CITAÇÃO : "Imaginar é mais importante do que saber. O conhecimento é limitado. A imaginação abarca o universo." Albert Einstein
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Taxímetro online
Um interessante site, principalmente, para ser utilizado no seu celular 3G e que está disponível para as seguintes cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, Salvador, Recife...
Além de calcular o preço (aproximado) que ficaria um táxi entre dois endereços fornecidos (rua, nº do prédio e bairro), ainda nos fornece o trajeto em detalhes (nome das ruas que o motorista deve pegar, e até se é para virar à direita ou à esquerda, quando precisa sair de uma rua e pegar outra). Basta preencher os endereços de Origem e Destino, com os respectivos Bairros. Se quiser, coloque apenas o bairro e a cidade ...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Um celular que já vem com um painel solar
O aparelho em questão é o Umeox Apollo. Ele, além de carregar sozinho quando exposto a luz, vem equipado com GPS, altímetro, resistente a impactos e o sistema operacional Android,
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
O primeiro protótipo de TV holográfica
Um protótipo de televisor já é capaz de gerar hologramas monocromáticos e
coloridos, com a vantagem de não forçar os olhos do espectador.
Desvantagens das TVs 3D
Especialistas afirmam que as telas atuais com imagens tridimensionais forçam
os nossos olhos a trabalhar de forma antinatural.
No mundo real, quando se observa um objeto, os olhos focalizam e convergem
para um mesmo ponto.
Mas quando se vê imagens 3D, embora os olhos focalizem objetos que
supostamente estariam na frente ou atrás da tela, na realidade, eles continuam
convergindo sobre a tela.
Por isso, críticos dizem que assistir a muitas horas de TV tridimensional ou
a imagens em que a profundidade do 3D é grande demais, pode forçar os olhos e
provocar dores de cabeça.
Tanto assim que muitos fabricantes de equipamentos 3D recomendam que crianças jovens sequer assistam televisão 3D e alertam sobre
os riscos dos videogames 3D.
TVs com hologramas
Os hologramas podem se
transformar na alternativa mais saudável.
No atual protótipo, as imagens ainda são tremidas e tênues, e isso no modo
monocromático. Colorido é pior ainda.
Por outro lado, a tecnologia é capaz de reproduzir tanto imagens de
computador quanto filmes feitos em 3D.
O princípio é o mesmo usado em fotos holográficas, que surgiram nas últimas
décadas.
As imagens são armazenadas em filme ou neste caso, reproduzidas na tela,
através de uma complexa rede de interferências que só formam uma imagem quando
vistas do ângulo correto e sob a iluminação perfeita.
Para cada objeto na cena, fachos de luz são projetados da tela para
convergirem no ponto em que o objeto realmente estaria.
Isso significa que os olhos podem convergir para e focalizar o mesmo
ponto.
E é isso que os olhos fazem na vida real, diferentemente do que acontece na
atual tecnologia 3D.
Infelizmente, a imagem anterior em frente ao repórter era uma simulação de
como ela podia ser vista do ponto de vista do repórter.
Rastreador de olhos
O problema é que para que as imagens possam ser vistas de vários ângulos, a
TV precisaria produzir muito mais fachos de luz e interferências, o que
necessitaria de uma quantidade enorme de informações.
O atual protótipo driblou esta limitação com um sistema que identifica os
olhos do espectador para dessa forma projetar a luz no ponto ideal.
Atualmente, o máximo que o sistema pode fazer é acompanhar os movimentos de 4
pares de olhos de uma só vez, criando os respectivos hologramas.
A expectativa é que a tecnologia avance a ponto de os primeiros televisores
holográficos chegarem ao mercado no fim do ano que vem. Recentemente, a IBM
afirmou que espera que isso aconteça dentro de cinco anos - veja IBM promete projeção holográfica 3D em cinco anos (do inovação tecnológica ).
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Aurora boreal é vista no céu da Noruega
A aurora existe pela colisão de partículas do Sol e moléculas de átomos da atmosfera terrestre. E foi o céu Noruega o palco do espetáculo de imagens provocadas por este encontro.
A aurora boreal iluminou várias regiões da Noruega, como a vila Grotfjord e a cidade de Ersfjordbotn.O fenômeno aconteceu depois de explosões na superfície do Sol, que produziu as partículas elétricas, que se dispersaram pelo espaço.
Ao chegarem aos campos magnéticos da Terra, algumas delas ficaram presas e, em conseqüência, se chocaram com moléculas e átomos da atmosfera. A luminosidade vista por visitantes e nativos iluminou os céus da Noruega.
As fotos foram divulgadas pela Efe, nesta segunda-feira, 21 de fevereiro.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Um mapa do consumo de álcool do mundo
O mundo bebeu o equivalente a 6,1 litros de álcool puro por pessoa em
2005, de acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde publicado
em 11 de fevereiro. Os maiores indices são encontrados principalmente na
Europa e nos estados da antiga União Soviética. Moldávios são os mais
beberrões, começando com 18,2 litros cada, cerca de 2 litros a mais do
que os tchecos em segundo lugar. A OMS estima que os
resultados do álcool em 2,5 milhões de mortes por ano, mais do que a AIDS ou a
tuberculose. Na Rússia e os seus Estados satélites de cada
cinco mortes no sexo masculino uma é causada pela bebida (the economist / RiaNovosti).
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Veja a cobertura celular das operadoras em todo o mundo
ESSE SITE permite que você escolha determinada região e veja toda a cobertura de sinal, inclusive em 3G, de todas as operadoras de telefonia do local. Aqui no menu à direita você pode selecionar uma das duas opções disponíveis: a localização das torres ou uma mapa de calor. Com o mapa de calor, o site indicará as regiões mais “quentes”, ou seja, com sinal mais forte, utilizando a cor vermelha. As regiões com sinal fraco ficam em um tom mais próximo do azul. Já os lugares sem sinal ficam sem cor nenhuma. Logo abaixo, você pode selecionar se deseja ver a cobertura total disponível na região ou se prefere conferir a de cada uma das principais operadoras do país.
Em Tower Locations você pode ver a quantidade e localização das torres de celular espalhadas pela cidade. Do mesmo jeito que no mapa de calor, é possível selecionar cada uma das operadoras ou ver toda a cobertura disponível.
