segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Quitutes e batuques - Ano da França no Brasil

O Ano da França no Brasil é uma iniciativa do governo dos dois países, com o objetivo de aprofundar as relações bilaterais no âmbito cultural, acadêmico e econômico.

Para isso, foram realizados centenas de eventos em todo o país, como exposições, shows, concertos, ciclos de cinema, seminários e festivais, que deram ao público brasileiro a oportunidade de acompanhar manifestações artísticas da França contemporânea e conhecer mais a fundo a cultura daquele país.

O primeiro Ano do Brasil na França, ocorrido em 2005, mobilizou mais de dois milhões de franceses e obteve um grande retorno dos mídia, atingindo os principais veículos de comunicação do país durante quase todo o ano. Como resultado, houve um aumento de 27% de turistas franceses no Brasil e mais de 450 milhões de dóllares em produtos brasileiros exportados para França.

A partir de amanhã uma caravana de artistas franceses aporta em Olinda, antecipando a programação do 5o Olinda Jazz. Parte integrante das ações do ano da França no Brasil. O evento  Quitutes e Batuques oferecerá diversas oficinas gratuitas. Veja a programação aqui.

Banco de dados França - Brasil

O Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo lançou no dia 24 a versão eletrônica do Banco de Dados França-Brasil “Mario Carelli” (BFB).


Agora podendo ser consultado pela internet, o BFB é um banco bibliográfico bilíngue sobre as relações culturais e científicas entre os dois países, com referências desde o século 16. Foi criado em 1987 na Casa das Ciências do Homem (MSH, da sigla em francês), por Mario Carelli, um dos maiores especialistas nas relações culturais França-Brasil.

A iniciativa teve o patrocínio dos ministérios do exterior francês e brasileiro e auxílio da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Em 1988, a partir de um acordo de cooperação entre a MSH o IEA, o banco de dados foi instalado no Brasil. Para acolher e implementar o BFB, a reitoria da USP oficializou a criação do Núcleo de Pesquisa Brasil-França (Nupebraf), coordenado por Leyla Perrone-Moisés, professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

Radios na Web

Deezer - O serviço, baseado na frança, permite que você crie diversas playlists e ainda recomenda lançamentos. É possível encontrar diversas versões da mesma música em seu sistema de busca. Qualidade da música é boa, mas alguns sons deixam a desejar. A função SmartRadio pode gerar até três horas de diversão baseado nas opções do usuário.


Last.fm - Um site clássico que já está há um bom tempo na rede. O sistema analisa suas preferências e as de seus contatos para oferecer opções coerentes de som. O sistema de recomendações também é sólido, indicanto tanto novas músicas quanto amigos.

Blip.fm - Similar ao Twitter, a Blip permite que você divulgue aos seguidores o que está escutando no momento. Além disso, os interessados podem fazer parte da sua rádio. A melhor parte á a fácil integração com o próprio Twitter, Facebook, Friendfeed e tombar, entre outros.

Radio3net - Música de primeira dos anos 50 pra cá!

SoundCloud - O serviço permite que músicos profissionais enviem seu material para a rede, onde ele pode ser apreciado por outros usuários. A troca de contatos e sugestões feitas pelos integrantes da rede é um bom recurso do SoundCloud.

domingo, 27 de setembro de 2009

Sacolas plásticas insustentáveis

O Brasil consome em média 33 milhões de sacolas plásticas por dia, um bilhão por mês, 12 bilhões por ano. São números absolutamente impressionantes, que dão uma idéia do monumental desperdício e do impacto ambiental causado pelas prosaicas sacolinhas que recebemos a cada vez que vamos ao supermercado. Praticamente não existe um lugar aonde vamos sem encontrar uma delas, enroscada em galhos de árvores, entupindo bueiros, voando jogada pelos ventos. Ou matando mais de 100 mil animais por ano no mundo.


O Ministério do Meio Ambiente e a rede de supermercados Wal-Mart estão desenvolvendo a campanha “O saco é um saco”, para chamar a atenção dos consumidores para estes números incríveis e estimular soluções ecologicamente mais sustentáveis. Aliás, o impacto das sacolas começa no processo de produção, já que são feitas a partir de petróleo ou gás naturais. Isso para produzir um artigo absolutamente descartável.

A campanha quer estimular os consumidores a dizer “não” ao uso de sacolas plásticas e adotar alternativas, como sacolas reutilizáveis ou alguma outra alternativa. No meu caso, peço que os produtos que compro sejam acondicionados, sempre que possível, em caixas de papelão. Outra coisa que estou pensando em adotar é comprar um engradado de plástico e usá-lo de forma permanente para trazer os produtos que compre.

