-se dizer que é verão no hemisfério norte. Isto porque ele quase não se põe no  pólo norte e no pólo sul quase não aparece.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Um inédito sistema de purificação de água


Happy Basin - purificação de água instantânea para consumo (Imagem:Divulgação)

Preocupados com a falta de água potável no planeta, os designers coreanos Woo-sik Kim e Duck Soo Choi desenvolveram a “Happy Basin” (bacia feliz – em tradução livre) para promover a purificação instantânea de água. A inveção trata-se de um sistema pessoal para filtração de água para pessoas que moram em ambientes remotos.
Mais de uma em cada seis pessoas no mundo não têm acesso à água doce potável.  Das mortes por diarréia, 88 por cento são atribuíveis à escassez de água potável e à falta de instalações sanitárias. Portanto, a ideia dos coreanos oferece uma solução prática para pessoas que moram em ambientes remotos.
Geralmente associamos os problemas de água poluída com países não desenvolvidos e raramente pensamos que cidades plenamente desenvolvidas poderiam passar por uma situação de falta de água. Dessa forma, engenhocas como a Happy Basin também servem como solução para a purificação instantânea da água potável.
 A "bacia com furos", que imita a tipografia do mundo, é um produto inovador que possui filtros de cerâmica nano embutido na parte inferior. O sistema consiste em uma bacia perfurada, que ao ser inserido em um local com água suja, faz com que a água ultrapasse o meio filtrante no fundo da bacia e crie uma fonte de água purificada para consumo, permitindo ainda a armazenagem em outros recipientes, caso necessário. Os "buracos de entrada de água", através da tensão superficial da água poluída a permite passar através dos filtros, onde os poluentes ficam retidos e a água se torna potável ( do ciclovivo )

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Uma máquina que transforma embalagens plásticas em óleo


Uma interessante invenção japonesa que recicla as embalagens plásticas transformando-as em óleo. Uma máquina que com certeza no futuro estará presente nas residências das pessoas.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Enocultura - monte sua biblioteca


Vino Argentino
Laura Catena, Chronicle Books, 240 páginas, US$ 27,50

Laura Catena, filha de Nicolás Catena, produtor que revolucionou a vinicultura da Argentina nos anos de 1980, é a autora deste guia sobre vinhos argentinos. A obra é recheada de fotos incríveis, que vão de belas paisagens até cenas do cotidiano das cidades exploradas por Laura, que adicionam vida ao texto fácil e agradável de ler. Nas palavras de Anthony Dias Blues, editor-chefe da prestigiada publicação norte-americana The Tasting Panel Magazine: "Um livro único. Escrito, acima de tudo, com paixão".





Enoturismo
Firmino Esplendor, 115 páginas, R$ 25
Um guia prático sobre enoturismo. Essa é a melhor maneira de descrever a última obra de Firmino Esplendor, enólogo e professor responsável pela formação de mais de 600 profissionais da vitivinicultura. Segundo o autor, este livro traça horizontes com previsões para quem atua na área da recepção turística, além de convidar seus leitores a conhecer as riquezas regionais e paisagens panorâmicas que a região vitivinícola brasileira oferece. Os exemplares podem ser solicitados diretamente com o autor pelo e-mail: adegasplendor@terra.com.br ( da revista Adega ).

O fruto da Abadia

Igreja da cidade de Taggia
Quem viaja do sul da França à Itália, saindo de Nice e atravessando a belíssima e luxuosa Côte d'Azur, passando pelo Principado de Mônaco, vê montanhas percorrendo por um lado e o mar pelo outro, na porção mais ao norte do mar Mediterrâneo. Este é o impressionante cenário que se avista e, mais importante, que acolhe, com carinho, o fruto da oliveira ao chegarmos à Ligúria, na Itália.

Aí, a azeitona se beneficia do clima Mediterrâneo, estando protegida pelas montanhas. A Ligúria torna-se um verdadeiro éden para as oliveiras, assim como para nossos olhos. Localizada no noroeste italiano, essa região fronteiriça com a França possui Gênova como capital, um dos mais importantes portos do Mediterrâneo, principalmente durante o período das grandes navegações, já que é a terra de Cristóvão Colombo. Em meio a alguns paraísos como Portofino e Cinque Terre, outras importantes províncias, além de Gênova, são as de Impéria, La Spezia e Savona.
O paraíso de Portofino
A origem histórica da olivicultura na terra de Colombo continua ainda um tanto incerta, porém a teoria mais provável é a de que as olivas tenham tido seu cultivo organizado quando foram introduzidas pelos monges beneditinos da Abadia de Taggia, durante a Idade Média. No entanto, há indícios da presença de oliveiras desde 3000 a.C.
No entanto, foi a partir do século XVI que a região iniciou um grande processo de desenvolvimento, o que fez com que, já no século seguinte, o comércio do óleo de oliva se tornasse uma de suas principais atividades econômicas. Naquele século, muitos dos vinhedos e culturas de cereais da região foram substituídos por olivais, transformando assim sua paisagem agrícola.


Casa de Colombo, filho mais ilustre da Ligúria
Taggiasca
O cultivar mais difundido na região é a Taggiasca, tendo seu nome derivado de Taggia, uma vez que foram os mesmos monges beneditinos que iniciaram seu cultivo, por volta do século XII. São olivas pequenas e que geralmente não são colhidas até alcançarem o completo estado de maturação, normalmente no mês de dezembro. Seu paladar pode ser considerado como uma antítese ao estilo Toscano, mais amargo e picante. Outros cultivares encontrados na região são as autóctones Lizona, Morino, Olivana e Razzola, típicas da província de Savona, e Colombaia e Pignola, encontradas na província de Impéria.