Ainda mais legal que o site é o aplicativo disponível para a plataforma Android do serviço. Nele você pode checar a potência do seu sinal, além de saber qual a distância e em que direção está a antena de celular mais próxima da sua operadora. O programa te mostra, em tempo real, qual a variação do sinal do local onde você está. Já em velocidade, você pode ver quão rápida está sua conexão 3G em determinado lugar. Infelizmente, o app ainda está em desenvolvimento para o iPhone e também não tem previsão de chegada para outras plataformas ( do olhar digital ).
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Maior tela sensível ao toque do mundo é mostrada na Holanda
Os pesquisadores da Universidade de Gronigen, na Holanda, chamam-na de
Mega Reality.
Não se trata de uma tela sensível ao toque como as encontradas em telefones
celulares e tablets.
O sistema resultou da conversão de um antigo teatro para projeções 3D, usando
um aparato que inclui a própria tela semitransparente, seis câmeras e 16
lâmpadas infravermelhas.
As câmeras, iluminadores e projetores são todos colocados atrás da tela -
devendo-se entender tela no sentido de uma tela de cinema e não de um iPad com
esteroides.
A tela de mega realidade atinge uma resolução de 4.900 por 1.700 pixels e
consegue lidar com até 100 toques simultâneos.
Técnicas de interação
Devido à camada difusa na parte frontal da tela, as câmeras não conseguem ver
muito bem através dela.
Mas, quando alguém toca a tela, uma pequena parte da luz infravermelha é
refletida de volta - uma magnitude de 2 ou 3 em uma escala de 0 a 255 -, o
suficiente para que as câmeras identifiquem as pontas dos dedos.
O objetivo primário do projeto é fornecer uma nova ferramenta para os
cientistas que lidam com Sistemas de Informações Geográficas (GIS, na sigla em
inglês) e para um grupo da Universidade que está trabalhando técnicas de
interação por meio de telas sensíveis ao toque (touchscreens). ( do inovação tecnológica ).
domingo, 20 de fevereiro de 2011
A areia, o vidro e o vinho
Algumas das grandes descobertas do homem foram feitas por acaso ou pela simples observação de fenômenos naturais. A descoberta do vidro é uma delas.
A data exata em que isso aconteceu não é possível precisar, mas o
historiador romano Plínio Caio, que viveu entre 23 e 79 a.C, deixou documentos
nos quais atribui aos navegadores fenícios - que acendiam fogueiras nas areias
das praias para funcionarem como faróis - a observação da formação de um
material vítreo quando as fogueiras esfriavam.
Mas o fragmento de vidro mais
antigo registrado é um amuleto, em que está escrito o nome de Antef II, faraó da
11ª dinastia (2133 - 1991 a.C.) do Egito. Assim, juntamente com outros povos do
Mediterrâneo, como os sírios e os gregos, é possível entender que o
desenvolvimento das técnicas rudimentares de fabricação do vidro já estava nas
mãos dos homens há mais de 5 mil anos.
ARTIGOS PRECIOSOS
Os
egípcios, civilização dominante do mundo ocidental por muitos séculos, passaram
a utilizar o vidro como jóia, como embalagem para cosméticos, vasos e tigelas; e
de lá o vidro foi, aos poucos, sendo aperfeiçoado e ganhando o mundo.
Uma das
dificuldades que conseguiram transpor foi a da elevação da temperatura dos
fornos, necessária para a fusão dos elementos que compõem o vidro. Eles
conseguiram isso utilizando foles e assim a massa vítrea passou a ser mais
maleável e de qualidade mais apurada, aumentando a possibilidade de fabricação
de artefatos diferentes.
No entanto, foi somente com a descoberta da técnica
do sopro (fabricação de vidro oco que capacita a produção de garrafas, potes e
copos), na Síria no século 1 a.C, que a grande revolução da história do vidro
teria lugar. Nessa época, o Império Romano já se estendia sobre o Oriente Médio
e o vidro foi ganhando espaço e status de produto nobre, presente nas casas mais
abastadas. Foram, inclusive, os romanos que utilizaram o vidro para fazer
janelas pela primeira vez.
PERÍODO ÂMBAR
O vidro, assim
que sai da forma e esfria, tem uma tonalidade amarelo palha. É necessário
agregar colorantes tanto para obter um vidro verde (cromo) quanto para obter um
vidro branco/transparente (manganês). Mas a história do vidro teve um período
escuro e longo, âmbar, quando o Império Romano decaiu.
Apesar de já ter se
transformado em uma indústria significativa, o homem da Idade Média nem pensava
em utilizar o vidro para engarrafar líquidos. Nessa época, a maioria dos
vidreiros se concentrou na Ilha de Murano, Veneza, para onde foram transferidas
muitas fábricas depois dos incêndios causados pelos fornos cada vez maiores e
potentes. Lá eles trabalhavam ornamentos, vidros planos, vitrais e peças
utilitárias.
Mas o final da Idade Média trouxe uma revolução que começou a se
insinuar com o aumento da produção dos bens de consumo, dos alimentos e
consequentemente dos vinhos (que também passaram a ter leis de produção mais
rigorosas). Assim, as garrafas - que já existiam, mas eram utilizadas somente
para transportar os vinhos das barricas até as mesas - começaram a ser encaradas
de outra forma.
Problemas políticos no mundo fizeram com que somente em
meados de 1600 a indústria do vidro (especialmente a inglesa) fosse capaz de
fazer garrafas de paredes mais espessas, portanto mais resistentes, permitindo
que o vidro pudesse ser também uma embalagem para o transporte de vinhos.
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1- Meia Garrafa; 2- Padrão 750 ml; 3- Magnum 1,5L; 4- Jeroboam 3L; 5- Matusalém 6L; 6- Salmanazar 9L; 7- Baltazar 12L; 8- Nabucodonosor 15L. |
É muito comum se ouvir dizer que as
garrafas maiores (acima de 3 litros) preservam melhor os vinhos. Existem até
colecionadores (e degustadores) de garrafas especiais que afirmam que o frescor
do vinho se mantêm por muito mais tempo quanto maior é a garrafa. A ciência não
consegue confirmar esse mito.
"Nenhuma pesquisa séria até hoje foi capaz de
dizer que um vinho armazenado em uma garrafa de 3 litros fica melhor no decorrer
do tempo do que um armazenado em uma garrafa de 750 ml", afirma o Dr. Celito
Guerra, enólogo pesquisador da Embrapa do Rio Grande do Sul.
Mas os
apreciadores das grandes garrafas argumentam que devido à menor área de contato
entre a rolha e o líquido e ao maior volume de vinho que ocupa uma garrafa
especial, o vinho envelhece mais devagar e desenvolve maior complexidade.