O site do Ministério do Meio Ambiente dedicado à campanha está cheio de informações interessantes e traz muitas dicas sobre como escapar do uso das onipresentes sacolinhas de plástico. (sustentanews).

Veja abaixo, o vídeo da campanha.

Dicas semanais de sites

Como tudo funciona: versão brasileira do How Stuff Works, é o site para os curiosos que querem saber como as coisas funcionam nas mais diversas áreas como saúde, eletrônicos, ciência, carros e outros.


Confiômetro: site que reúne relatos dos consumidores sobre as empresas web, local ideal para checar se uma empresa é confiável na hora de fazer uma compra web.

Eusigo: versão brasileira do WeFollow, o site agrega os usuários do Twitter em categorias ou tags, ordenando pela quantidade de seguidores. Diretório interessante para encontrar pessoas para seguir de uma determinada área ou assunto.

Conveythis: a partir desse site você cria facilmente um botão para traduzir a sua página para 40 línguas diferentes, basta copiar o código gerado e colar no site.

Check My Colour: como o nome sugere, o site checa as cores da sua página, basta escrever a sua URL e o Check My Colour irá dizer os erros cometidos quanto a contraste e legibilidade. Uma ferramenta útil para designers que não querem cometer erros que as vezes passam desapercebidos.

sábado, 26 de setembro de 2009

A ilha habitada mais remota da terra

Tristão da Cunha está localizada a 37º Sul e 12º Oeste, a 2.000 km de Santa Helena e a 2.800 km do Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, que fica no continente mais próximo. Tristão da Cunha tem forma circular, com cerca de 10 km de diâmetro e área total de apenas 78 km2. Como em qualquer país do Hemisfério Sul, Tristão da Cunha tem verão de dezembro a março e inverno de junho a setembro. Durante os meses de inverno, o pico vulcânico central de Tristão, que chega a 2.010 m de altitude, fica coberto de neve. Tristão da Cunha, a ilha principal, é a única habitada da cadeia. As outras ilhas que formam o arquipélago - Nightingale, Stotenhof, Gough, Middle e a apropriadamente chamda Inacessível - não são populadas por humanos.


Tristão da Cunha, com 270 habitantes, é considerada a mais remota ilha habitada do planeta. Mas nos séculos 17 e 18, o arquipélago estava na rota marítima preferida para o Cabo da Boa Esperança e o Oceano Índico. As ilhas Tristão da Cunha foram descobertas pelo explorador português de mesmo nome durante uma expedição ao Cabo da Boa Esperança, em 1506. Em 1643, a primeira tripulação registrada, o Dutch Heemstede, aportou em tristão para reabastecer suprimentos. Em 1650 e 1669, o Dutch iniciou esforços para explorar a ilha como uma base, mas logo abandonou a idéia, talvez pela falta de um proto seguro em Tristão.

Hoje Tristão é classificada como território marítimo do Reino Unido, e todos os seus residentes são cidadãos britâncios. Os moradores de Tristão da Cunha vivem no assentamento de Edinburgh e compartilham apenas oito sobrenomes. Tristão tem uma escola, um hospital, um posto de correio, um museu, um café, um pub, uma loja de artesanato, um centro comunitário e uma piscina. A ilha é financeiramente auto-suficiente,e os moradores ganham a maior parte de sua renda com pesca e, estranhamente, venda de selos postais. Um oftamologista e um dentista são enviados pelo Reino Unido uma vez por ano. Como não há aeroporto em Tristão, navios de cruzeiros ocasionalmente visitam a ilha. (howstuffworks)

Vacina contra AIDS apresenta resultados

Em um teste envolvendo mais de 16.000 adultos na Tailândia, vacina contra a infecção causada pelo vírus HIV mostra resultados.


Esta foi a primeira vez que uma vacina experimental demonstrou capacidade de prevenir infecções do HIV e, segundo dados divulgados pelo exército americano, principal patrocinador da pesquisa, a vacina é segura e 31% eficiente em evitar o contágio do vírus causador da AIDS.

Os resultados são animadores, pois a AIDS, como se sabe, ainda não tem cura. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, mais de 33 milhões de pessoas estavam infectadas pelo vírus HIV em 2007. Naquele ano, foram 2,7 milhões de novos casos, e dois milhões de mortes em decorrência da doença.