Maquetes de moinhos são algumas atrações do Museo dell'Olivo
Riviera Ligure DOP
Por se tratar de uma região relativamente pequena, Riviera Ligure é sua única Denominação de Origem Protegida (DOP), percorrendo quase toda a Ligúria. Ela passa pelas províncias de Impéria, Gênova, Savona e La Spezia. A denominação é, portanto, subdividida em três:
Impéria é a Riviera de Fiori, onde o óleo deve ser produzido por, no mínimo, 90% do cultivar Taggiasca, de onde vem o melhor óleo da região. Savona é representada pela Riviera del Ponte Savonese, cujo óleo é produzido por, no mínimo, 60% de Taggiasca. O azeite que mais caracteriza essas duas províncias é conhecido como Biancardo, obtido da colheita tardia de azeitonas bem maduras - o que o torna frutado e bastante fluido, características muito presentes nos azeites lígures. As províncias de Gênova e La Spezia fazem parte da zona intitulada Riviera del Levante, cujo óleo deve ser produzido com 65% de Taggiasca (aqui conhecida como Lavagnina) e com as autóctones Razzola e Pignola.

Além de suas respectivas porcentagens exigidas, os azeites desta DOP devem seguir algumas outras exigências como: os cultivares destinados à sua produção devem ser colhidos até o dia 30 de janeiro; sua lavagem deve ser feita em temperatura ambiente, sendo também o único processo permitido antes do processo de oleificação - que deve ser efetuado durante as 36 horas seguintes à chegada ao lagar -; e, por fim, sua cor deve estar entre o amarelo e o verde claro. Os azeites lígures harmonizam-se muito bem com massas doces e, obviamente, com o molho mais famoso da região, o pesto.

Museo dell'Olivo
Museo dell'Olivo Caso um dia você vá passar pela região, não deixe de visitar o Museo dell'Olivo, na cidade de Impéria, um dos mais importantes, senão o mais, de óleo de oliva de todo o mundo. O museu nos mostra todos os processos, histórias e curiosidades que temos discutido ao longo destas edições de ADEGA. Possui inscrições que datam 2000 a.C. de transações de óleo de oliva feitas na Babilônia; a expansão do óleo desde o Oriente Médio até chegar no Mediterrâneo; as utilizações sacramentais; ânforas, jarras de cerâmica, diferentes prensas, entre outras curiosidades que encantam os verdadeiros apreciadores do óleo de oliva ( da revista Adega ).

sábado, 12 de fevereiro de 2011

As festas no subsolo de Paris

Um malabarista chamado Louis faz girar uma tocha em uma reunião dentro de uma pedreira. Mais de 300 quilômetros de túneis serpenteiam pelas fundações da Paris, quase todos proibidos. Mas as festas acontecem assim mesmo.
...Paris tem uma conexão bem mais profunda e estranha com seu subsolo que qualquer outra cidade. As artérias e os intestinos de Paris - os milhares de quilômetros de túneis que perfazem as redes de esgoto e de metrô, das mais antigas e densas do mundo - são apenas parte desse universo underground. Sob a capital francesa encontram-se espaços de todos os tipos: canais e reservatórios, criptas e caixas-fortes, adegas transformadas em boates e galerias. Os mais surpreendentes são ascarrières - as velhas pedreiras de calcário que se espalham em uma rede profunda e intrincada, a maioria na região sul da metrópole.

Ao longo do século 19, extraíam-se desses túneis e cavernas pedras para construção. Em seguida, sitiantes cultivavam cogumelos ali. Durante a Segunda Guerra Mundial, combatentes da clandestina Resistência Francesa escondiam-se em algumas pedreiras. Alemães construíam bunkers em outras. Hoje em dia, perambulam pelos túneis uma comunidade informal, sem líderes, cujos membros às vezes passam dias e noites sob a cidade. Eles são chamados decatafilistas - literalmente, amigos das catacumbas.

Entrar nas pedreiras tornou-se proibido a partir de 1955, de maneira que os catafilistas tendem a ser jovens em fuga do mundo da superfície e de suas regras. Os veteranos dizem que a cena subterrânea floresceu nos anos 1970 e 1980, época em que o tradicional espírito de rebeldia parisiense sofreu o choque revitalizador da cultura punk. Penetrar no subsolo era mais fácil então, quando havia bem mais entradas abertas. Alguns catafilistas descobriram que podiam entrar nas pedreiras através de passagens esquecidas no porão de suas escolas. Dali, rastejavam para dentro de túneis repletos de ossos - as famosas catacumbas. Em lugares só por eles conhecidos, os catafilistas faziam festas, montavam shows e peças, criavam arte, tomavam drogas. A liberdade reinava nos subterrâneos, até mesmo a anarquia... leia mais aqui

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Lake Vostok, o lago mais profundo do planeta

O Lago Vostok (veja um interessante infográfico) é uma massa de água sub-glacial localizada na Antártida, por baixo da Estação Vostok, um centro de investigação dirigido pela Rússia. Este lago permaneceu desconhecido durante muito tempo, graças ao seu peculiar enquadramento geográfico e permanece como uma das últimas zonas por explorar do planeta Terra. Só em 1996 se descobriu a sua verdadeira extensão. O lago Vostok tem uma forma elíptica com 250 km de comprimento e 40 km de largura cobrindo uma área de 14 mil km². O seu fundo é irregular e divide-se em duas bacias, a mais profunda com cerca de 800 m e a outra com 200 m. Calcula-se que o lago contenha um volume de 5.400 km³ de água doce. Está totalmente protegido da atmosfera e outros contactos com o exterior por uma espessura de 4 km de gelo antártico... continue lendo

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...