Nos
grandes leilões de vinhos, safras especiais em garrafas magnum (1,5 l) são
vendidas por muito mais do que o dobro do preço de uma garrafa normal. E são um
item muito procurado, mesmo que o prazer resida somente no tamanho e na maior
quantidade de líquido que armazenam.
CADA GARRAFA UMA TAMPA
Um problema que atormentava os produtores de vinho desde a antiguidade era a maneira de vedar os vasilhames (de barro ou cerâmica). Eles ainda não entendiam cientificamente o processo da oxidação, mas já haviam percebido que recipientes mais bem fechados conservavam o vinho por mais tempo.
A utilização das rolhas, mesmo no distante século XVII, já era popular na Espanha e em Portugal, mas encontrou resistência nos outros países europeus. Os ingleses, reconhecidos como os inventores da garrafa moderna, utilizavam uma rolha também de vidro, que consideravam mais higiênica, mas, com o passar dos anos, descobriu- se que garrafa de vidro e rolha de cortiça eram a melhor combinação para preservar e transportar os vinhos. É interessante notar que, no começo do século XVIII, a única coisa que diferenciava as embalagens de vinho das atuais era o fato de que a maioria das garrafas não eram cilíndricas.
A Revolução Industrial, no entanto, além dos avanços científicos nos estudos da composição dos vinhos e da fermentação, marcou época e trouxe a produção de vinhos e garrafas para uma nova fase, mesmo que os custos envolvidos fossem enormes. "Fazer garrafas de qualidade nunca foi barato", explica Paulo Dias, gerente comercial da Verallia, que fabrica mais de 60 tipos de garrafas no país. Ele conta que a implantação de um novo forno custa hoje 80 milhões de euros e é um processo que não se modifica muito qualquer que seja o país onde o forno esteja instalado. "Um bom forno dura 10 anos em funcionamento contínuo e suporta 1.600oC em sua parte interna", completa Dias.
A Verallia faz parte do grupo Saint Gobain, uma empresa francesa fundada em 1665, que fabricou desde os espelhos do Palácio de Versalhes até as placas de vidro que recobrem a pirâmide do Museu do Louvre em Paris. Presente em 64 países, ela disputa espaço com a Owens Illinois, empresa norte-americana fundada por Michael Owens, que criou, em 1903, a primeira máquina automática para produção de garrafas, revolucionando a indústria. No Brasil, essa empresa é da proprietária da Císper.
FORMA E FUNÇÃO
Os formatos atuais das garrafas de vinho evoluíram pouco nos últimos 100 anos, a não ser pela adoção da tampa de rosca (que modifica o gargalo e sua interação de resistência com o pescoço da garrafa) e pelas pesquisas e lançamentos de garrafas mais leves, que geram menor impacto no meio ambiente.
O diretor da Associação Brasileira de Enologia, Marcos Vian, explica que a função primária de armazenamento estéril e estanque de um vinho que a garrafa proporciona, quase nunca é percebida pelo consumidor final. O que é levado em conta é o peso da garrafa (que no Brasil ainda é sinônimo de vinho mais estruturado e de melhor qualidade), a limpidez do vidro e até seu formato: "As garrafas mais alongadas e transparentes costumam fazer mais sucesso com o público feminino, enquanto as garrafas de ombros mais acentuados remetem aos vinhos mais tradicionais", conta o enólogo.
Essa percepção do consumidor é tão importante para o marketing das vinícolas que chega a influenciar a escolha das garrafas de forma quase contrária à sua função: "Do ponto de vista puramente técnico, não colocaríamos vinhos rosés ou da uva Sauvignon Blanc em garrafas brancas, pois, nas coloridas, eles ficariam protegidos da luz, que acelera sua deterioração. Mas o mercado consumidor responde muito melhor às garrafas transparentes", afirma Vian.
O teste do tempo e a tradição, ao mesmo tempo, fizeram com que alguns formatos de garrafas ficassem conhecidos pela região na qual são usados, como é o caso da garrafa bojuda de Chianti, que evoluiu do "fiasco toscano", em sua forma original uma garrafa frágil e fina, que ganhava resistência ao ser envolvida em palha ou vime.
Na Alsácia, há uma lei que determina que seus vinhos sejam engarrafados no modelo conhecido por lá como flûte, mas que, no exterior, leva o nome da própria região. Com um modelo também alongado e muitas vezes na coloração âmbar, são tradicionais as garrafas do modelo Renano, para os vinhos brancos das regiões do Mosel e do Reno, na Alemanha, enquanto a região da Francônia é reconhecida nas garrafas baixas e arredondadas, de pescoço curto.
Para os vinhos espumantes, as garrafas precisam ter paredes mais espessas e concavidade no fundo, para suportarem a pressão do líquido, seja quando a segunda fermentação ocorre na garrafa ou no método Charmat, em que o envase também ocorre com alta pressão. É precisamente por sua forma ser tão particular para sua função que essas garrafas são, atualmente, as que vêm impondo o maior desafio técnico para as empresas que necessitam desenvolver vasilhames mais leves, mais sustentáveis.
VARIADOS TERROIRS, GARRAFAS IDÊNTICAS
Os formatos conhecidos como Bordalesa (Bordeaux) e Borgonhesa (Borgonha), a primeira de ombros mais altos e mais marcados e a segunda mais alongada e bojuda em baixo, são as garrafas mais populares no mundo. São fabricadas em variadas cores e foram os primeiros formatos utilizados nas garrafas ecoeficientes, que são mais leves.
As leis locais não ditam que os vinhos franceses tenham que ser engarrafados nesses modelos, mas as tradições locais sim. Tanto que é possível encontrar brancos e tintos nos mesmos formatos de garrafas somente com variação de cor, em suas regiões de origem.
Os vinhos fortificados costumam ser apresentados em garrafas mais estruturadas, de formatos mais retilíneos e, por vezes, bem mais escuras, como as de Vinho do Porto, tradicionalmente quase negras. Seu formato favorece um longo armazenamento nas caves.
Até o começo do século passado os volumes de líquido variavam bastante e as garrafas conhecidas como padrão nem sempre continham 750 ml de vinho. Felizmente isso mudou e uma padronização tomou conta da indústria. Atualmente, os modelos de 187 ml são conhecidos com o nome italiano de piccolo, as de 350 ml são as demi ou meia-garrafa, as de 750 ml são as garrafas padrão e as de 1,5 l são as Magnum.