O estudo Thai Phase III HIV, também conhecido como RV144, começou em outubro de 2003 com voluntários das províncias tailandesas de Rayong e Chon Buri. Os 16.402 homens e mulheres tinham idades entre 18 e 30 anos e apresentavam diferentes níveis de risco para o contágio de HIV.

O grupo foi dividido em duas partes: uma testaria duas drogas experimentais, enquanto a outra receberia apenas um placebo – ou seja, uma vacina sem nenhum medicamento. As duas vacinas verdadeiras eram a ALVAC-HIV, desenvolvida pela empresa francesa Sanofi Pasteur, e a AIDSVAX B/E, desenvolvida pela americana Vaxgen Inc e licensidada pela Global Solutions for Infectious Diseases (GSID). As duas se baseiam no subtipo B e E do HIV, que normalmente circulam na Tailândia.

O grupo das duas vacinas, e seus respectivos grupos de placebo, receberam doses da vacina a intervalos específicos de tempo e, a cada seis meses, por um período de três anos, fizeram testes de HIV. A cada visita clínica, os voluntários eram novamente orientados na prevenção da doença.

Na análise final, 74 dos 8.198 do grupo do placebo estavam infectados, contra 51 dos 8.197 participantes que receberam a vacina. Esse nível de prevenção foi considerado estatisticamente relevante – apesar de a vacina não ter tido efeito algum na quantidade de vírus encontrada no sangue dos voluntários que adquiriram HIV durante o estudo.


Mais pesquisas são necessárias para entender como a vacina reduz o risco de infecção. O estudo foi liderado por Supachai Rerks-Ngarm, ministro do Departamento de Saúde Pública para Controle de Doenças da Tailândia, e patrocinado pelo exército americano, pelo Institudo Nacional de Alergiais e doenças Infecciosas dos Estados Unidos, pela Sanofi Pasteur e pela GSID.

Enquanto trabalham para determinar quais são os próximos passos do estudo, pesquisadores têm uma certeza: a descoberta representa um grande passo na pesquisa de vacinas para a AIDS.

A AIDS, ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é um termo aplicado aos estágios mais avançados da infecção pelo vírus. Ela é definida pela ocorrência de qualquer uma das mais de 20 doenças oportunistas ou cânceres relacionados ao HIV que aparecem devido ao enfraquecimento do sistema imunológico.

A África Subsaariana é, disparado, a região do mundo mais afetada. A ONU estima que, lá, apenas 2,12 milhões de pessoas recebam tratamento contra o vírus, de um total de mais de 7 milhões de infectados. Na América Latina, de um total de 560 mil pessoas que precisam de tratamento, 360.000 recebem medicação.
(info)

Azeite extra virgem português

1 Andorinha Vintage 2009

Produtor: Grupo Sovena
Região: Portugal
Importador: Bunge Alimentos
Blend: não informado
Acidez máxima: 0,3%
Preço: R$ 23 (250 ml)

Marca criada pelo grupo Sovena somente para exportação, o Andorinha tem no Brasil seu maior mercado. Para se destacar entre seus produtos mais tradicionais, eles resolveram criar os Vintage. Este 2009, por estar bastante fresco (a data de envasamento é recente), surpreendeu. Trata-se de um bom frutado leve. Seus aromas lembram tomate, maçã verde e tons herbáceos, com cheiro bem delicado. É um óleo relativamente complexo, pois apresenta amargor, picância e também uma sensação levemente adocicada. Pode harmonizar-se desde saladas até peixes.

2 Companhia das Lezírias
Produtor: Companhia das Lezírias
Região: Ribatejo, Portugal
Importador: D'olivino
Blend: Arbequina e Cobrançosa
Acidez máxima: 0,3%
Preço: R$ 39 (500 ml)

Apesar de tradicional em vinhos e de plantar oliveiras desde 1910, o business de azeites da Companhia das Lezírias é novo - com olivares plantados há quatro anos, produzindo as portuguesas Galega e Cobrançosa, e a espanhola Arberquina. Este óleo é feito com esta variedade estrangeira e a Cobrançosa. No aroma, apresenta tons herbáceos. Possui um sabor mais amendoado (de azeitonas colhidas mais maduras) e pouco picante. Um azeite bom para saladas com verduras mais leves, com tomate, alface, e também com legumes cozidos.