Esses volumes são os mais fáceis de serem encontrados. No entanto, também são comuns as garrafas conhecidas como Jennie, com capacidade para meio litro, muito usuais para os vinhos de sobremesa, que variam bastante em formato.
Um dos mistérios da história do vinho é a perpetuação dos nomes da garrafas de grandes formatos, como a Jeroboam (ou Magnum Dupla), a Matusalém (capacidade de 6 litros), a Mordecai ou Salmanazar (de 9 litros), a Baltazar (de 12 litros), a Nabucodonosor (de 15 litros) e, por fim, a Melquior (de 18 litros) e a Salomão (de 20 litros), esta somente utilizada para Champagnes. Os nomes bíblicos dos reis do Velho Testamento e dos reis Magos dados à essas garrafas e reconhecidos em todo o mundo permanecem um desafio aos historiadores, incapazes de descobrir quem ou por que foram assim batizadas ( revista adega ).
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Recipientes para armazenar vinho passaram da ânfora para as garrafas de vidro, que antes tinham diversos formatos |
CADA GARRAFA UMA TAMPA
Um problema que atormentava os produtores de vinho desde a antiguidade era a maneira de vedar os vasilhames (de barro ou cerâmica). Eles ainda não entendiam cientificamente o processo da oxidação, mas já haviam percebido que recipientes mais bem fechados conservavam o vinho por mais tempo.
A utilização das rolhas, mesmo no distante século XVII, já era popular na Espanha e em Portugal, mas encontrou resistência nos outros países europeus. Os ingleses, reconhecidos como os inventores da garrafa moderna, utilizavam uma rolha também de vidro, que consideravam mais higiênica, mas, com o passar dos anos, descobriu- se que garrafa de vidro e rolha de cortiça eram a melhor combinação para preservar e transportar os vinhos. É interessante notar que, no começo do século XVIII, a única coisa que diferenciava as embalagens de vinho das atuais era o fato de que a maioria das garrafas não eram cilíndricas.
A Revolução Industrial, no entanto, além dos avanços científicos nos estudos da composição dos vinhos e da fermentação, marcou época e trouxe a produção de vinhos e garrafas para uma nova fase, mesmo que os custos envolvidos fossem enormes. "Fazer garrafas de qualidade nunca foi barato", explica Paulo Dias, gerente comercial da Verallia, que fabrica mais de 60 tipos de garrafas no país. Ele conta que a implantação de um novo forno custa hoje 80 milhões de euros e é um processo que não se modifica muito qualquer que seja o país onde o forno esteja instalado. "Um bom forno dura 10 anos em funcionamento contínuo e suporta 1.600oC em sua parte interna", completa Dias.
A Verallia faz parte do grupo Saint Gobain, uma empresa francesa fundada em 1665, que fabricou desde os espelhos do Palácio de Versalhes até as placas de vidro que recobrem a pirâmide do Museu do Louvre em Paris. Presente em 64 países, ela disputa espaço com a Owens Illinois, empresa norte-americana fundada por Michael Owens, que criou, em 1903, a primeira máquina automática para produção de garrafas, revolucionando a indústria. No Brasil, essa empresa é da proprietária da Císper.
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Composição do vidro |
FORMA E FUNÇÃO
Os formatos atuais das garrafas de vinho evoluíram pouco nos últimos 100 anos, a não ser pela adoção da tampa de rosca (que modifica o gargalo e sua interação de resistência com o pescoço da garrafa) e pelas pesquisas e lançamentos de garrafas mais leves, que geram menor impacto no meio ambiente.
O diretor da Associação Brasileira de Enologia, Marcos Vian, explica que a função primária de armazenamento estéril e estanque de um vinho que a garrafa proporciona, quase nunca é percebida pelo consumidor final. O que é levado em conta é o peso da garrafa (que no Brasil ainda é sinônimo de vinho mais estruturado e de melhor qualidade), a limpidez do vidro e até seu formato: "As garrafas mais alongadas e transparentes costumam fazer mais sucesso com o público feminino, enquanto as garrafas de ombros mais acentuados remetem aos vinhos mais tradicionais", conta o enólogo.
Essa percepção do consumidor é tão importante para o marketing das vinícolas que chega a influenciar a escolha das garrafas de forma quase contrária à sua função: "Do ponto de vista puramente técnico, não colocaríamos vinhos rosés ou da uva Sauvignon Blanc em garrafas brancas, pois, nas coloridas, eles ficariam protegidos da luz, que acelera sua deterioração. Mas o mercado consumidor responde muito melhor às garrafas transparentes", afirma Vian.
O teste do tempo e a tradição, ao mesmo tempo, fizeram com que alguns formatos de garrafas ficassem conhecidos pela região na qual são usados, como é o caso da garrafa bojuda de Chianti, que evoluiu do "fiasco toscano", em sua forma original uma garrafa frágil e fina, que ganhava resistência ao ser envolvida em palha ou vime.
Na Alsácia, há uma lei que determina que seus vinhos sejam engarrafados no modelo conhecido por lá como flûte, mas que, no exterior, leva o nome da própria região. Com um modelo também alongado e muitas vezes na coloração âmbar, são tradicionais as garrafas do modelo Renano, para os vinhos brancos das regiões do Mosel e do Reno, na Alemanha, enquanto a região da Francônia é reconhecida nas garrafas baixas e arredondadas, de pescoço curto.
Para os vinhos espumantes, as garrafas precisam ter paredes mais espessas e concavidade no fundo, para suportarem a pressão do líquido, seja quando a segunda fermentação ocorre na garrafa ou no método Charmat, em que o envase também ocorre com alta pressão. É precisamente por sua forma ser tão particular para sua função que essas garrafas são, atualmente, as que vêm impondo o maior desafio técnico para as empresas que necessitam desenvolver vasilhames mais leves, mais sustentáveis.
VARIADOS TERROIRS, GARRAFAS IDÊNTICAS
Os formatos conhecidos como Bordalesa (Bordeaux) e Borgonhesa (Borgonha), a primeira de ombros mais altos e mais marcados e a segunda mais alongada e bojuda em baixo, são as garrafas mais populares no mundo. São fabricadas em variadas cores e foram os primeiros formatos utilizados nas garrafas ecoeficientes, que são mais leves.
As leis locais não ditam que os vinhos franceses tenham que ser engarrafados nesses modelos, mas as tradições locais sim. Tanto que é possível encontrar brancos e tintos nos mesmos formatos de garrafas somente com variação de cor, em suas regiões de origem.
Os vinhos fortificados costumam ser apresentados em garrafas mais estruturadas, de formatos mais retilíneos e, por vezes, bem mais escuras, como as de Vinho do Porto, tradicionalmente quase negras. Seu formato favorece um longo armazenamento nas caves.
Até o começo do século passado os volumes de líquido variavam bastante e as garrafas conhecidas como padrão nem sempre continham 750 ml de vinho. Felizmente isso mudou e uma padronização tomou conta da indústria. Atualmente, os modelos de 187 ml são conhecidos com o nome italiano de piccolo, as de 350 ml são as demi ou meia-garrafa, as de 750 ml são as garrafas padrão e as de 1,5 l são as Magnum.
Esses volumes são os mais fáceis de serem encontrados. No entanto, também são comuns as garrafas conhecidas como Jennie, com capacidade para meio litro, muito usuais para os vinhos de sobremesa, que variam bastante em formato.
Um dos mistérios da história do vinho é a perpetuação dos nomes da garrafas de grandes formatos, como a Jeroboam (ou Magnum Dupla), a Matusalém (capacidade de 6 litros), a Mordecai ou Salmanazar (de 9 litros), a Baltazar (de 12 litros), a Nabucodonosor (de 15 litros) e, por fim, a Melquior (de 18 litros) e a Salomão (de 20 litros), esta somente utilizada para Champagnes. Os nomes bíblicos dos reis do Velho Testamento e dos reis Magos dados à essas garrafas e reconhecidos em todo o mundo permanecem um desafio aos historiadores, incapazes de descobrir quem ou por que foram assim batizadas ( revista adega ).
sábado, 19 de fevereiro de 2011
As melhores imagens do fotojornalismo em 2010
com o retrato de uma jovem
desfigurada do Afeganistao que foi capa da revista TIME do 1° de agosto de
2010. VEJAM AQUI, um slideshow com as melhores imagens ( da correspondente do blog em Montpellier).
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
O desmatamento das florestas no mundo
A Organização para a Alimentação e a Agricultura, uma entidade das Nações
Unidas, estima que as florestas do mundo cobriram 4,03 bilhões de hectares em
2010. Embora o mundo todo continue a perder florestas, a taxa de desmatamento
caiu para 5,2 milhões de hectares anuais, menor que a média entre 1990 e 2000,
de 8,3 milhões de hectares ao ano.
Alguns países grandes como a China e a Índia aumentaram sua cobertura
florestal entre 2000 e 2010. A China teve um aumento anual de 1,6%, enquanto a
Índia aumentou suas florestas em 0,5%. O mesmo aconteceu na Noruega e na Suécia
na última década. Com quase 70% de seu território coberto por florestas em 2010,
a Suécia é um dos países mais silvestres do mundo. Já a Nigéria, ao contrário,
vem derrubando florestas numa taxa anual de 3,7%. Ao fim de 2010, apenas um
décimo de seu território permanecia coberto por florestas ( economist/opinião e notícias ).
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Porque as ostras estão desaparecendo
Uma pesquisa recente sobre o estado da população mundial de ostras mostrou
que os animais estão desaparecendo com rapidez. Cerca de 85% dos recifes de
ostras sumiram por causa de doenças e exploração humano, estimam os
pesquisadores. Mas o desaparecimento pode ser maior ainda porque muitas regiões
estudadas não tinham dados do passado.
O estudo da ONG Nature
Conservancy e Universidade da Califórnia, publicado na revista BioSciences,
analisou 40 regiões, com 144 baías. Os pesquisadores concluíram que 75% das
ostras que ainda vivem estão localizadas em recifes de cinco regiões da América
do Norte. O estudo não incluiu recifes de ostra na costa da África do Sul,
China, Japão e Coreias do Norte e Sul.
Os pesquisadores constataram que a maioria dos recifes de ostras que sobraram
estão com menos de 10 % de sua população inicial. O declínio das ostras começa
com a destruição de seu habitat, principalmente pela pesca de arrastão e a
dragagem de materiais do fundo do mar. Os animais que conseguem sobreviver ficam
mais vulneráveis às mudanças ambientais.
Outro fator responsável pelo desaparecimento das ostras selvagens é a
introdução de ostras não nativas em seu ambiente, que provoca a disseminação de
doenças. Segundo os pesquisadores, as ostras selvagens estão praticamente
extintas. Para remediar o problema, os cientistas sugerem que os recifes com
menos de 10% de sua população original sejam fechados para exploração até que as
ostras se recuperem. Os animais, além de filtrarem a água do mar, são fonte de
alimento e renda de várias populações ( Galileu ).
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Tráfego Aéreo Mundial Visto do Espaço
O tempo deste clip é de 1m12s e representa as 24 horas de um dia inteiro das viagens de avião que se fazem. Feitas as contas, cada segundo de filme, representa 20 minutos reais.
Cada pontinho amarelo representa um voo com pelo menos 250 passageiros.Nota que os voos dos EUA para a Europa partem principalmente à noite, sendo a sua volta diurna.Pela imagem que o sol imprime no globo, pode-se dizer que é verão no hemisfério norte. Isto porque ele quase não se põe no pólo norte e no pólo sul quase não aparece.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Um inédito sistema de purificação de água
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Happy Basin - purificação de água instantânea para consumo (Imagem:Divulgação) |
Preocupados com a falta de água potável no planeta, os designers coreanos Woo-sik Kim e Duck Soo Choi desenvolveram a “Happy Basin” (bacia feliz – em tradução livre) para promover a purificação instantânea de água. A inveção trata-se de um sistema pessoal para filtração de água para pessoas que moram em ambientes remotos.
Mais de uma em cada seis pessoas no mundo não têm acesso à água doce potável. Das mortes por diarréia, 88 por cento são atribuíveis à escassez de água potável e à falta de instalações sanitárias. Portanto, a ideia dos coreanos oferece uma solução prática para pessoas que moram em ambientes remotos.
Geralmente associamos os problemas de água poluída com países não desenvolvidos e raramente pensamos que cidades plenamente desenvolvidas poderiam passar por uma situação de falta de água. Dessa forma, engenhocas como a Happy Basin também servem como solução para a purificação instantânea da água potável.