3 Fonte Mouro
Produtor: Sociedade Agrícola Monte Novo e Figueirinha
Região: Beja, Portugal
Importador: D'olivino
Blend: Galega, Cordovil e Cobrançosa
Acidez máxima: 0,4%
Preço: R$ 30 (500 ml)

Do mesmo produtor do Herdade da Figueirinha (já avaliado por ADEGA) e que produz vinhos de mesmo nome (Fonte Mouro), da região do Alentejo. Um blend das variedades Galega (a mais tradicional de Portugal), Cordovil e Cobrançosa. É um azeite bem leve (frutado) nos aromas e sabores. Apresenta pouca picância, e um bom amargor na língua. É um bom acompanhamento para saladas, especialmente com verduras mais amargas como endívia, radiccio etc.

4 Herdade do Esporão Seleção
Produtor: Herdade do Esporão
Região: Alentejo, Portugal
Importador: Qualimpor
Blend: Galega, Cordovil e Verdeal
Acidez máxima: 0,4%
Preço: R$ 36 (500 ml)

Tradicional pela produção de vinhos, desde 1997 a Herdade do Esporão também se dedica aos azeites. Recentemente, a marca lançou novas embalagens no Brasil. Este Seleção, de bela garrafa estilizada negra (que protege o líquido da luz), apresenta um suave aroma, que lembra maçã verde. Na boca, é bastante amargo e pouco picante. Harmoniza-se muito bem com saladas de verduras mais amargas (lembrando que as combinações de azeite com comida são sempre por similaridade de paladar e nunca por contraste), e também com pratos preparados com carnes brancas.


5 La Morenita
Produtor: Sociedade Industrial e Comercial de Azeites
Região: Estremoz, Portugal
Importador: Napolitano
Blend: não informado
Acidez máxima: 0,8%
Preço: R$ 17 (500 ml)

Para acompanhar fazer frente à inusitada situação do nome espanhol em azeite português, seu aroma é bastante exótico e lembra maracujá. Isso mesmo, algo raro. É um óleo com bom amargor e picância bem leve. Como apresenta um pouco de acidez no palato, acompanhará bem um peixe marinado preparado com tempero de limão, um cebiche (ou ceviche), por exemplo.

6 Rosmaninho

Produtor: Cooperativa Olivicultora de Valpaços
Região:Trás-os-Montes, Portugal
Importador: Dan-Bru
Blend: Verdeal, Madural e Cobrançosa
Acidez máxima: 0,3%
Preço: R$ 20 (500 ml)

Da DOP (Denominação de Origem Protegida) de Trás-os-Montes, que representa a maior parte da produção de azeites portuguesa - exatamente com os olivares das variedades do blend deste óleo: Verdeal, Madural e Cobrançosa. Também um frutado leve, este extravirgem tem um aroma sutil, que lembrou funghi e apresentou uma nota de untuosidade. Apresenta bom amargor e picância (polifenóis) bem leve. Segue bem com saladas verdes e amargas.

7 Triunfo
Produtor: Manuel da Silva Torrado, SICA
Região: Alentejo, Portugal
Importador: Casa Flora
Blend: Galega, Cobrançosa, Verdeal, Cordovil etc
Acidez máxima: 0,7%
Preço: R$ 15 (500 ml)

Também produzido e embalado pelo grupo SICA (Sociedade Industrial e Comercial de Azeites), com sede em Estremoz, no Alentejo. Como todos os portugueses avaliados, também é um frutado leve. O aroma contém toques herbáceos bem sutis. Sente-se uma verdura no nariz, que lembra chicória. Ele é pouco amargo no palato, mas bastante picante (talvez o mais picante - que representa a presença de polifenóis - entre os portugueses provados). Por conta disso, este extravirgem combinará bem com alimentos mais condimentados, como cozidos à portuguesa, por exemplo.

8 Vila Flor Gold Reserve
Produtor: Dumércio Comércio Internacional
Região: Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal
Importador: Casa Flora
Blend: Cordovil, Verdeal e Madural
Acidez máxima: 0,5%
Preço: R$ 17 (500 ml)

A linha Vila Flor tem diversos azeites, varietais e blends. Este é uma mistura de três olivas: Cordovil, Verdeal e Madural; das regiões do Alto Douro e Trásos- Montes. Este óleo, de aroma herbáceo bem discreto, é, contudo, bastante amargo (lembrando, mais uma vez, que amargor não é defeito) e pouco picante. E, já que é um azeite português, vale uma combinação típica com a famosa "sopa de grelos" ou outras sopas preparadas com legumes mais amargos da região do Minho, por exemplo.

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