A "bacia com furos", que imita a tipografia do mundo, é um produto inovador que possui filtros de cerâmica nano embutido na parte inferior. O sistema consiste em uma bacia perfurada, que ao ser inserido em um local com água suja, faz com que a água ultrapasse o meio filtrante no fundo da bacia e crie uma fonte de água purificada para consumo, permitindo ainda a armazenagem em outros recipientes, caso necessário. Os "buracos de entrada de água", através da tensão superficial da água poluída a permite passar através dos filtros, onde os poluentes ficam retidos e a água se torna potável ( do ciclovivo )
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Uma máquina que transforma embalagens plásticas em óleo
Uma interessante invenção japonesa que recicla as embalagens plásticas transformando-as em óleo. Uma máquina que com certeza no futuro estará presente nas residências das pessoas.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Enocultura - monte sua biblioteca
Vino Argentino
Laura Catena, Chronicle Books, 240 páginas, US$ 27,50
Laura Catena, filha de Nicolás Catena, produtor que revolucionou a vinicultura da Argentina nos anos de 1980, é a autora deste guia sobre vinhos argentinos. A obra é recheada de fotos incríveis, que vão de belas paisagens até cenas do cotidiano das cidades exploradas por Laura, que adicionam vida ao texto fácil e agradável de ler. Nas palavras de Anthony Dias Blues, editor-chefe da prestigiada publicação norte-americana The Tasting Panel Magazine: "Um livro único. Escrito, acima de tudo, com paixão".
Enoturismo
Firmino Esplendor, 115 páginas, R$ 25
Um guia prático sobre enoturismo. Essa é a melhor maneira de descrever a última obra de Firmino Esplendor, enólogo e professor responsável pela formação de mais de 600 profissionais da vitivinicultura. Segundo o autor, este livro traça horizontes com previsões para quem atua na área da recepção turística, além de convidar seus leitores a conhecer as riquezas regionais e paisagens panorâmicas que a região vitivinícola brasileira oferece. Os exemplares podem ser solicitados diretamente com o autor pelo e-mail: adegasplendor@terra.com.br ( da revista Adega ).
O fruto da Abadia
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Igreja da cidade de Taggia |
Aí, a azeitona se beneficia do clima Mediterrâneo, estando protegida pelas montanhas. A Ligúria torna-se um verdadeiro éden para as oliveiras, assim como para nossos olhos. Localizada no noroeste italiano, essa região fronteiriça com a França possui Gênova como capital, um dos mais importantes portos do Mediterrâneo, principalmente durante o período das grandes navegações, já que é a terra de Cristóvão Colombo. Em meio a alguns paraísos como Portofino e Cinque Terre, outras importantes províncias, além de Gênova, são as de Impéria, La Spezia e Savona.
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O paraíso de Portofino |
No entanto, foi a partir do século XVI que a região iniciou um grande processo de desenvolvimento, o que fez com que, já no século seguinte, o comércio do óleo de oliva se tornasse uma de suas principais atividades econômicas. Naquele século, muitos dos vinhedos e culturas de cereais da região foram substituídos por olivais, transformando assim sua paisagem agrícola.
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Casa de Colombo, filho mais ilustre da Ligúria |
O cultivar mais difundido na região é a Taggiasca, tendo seu nome derivado de Taggia, uma vez que foram os mesmos monges beneditinos que iniciaram seu cultivo, por volta do século XII. São olivas pequenas e que geralmente não são colhidas até alcançarem o completo estado de maturação, normalmente no mês de dezembro. Seu paladar pode ser considerado como uma antítese ao estilo Toscano, mais amargo e picante. Outros cultivares encontrados na região são as autóctones Lizona, Morino, Olivana e Razzola, típicas da província de Savona, e Colombaia e Pignola, encontradas na província de Impéria.
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Maquetes de moinhos são algumas atrações do Museo dell'Olivo |
Por se tratar de uma região relativamente pequena, Riviera Ligure é sua única Denominação de Origem Protegida (DOP), percorrendo quase toda a Ligúria. Ela passa pelas províncias de Impéria, Gênova, Savona e La Spezia. A denominação é, portanto, subdividida em três:
Impéria é a Riviera de Fiori, onde o óleo deve ser produzido por, no mínimo, 90% do cultivar Taggiasca, de onde vem o melhor óleo da região. Savona é representada pela Riviera del Ponte Savonese, cujo óleo é produzido por, no mínimo, 60% de Taggiasca. O azeite que mais caracteriza essas duas províncias é conhecido como Biancardo, obtido da colheita tardia de azeitonas bem maduras - o que o torna frutado e bastante fluido, características muito presentes nos azeites lígures. As províncias de Gênova e La Spezia fazem parte da zona intitulada Riviera del Levante, cujo óleo deve ser produzido com 65% de Taggiasca (aqui conhecida como Lavagnina) e com as autóctones Razzola e Pignola.
Além de suas respectivas porcentagens exigidas, os azeites desta DOP devem seguir algumas outras exigências como: os cultivares destinados à sua produção devem ser colhidos até o dia 30 de janeiro; sua lavagem deve ser feita em temperatura ambiente, sendo também o único processo permitido antes do processo de oleificação - que deve ser efetuado durante as 36 horas seguintes à chegada ao lagar -; e, por fim, sua cor deve estar entre o amarelo e o verde claro. Os azeites lígures harmonizam-se muito bem com massas doces e, obviamente, com o molho mais famoso da região, o pesto.
Museo dell'Olivo
Museo dell'Olivo Caso um dia você vá passar pela região, não deixe de visitar o Museo dell'Olivo, na cidade de Impéria, um dos mais importantes, senão o mais, de óleo de oliva de todo o mundo. O museu nos mostra todos os processos, histórias e curiosidades que temos discutido ao longo destas edições de ADEGA. Possui inscrições que datam 2000 a.C. de transações de óleo de oliva feitas na Babilônia; a expansão do óleo desde o Oriente Médio até chegar no Mediterrâneo; as utilizações sacramentais; ânforas, jarras de cerâmica, diferentes prensas, entre outras curiosidades que encantam os verdadeiros apreciadores do óleo de oliva ( da revista Adega ).
sábado, 12 de fevereiro de 2011
As festas no subsolo de Paris
Paris tem uma conexão bem mais profunda e estranha com seu subsolo que qualquer outra cidade. As artérias e os intestinos de Paris - os milhares de quilômetros de túneis que perfazem as redes de esgoto e de metrô, das mais antigas e densas do mundo - são apenas parte desse universo underground. Sob a capital francesa encontram-se espaços de todos os tipos: canais e reservatórios, criptas e caixas-fortes, adegas transformadas em boates e galerias. Os mais surpreendentes são ascarrières - as velhas pedreiras de calcário que se espalham em uma rede profunda e intrincada, a maioria na região sul da metrópole.
Ao longo do século 19, extraíam-se desses túneis e cavernas pedras para construção. Em seguida, sitiantes cultivavam cogumelos ali. Durante a Segunda Guerra Mundial, combatentes da clandestina Resistência Francesa escondiam-se em algumas pedreiras. Alemães construíam bunkers em outras. Hoje em dia, perambulam pelos túneis uma comunidade informal, sem líderes, cujos membros às vezes passam dias e noites sob a cidade. Eles são chamados decatafilistas - literalmente, amigos das catacumbas.
Entrar nas pedreiras tornou-se proibido a partir de 1955, de maneira que os catafilistas tendem a ser jovens em fuga do mundo da superfície e de suas regras. Os veteranos dizem que a cena subterrânea floresceu nos anos 1970 e 1980, época em que o tradicional espírito de rebeldia parisiense sofreu o choque revitalizador da cultura punk. Penetrar no subsolo era mais fácil então, quando havia bem mais entradas abertas. Alguns catafilistas descobriram que podiam entrar nas pedreiras através de passagens esquecidas no porão de suas escolas. Dali, rastejavam para dentro de túneis repletos de ossos - as famosas catacumbas. Em lugares só por eles conhecidos, os catafilistas faziam festas, montavam shows e peças, criavam arte, tomavam drogas. A liberdade reinava nos subterrâneos, até mesmo a anarquia... leia mais aqui
Ao longo do século 19, extraíam-se desses túneis e cavernas pedras para construção. Em seguida, sitiantes cultivavam cogumelos ali. Durante a Segunda Guerra Mundial, combatentes da clandestina Resistência Francesa escondiam-se em algumas pedreiras. Alemães construíam bunkers em outras. Hoje em dia, perambulam pelos túneis uma comunidade informal, sem líderes, cujos membros às vezes passam dias e noites sob a cidade. Eles são chamados decatafilistas - literalmente, amigos das catacumbas.
Entrar nas pedreiras tornou-se proibido a partir de 1955, de maneira que os catafilistas tendem a ser jovens em fuga do mundo da superfície e de suas regras. Os veteranos dizem que a cena subterrânea floresceu nos anos 1970 e 1980, época em que o tradicional espírito de rebeldia parisiense sofreu o choque revitalizador da cultura punk. Penetrar no subsolo era mais fácil então, quando havia bem mais entradas abertas. Alguns catafilistas descobriram que podiam entrar nas pedreiras através de passagens esquecidas no porão de suas escolas. Dali, rastejavam para dentro de túneis repletos de ossos - as famosas catacumbas. Em lugares só por eles conhecidos, os catafilistas faziam festas, montavam shows e peças, criavam arte, tomavam drogas. A liberdade reinava nos subterrâneos, até mesmo a anarquia... leia mais aqui
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Lake Vostok, o lago mais profundo do planeta
O Lago Vostok (veja um interessante infográfico) é uma massa de água sub-glacial localizada na Antártida, por baixo da Estação Vostok, um centro de investigação dirigido pela Rússia. Este lago permaneceu desconhecido durante muito tempo, graças ao seu peculiar enquadramento geográfico e permanece como uma das últimas zonas por explorar do planeta Terra. Só em 1996 se descobriu a sua verdadeira extensão. O lago Vostok tem uma forma elíptica com 250 km de comprimento e 40 km de largura cobrindo uma área de 14 mil km². O seu fundo é irregular e divide-se em duas bacias, a mais profunda com cerca de 800 m e a outra com 200 m. Calcula-se que o lago contenha um volume de 5.400 km³ de água doce. Está totalmente protegido da atmosfera e outros contactos com o exterior por uma espessura de 4 km de gelo antártico... continue lendo
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
12 mil jornais online em único site
A página funciona como um guia online de jornais de
praticamente todo o mundo. A idéia é oferecer acesso rápido e gratuito às
últimas notícias ao redor do globo.
São mais de 12 mil e 200 jornais online, de mais de 200
países, organizados por continentes,
idiomas e circulação.
Encontrar um jornal específico é fácil. O site é bastante
organizado e há várias maneiras de pesquisar. Você pode listar os jornais por
países, por idioma, ou ainda, visitar as páginas dos maiores jornais do mundo.
Dá para selecionar também por cidade, nesta lista você encontra os periódicos
das 400 maiores cidades do planeta.
Tá afim de conhecer o site? Clique aqui e comece sua jornada pelo mundo ( do olhar digital ).
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Um quadro e uma história inédita de Claude Monet
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Em 1991, na função de curador do
Museu Wallraf Richartz, em Colônia, Alemanha, ele recebeu um telefonema anônimo
de uma senhora, informando que uma tela de Claude Monet (1840-1926), original e
bem preservada, estava à sua disposição.
Guardada numa caixa de papelão no porão da misteriosa mulher, a obra só seria
cedida sob determinadas condições: a doadora queria permanecer anônima e o Monet
só poderia ser exibido após sua morte.
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Museu Wallraf Richartz |
"De início, não levei a senhora muito
a sério", confessa Czymmek. "Ela insistiu que eu levasse imediatamente o quadro
comigo, pois não queria tê-lo em casa. Assim, dirigi de volta a Colônia com um
Monet numa caixa de papelão, no banco de trás do meu carro."
O curador nunca mais viu a doadora,
embora, pelo menos uma vez por ano, ela lhe enviasse uma breve mensagem: "Ainda
estou viva!". Neste meio tempo, ela faleceu, e Götz Czymmek ficou livre para
revelar seu segredo.
"Cena primaveril em Vétheuil"
Muitas obras de arte são doadas ao
museu, porém ganhar de presente uma tão valiosa assim, só acontece uma vez na
vida, comenta o curador. "Frequentemente recebemos pinturas e estamos felizes
com as muitas aquisições, mas às vezes esses quadros nos chegam por não serem
vendáveis, e geralmente estão em más condições", explica.
Au-dessus de Vétheuil – Effet de
printemps (Acima de Vétheuil – Efeito primaveril) é uma exceção. Tendo como
motivo uma cena na cidade onde Monet viveu de 1879 a 1881, ele foi identificado
como um original de 1880. Trata-se de um momento-chave na vida do artista. Foi
em Vétheuil que sua esposa Camille faleceu, e que ele conheceu sua segunda
companheira, Alice.
Na primavera de 1880, o artista
realizava sua primeira exposição individual, após recusar-se a participar da 5ª
Mostra de Pintura Impressionista, em Paris, sinalizando, assim, o intento de se
distanciar de seus contemporâneos. Foi nesse ano também que ele lançou as bases
de sua pintura paisagística, as quais vigorariam pelo século 20 adentro.
O cheiro da autenticidade
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'Margem do Sena perto de Port Villez' foi declarado falsificação |
Em 2008, descobriu-se que o suposto
Monet Margem do Sena perto de Port
Villez, exposto no Museu Wallraf Richartz desde 1954, era uma falsificação.
Porém Czymmek está absolutamente
seguro de que o Monet inédito é verdadeiro. E, como prova, aponta na parte de
trás da tela, para um velho selo da Galeria Bernheim-Jeune de Paris, que vendeu
algumas peças daquele expoente do Impressionismo.
Só que selos podem enganar, ressalva
Von Lüttichau. São certamente um indicador, porém são conhecidos casos de
pinturas que se revelaram falsificadas, "apesar de terem os selos certos atrás".
"Para mim, decisiva é a experiência de ver – até de cheirar – a pintura. Só
assim se pode dizer que seja autêntica."
Götz Czymmek relata que a idosa
doadora entrou de posse da paisagem na década de 1940. Assim, não se pode
excluir a possibilidade de que os nazistas a tenham roubado do proprietário
anterior, durante a guerra. "Contudo a pintura já foi divulgada há alguns meses,
e até agora ninguém a reclamou."
Efeito primaveril está exposta ao
público na sala impressionista do Museu Wallraf Richartz, que celebra 150 anos
de fundação em 2011 ( da Deutsche Welle ).
* Atualmente no Grand Palais em Paris está havendo uma exposição sobre Monet. Saiba mais AQUI
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Túnel subaquático ligará Dinamarca e Alemanha
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Esquema de como ficará o túnel sobre o solo |
O governo dinamarquês aprovou, na terça-feira (1), a construção de um túnel subaquático entre as cidades de Rødbyhavn, na Dinamarca, e Puttgarden, na Alemanha. A construção, prevista para ser iniciada em 2014 e finalizada em 2020, está orçada em aproximadamente 5,1 bilhões de euros e ainda passará pela aprovação do governo alemão.
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Entrada do túnel do lado dinamarquês. No topo da imagem, é possível ver o centro de monitoramento |
A empresa dinamarquesa Femern A/S foi escolhida para o desenvolvimento de um projeto para a ligação entre as duas cidades, que será a terceira conexão entre os países.
Inicialmente, foram apresentadas duas soluções: uma ponte estaiada e um túnel subaquático. Os dois teriam o mesmo trajeto, alcançando aproximadamente 18 km de extensão. O túnel, no entanto, foi considerado mais seguro e gerador de menor impacto ambiental.
O túnel, praticamente com trajeto em linha reta, contará com cinco vias, sendo duas para automóveis, duas para trens e uma de emergência, localizada entre as duas vias automotivas.
A construção do túnel se dará a partir da abertura de uma trincheira no solo e a colocação das peças pré-fabricadas de concreto. Aproximadamente 15,5 milhões de m³ de terra serão retirados. Após o ajuste das peças, uma camada de aproximadamente 1,2 m de brita será colocada sobre a estrutura, protegendo-a de impactos. Os espaços abertos na trincheira que não forem utilizados pelo túnel serão preenchidos com cascalho e areia. Segundo a Femern A/S, o túnel será o maior do mundo com esse sistema construtivo.
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Entrada do túnel do lado dinamarquês |
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Entrada do túnel do lado alemão |
A estrutura do túnel alcançará, em alguns pontos, 13,1 m de altura e 45 m de largura. Essas medidas são alcançadas nos pontos onde se encontrarão as áreas de manutenção e as instalações elétricas..
Em relação à segurança, o túnel contará com uma saída de emergência a cada 108 m e um telefone a cada 54 m, além da utilização de uma freqüência de rádio para avisar qualquer acidente aos motoristas. No lado dinamarquês, ainda haverá um centro de monitoramento integral do túnel.
Ponte
O projeto da ponte estaiada, rejeitado pelo governo dinamarquês, previa a construção de uma estrutura mista de aço e concreto, com três mastros, formando dois vãos principais de 724 m de extensão cada. Cada mastro teria 272 m de altura e seria construído em concreto.
Os 76 pilares de concreto da ponte sustentariam a ferrovia, que por sua vez sustentaria, com vigas de aço, as quatro faixas de rolamento da ponte. Nos trechos estaiados, o gabarito de navegação seria de 66,2 m de altura. Ao la do da rodovia, seriam colocados painéis transparentes para a diminuição do vento nas pistas (do piniweb)
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Estais permitiriam dois vãos de 724 m de extensão |
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
As 10 florestas mais ameaçadas do mundo
No lançamento do Ano Internacional das Florestas, a Conservação Internacional organizou um lista com as 10 regiões florestadas sob maior ameaça em todo mundo. A Mata Atlântica foi listada em 5o lugar.
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domingo, 6 de fevereiro de 2011
Um jumbo 747 transformado em um Albergue
Os turistas que passarem por Estocolmo terão a oportunidade de optar por uma estadia no mínimo peculiar: um Boeing 747 que, depois de passar por um bela reforma, foi transformado em um albergue agradável e bem equipado. Localizado no aeroporto Stockholm-Arlanda, o Jumbo Hostel possui 27 quartos, de mais ou menos 6 metros quadrados, com duas camas cada. É um ótimo exemplo de revitalização de um equipamento que, de outra forma, viraria sucata.
O homem por traz dessa ideia é Oscar Diös, administrador do ramo hoteleiro. Enquanto planejava a expansão dos seus negócios, ele ouviu falar a respeito de um velho avião que estava à venda – uma aeronave construída em 1976, que já havia passado por companhias aéreas como a Singapore Airlines, a Pan Am e a sueca Transjet, que foi à falência em 2002. Como sempre quis abrir um albergue próximo ao aeroporto, Diös não pensou duas vezes: comprou o avião e um ano depois, em 2007, obteve permissão das autoridades para que, uma vez pronto, o Jumbo Hostel pudesse ocupar um espaço próximo à entrada do aeroporto. Os preços são módicos para um hotel, mas não exatamente baratos. Ficam na faixa de 50 a 90 dólares por pessoa para os quartos comunitários ou sem banheiro ( do ecocidades ).
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